28 maio 2006

Drummond

Meu pai perdi no tempo e ganho em sonho,
Se a noite me atribui poder de fuga,
sinto logo meu pai e nele ponho
o olhar, lendo-lhe a a face, ruga a ruga.

Está morto, que importa?
Inda madrugada e seu rosto,
nem triste nem risonho,
é o rosto antigo, o mesmo.

E não enxuga suor algum,
na calma de meu sonho.

Ó meu pai arquiteto é fazendeiro!
Faz casas de silêncio,
e suas roças de cinza estão maduras,
orvalhadas por um rio que corre o tempo inteiro,
e corre além do tempo,
enquanto as nossas murcham
num sopro fontes represadas

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Neoliberalismo é Barbárie - Cid Benjamin

“A burguesia terá que abrir a sua bolsa para poder financiar a miséria social brasileira. Somos um país que só conheceu derrotas sociais. Nossa burguesia devia é ficar quietinha. Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa”.
Estas palavras não saíram da boca de alguém comprometido com transformações sociais.
São de Cláudio Lembo, um velho conservador, que foi filiado à Arena durante o regime militar e hoje é um quadro do PFL.
Elas foram ditas numa entrevista à Folha de S.Paulo na semana passada.
Não significam que Lembo tenha deixado de ser conservador. Mas, sim, que é lúcido o suficiente para perceber que, do jeito que vão as coisas, estamos todos caminhando para uma situação insustentável.
Coincidentemente, poucos dias depois da onda de violência em São Paulo e da entrevista de Lembo, o IBGE divulgou resultados de uma pesquisa sobre segurança alimentar.
Ela mostra um quadro dramático. “No Brasil, 72 milhões de pessoas convivem com a preocupação de faltar comida e com a queda de qualidade do que comem.
Ou então tiveram dificuldade em obter comida em qualidade e quantidade [necessárias].
Ou pior, conviveram com situação de fome”, afirmou a respeito da pesquisa a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Márcia Quintar (O Globo, 18/5/2006).
Alguns ingênuos (e outros não tão ingênuos...) podem lembrar que o governo Lula ampliou o alcance de programas assistenciais, como o Bolsa-Família.
Mas o que importa aqui não são cala-bocas. Estamos falando de inclusão efetiva dessa gente na sociedade.
E, mesmo se quisermos ficar nas medidas compensatórias, que tal comparar o que foi gasto no assistencialismo em 2005, com o que o governo entregou aos bancos e grandes aplicadores em papéis da dívida brasileira?
O Bolsa-Família recebeu R$ 7 bilhões. Já foi anunciado que em 2006, ano eleitoral, vai receber R$ 8,3 bilhões.
Mas, enquanto isso, o governo Lula pagou mais de R$ 160 bilhões de juros aos rentistas que vivem como parasitas, especulando com papéis da dívida.
Ao contrário do que, muitas vezes, dizem defensores dos interesses do sistema financeiro, esse dinheiro não é pulverizado, não é a soma do que aplicaram pequenos poupadores. Estudo recente do respeitado economista Márcio Pochman (do PT e ex-secretário na gestão Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo), mostrou que 80% do total pago a título de juros da dívida ficou com apenas 20 mil famílias.
Fazendo-se as contas, cada uma dessas 20 mil famílias ficou, então, em média, com um rendimento equivalente a R$ 534 mil por mês, sem mexer no capital investido. Parte desse dinheiro – desnecessário dizer – poderia estar financiando a geração de empregos, a reforma agrária, a infra-estrutura, o crédito à produção, a educação, saúde, a pesquisa, ou ainda um sem-número de setores vitais para o país.
Mas é esta brutal concentração de renda existente no Brasil que pode explicar o fato de São Paulo ser a segunda cidade no mundo em número de helicópteros. (A primeira é Nova York).
Ou de o Brasil ser o segundo país no mundo em número de jatinhos executivos. (Os Estados Unidos são o primeiro). É evidente que os acontecimentos de São Paulo requerem providências de curto prazo em relação ao trabalho da polícia.
Afinal, é inacreditável como uma ofensiva que envolveu centenas de bandidos não chegou ao conhecimento das autoridades com antecipação.
Isso demonstra, de forma cabal, que a polícia paulista não tem trabalho de inteligência.
É inacreditável também que, de dentro da prisão, os chefes do PCC tivessem tido condições de, em poucos dias, ordenar e coordenar tal ofensiva, o que só demonstra que eles precisam, de fato, ser privados da comunicação com seus subalternos em liberdade. Mas, como pano de fundo, há algo muito mais grave.
A explosão de barbárie (da qual não ficou atrás a polícia, depois, ao revidar matando pobres de maneira indiscriminada) é um alerta que deve ser levado em conta. O alerta vale mesmo para a “burguesia muito má”, para a “minoria branca muito perversa”.
Se ela não quiser viver cada vez mais sitiada em condomínios fechados, cercada por seguranças particulares e locomovendo-se em helicópteros ou em carros blindados com escolta, vai precisar “abrir a bolsa para poder financiar a miséria social brasileira”, para usar as palavras de Lembo.
Em outras palavras: os rentistas, que vivem da especulação, vão ter que ganhar menos.
Com a cooptação do governo Lula pelo sistema financeiro, não é exagero se dizer que, como país, entramos numa situação de extremo risco.
Um setor tem a absoluta hegemonia na sociedade quando controla, simultaneamente, a situação e a oposição. É o que estão tentando as elites no Brasil. Se elas conseguirem construir um cenário em que, ganhando a situação ou ganhando a oposição, a política neoliberal fique garantida, caminharemos para a barbárie.
Este é o maior risco de uma polarização Lula-Alckmin. Seria uma disputa pela chave do cofre e pelo Diário Oficial. Mas não estaria ameaçada a política econômica. Se isto ocorrer, novas explosões surgirão, e serão reprimidas com cada vez maior violência.
E, que ninguém se iluda: um processo dessa ordem não abrirá caminho para transformações sociais. Ao contrário. Teremos pobres matando pobres, sob os olhos de uma classe média cada vez mais amedrontada, e também vítima da violência, e de uma burguesia super-armada, mas encurralada em seus condomínios de luxo, carros blindados e helicópteros.
Se Rosa Luxemburgo popularizou a expressão “socialismo ou barbárie”, para no início do século XX demonstrar as limitações do regime capitalista do ponto de vista da construção de um mundo solidário, hoje estamos diante de um quadro ainda mais dramático.
Mais do que nunca, hoje, neoliberalismo é barbárie.

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Outra Carta para Monica Bergamo

À coluna "Mônica Bergamo", do jornal A Folha de S.Paulo
Prezados senhores,
foi uma surpresa das mais desagradáveis ler hoje em "curto circuito" a chamada para o lançamento do livro do torturador e assassino Carlos Alberto Brilhante Ustra (também grafado Ulstra), responsável pela morte de Alexandre Vanucchi Leme, entre outros.
Fosse o Brasil um país mais consequente em relação à sua memória histórica, este e outros torturadores já estariam no banco dos réus ou, no mpinimo, expostos à execração pública, como é o caso na Argentina.
Como sou otimista e militante dos Direitos Humanos, tenho firme esperança de que os arquivos da ditaduta virão a público e que os torturadores serão julgados.
Que a Folha publique artigos assinados por militares e políticos ligados à repressão e tortura é parte do jogo democrático, que estra colune endosse como "evento" um lançamento desta natureza, sem dar ao público a chance de saber de qual autor se trata, é abusar do exercício da desinformação.
Tortura é crime hediondo e imprescritível, convém não esquecer. E se hoje São Paulo sofre com o crime organizado e com uma polícia truculenta, talvez seja útil procurar as raízes não na guerrilha, como afirmou o Sr Romeu Tuma, mas na formação dos grupos para-militares de repressão política (dos quais o Doi-Codi fez parte), na "ascenção" da polícia militar, na institucionalização da tortura, nos esquadrões da morte, no massacre do carandiru (a mando do capuitão Ubiratan, que na época da ditadura agia sob comando de Ustra/Ulstra); enfim, na ausência do estado de direito implementada pela Ditadura Militar.
Marta Nehring

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27 maio 2006

Pense antes de escrever!!!


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Mais Cartas para a Sra Monica Bergamo

Cara Mônica Bergamo,
Conheço-te, desde sempre, em suas escritas passagens por nosso cotidiano das quais não sou muito assíduo, devo confessar. Mas ao ler sua coluna sobre o torturador Ustra (24/05/06), passo a vê-la com outros olhos.
Digo isto, é claro, por interesse pessoal no que escreveu e, especialmente, pela coragem de escrever palavras que somente ecoam o silêncio da memória comemorativa brasileira, que tudo lembra desde que não passe de festa ou feriado.
Fui preso, aos 4 anos de idade, em minha casa. Assistia ao Vila Sésamo, programa infantil de qualidade rara se comparado aos dias atuais. Fui interrompido pelos agentes do Sr. Ustra, diga-se do Doi-Codi, que à nossa casa invadiram com suas metralhadoras e palavras ofensivas.
Estávamos eu, minha irmã de 5 anos e minha tia, grávida de 8 meses. Colocaram-nos no camburão e nos levaram ao "escritório" deste cidadão que hoje tem endereço, salário do Estado e dá-se ao ato provocativo de escrever livros versando sobre parte das mais horríveis na história do Brasil.
Lembro-me, ainda no camburão, de ter brincado com uma daquelas armas que, por pura incompetência, haviam deixado ao meu lado e eles "caindo em cima" para tentar arrancá-la de mim, como se eu fosse O Terrorista.
Nas dependências deste então órgão público/estatal pude ver minha mãe e
meu pai em tortura. Após ser assim recebido pelo Ustra (ele em pessoa, não é uma entidade, uma alucinação, é este homem que hoje se diz vítima), fui levado a um lugar onde, através de uma janelinha, a voz materna, que meus ouvidos estavam acostumados a escutar, me chamava. Porém, quando eu olhava, não podia reconhecer aquele rosto verde/arroxeado/ensangüentado pelas torturas que o oficial do Exército brasileiro, Carlos Alberto Brilhante Ustra, havia infligido à minha mãe. Era ela, mas eu não a reconhecia.
Esta cena eu não esqueço, não porque arquiteto uma vingança imaginária contra o Ustra. Ela não é uma informação da qual disponho, mas uma marca que talvez só por meio da terapia de meu depoimento público possa acalmar, deslocar para espaços periféricos de minha memória. Reitero meu desejo de vê-lo, o torturador Ustra, no banco dos réus respondendo por seus crimes. Se assim for permitido, serei a primeira testemunha de acusação. abraço Edson Teles

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26 maio 2006

Carta do Jornalista Alipio Freire à Folha de São Paulo

Apanhado do Blog da Beth Lorenzotti, reproduzo aqui também a carta do jornalista Alípio Freire à Folha de S. Paulo contra o cinismo. Provavelmente a mesma nãoo será publicada, então dou minha pequena contribuição à divulgação.

Campinas, 25 de maio de 2006

À coluna "Mônica Bergamo",do jornal A Folha de S.Paulo

Prezados senhores

Venho, por meio desta, me somar a quantos já escreveram manifestando protesto sobre o modo como foi noticiado, na coluna "Curto Circuito", pela jornalista Mônica Bergamo, o lançamento do livro do senhor Carlos Alberto Brilhante Ustra (também dito Ulstra).

É intolerável (por, no mínimo, irresponsável) que tal informação seja veiculada sem o esclarecimento sobre o histórico do autor.

Não apenas o senhor Ustra foi um dos mais cruéis torturadores do período da ditadura civil-militar implantada com o golpe de 1964, e responsável direto por sevícias e assassinato de diversos opositores daquele regime, como este é um fato público e conhecido por todos os cidadãos minimamente informados.

Não faltam depoimentos e outros documentos que o comprovem.

Omitir esses fatos implica conivência com a tortura.Noticiar e promover trabalhos de torturadores do modo como foi feito em "Curto Circuito", tem como resultado a "naturalização" da prática da tortura, significando, portanto, apostar na impunidade dos seus autores, o que é um modo de acumpliciar-se com os sicários.
A não responsabilização e punição legal dos torturadores do período do regime civil-militar, garantidas pela Lei de Anistia (a anistia recíproca) de agosto de 1969, implicou a institucionalização do método.

A não revisão até o momento dessa legislação e o silêncio a este respeito, significa a perpetuação da execrável prática.

À impunidade garantida pelo Estado, que até o presente se alicerça no estatuto da "anistia recíproca" em que se fundou a Lei de Anistia de agosto de 1979, não deve corresponder o cinismo da sociedade civil.

Alipio Freire- Jornalista
Conivência com a tortura
Noticiar e promover

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25 maio 2006

A Epígrafe de Bertold Brecht

“E vocês,
que virão na crista das ondas
Em que nos afogamos,
Ao criticarem nossas fraquezas,
Pensem também nos tempos sombrios
De que tiveram a sorte de escapar”

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24 maio 2006

Todas as Cartas de Amor - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Presente da mais recente amiga Patrícia Aidar

Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor
É que são Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são Ridículas.
Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente Ridículas

Álvaro de Campos, 21/10/1935

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21 maio 2006

Sonetilho do Falso - Fernando Pessoa

Onde nasci, morri.
Onde morri, existo.
E das peles que visto
muitas há que não vi.
Sem mim como sem ti posso durar.
Desisto de tudo quanto é misto
e que odiei ou senti.
Nem Fausto nem Mefisto,
à deusa que se ri deste nosso oaristo,
eis-me a dizer: assisto além, nenhum, aqui,
mas não sou eu, nem isto.

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A Geografia da Fome

Por Redação Carta Capital

Setenta e dois milhões de brasileiros, que moram em 18 milhões de residências, sofrem de insegurança alimentar, ou seja, preocupam-se com a insuficiência da renda para comprar alimentos.
Daqueles excluídos, 14 milhões literalmente passam fome e 6 milhões moram em casas com rendimento mensal de até 65 reais por pessoa. No país das desigualdades, em 33 milhões de casas, 109 milhões de habitantes são considerados bem alimentados. Nesse contexto, uma elite.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), referente aos números colhidos em 2004.
Foi divulgada, com pouca repercussão, na quarta-feira 17. A população total brasileira é de 181 milhões de habitantes.
A pesquisa foi feita com base na metodologia de pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.
No Brasil, foi aperfeiçoada pelo programa Escala Brasileira de Segurança Alimentar (Ebia) e aplicada pelo IBGE. Os pesquisados respondem a 15 perguntas, nove respondidas por adultos e seis, por crianças.
Da tabulação, depreende-se quantos são bem alimentados, ou com insegurança alimentar leve, moderada e grave. A distribuição dos miseráveis pode parecer óbvia. Mas é bom ressaltar. Nos
Estados de Roraima, Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia, o porcentual de domicílios com insegurança alimentar grave ultrapassa os 10%.
O pior caso é o do Maranhão, com 18%. Já São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm porcentuais próximos a 4%.
O líder em alimentação mais farta é Santa Catarina, cuja pobreza extrema atinge somente 2% das casas.
Outra obviedade: os lares cujas cabeças-de-família são mulheres apresentam o maior índice de pobreza: 17,3% nos lares femininos, ante 13,2% nos masculinos.
Por fim, pretos e pardos padecem da fome, como as mulheres, os nordestinos e os nortistas. A população preta ou parda tem pouco o que comer em 11,5% da população, ante 4% entre os brancos.
Outras vítimas são as crianças. Em 50,4% das residências, moram no Brasil meninos e meninas com idade inferior a 4 anos com algum tipo de insegurança.
Apesar dos programas governamentais de cunho social, apenas 34% dos domicílios brasileiros estão categorizados como seguros no quesito alimentação.
E nada menos que 15% se apresentam em situação grave.
Os números dispensam comentários.

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Declarações

Voce sabe quem deu estas declarações ? Foi o governador de São Paulo, Claudio Lembo. Apesar de não admirar suas posições políticas concordo com tudo que esta ai

SOBRE A ELITE BRASILEIRA
"O Brasil é um país que só conheceu derrotas. Derrotas sociais... Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa"

"Em suas lindas casas dizem que vão sair às ruas fazendo protesto. Vão fazer protesto nada! Vão é para o melhor restaurante cinco estrelas com outras figuras da política nacional fazer o bom jantar"

"Nossa burguesia devia é ficar quietinha e pensar muito no que ela fez para esse País"

"A Casa-grande tinha tudo e a Senzala não tinha nada. Então é um drama. É um País que quando os escravos foram libertados, quem recebeu indenização foi o Senhor e não os libertos, como nos EUA. Então, é um País único. (...) O cinismo nacional mata o Brasil. Esse País tem que deixar de ser cínico. Vou falar a verdade, doa a a quem doer, destrua a quem destruir, por que acho que só a verdade vai construir este País"

SOBRE A REAÇÂO DA ELITE PAULISTANA
"O que eu vi em entrevistas da Folha de S. Paulo foram dondocas dizendo coisinhas lindas. Todos são bonzinhos publicamente. E depois exploram a sociedade, seus serviçais, exploram todos os serviços públicos. Querem estar sempre nos palácios dos governos porque querem ter benesses do governo. Isso não vai ter aqui nesses oito meses"

SOBRE A ELITE BRASILEIRA
"A bolsa da burguesia terá de ser aberta, para sustentar a miséria, no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações"

"Se nós não mudarmos a mentalidade brasileira, o cerne da minoria branca brasileira, não iremos a lugar algum"

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18 maio 2006

Classe Média - Música de Max Gonzaga

Enviado pela amiga Beth Lorenzotti vale a pena assistir e refeletir sobre tudo que rolou nos últimos dias em São Paulo e nos últimos tempos em todo o Brasil

Veja o clip da música de Max Gonzaga e outros no final da página ou na lista de links cliqcando em áudio

Sou classe média.
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média,compro roupa e gasolina no cartão

Odeio “coletivos” e vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos,

Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo umPacote CVC tri-anual
Mas eu “tô nem aí”

Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “tô nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com o Estado

Quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado
Que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado

É camelô, biju com bala
E as peripécias do artista
Malabarista do farol
Mas se o assalto é em “Moema”

O assassinato é no “Jardins”
E a filha do executivo
É estuprada até o fim
Aí a mídia manifesta

A sua opinião regressa
De implantar pena de morte
Ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado

Concordo e faço passeata
Enquanto aumento a audiência
E a tiragem do jornal
Porque eu não “tô nem aí”

Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “tô nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa

Quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida

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17 maio 2006

Araguaya - A Conspiração do Silencio - Finalmente



Finalmente vai estreiar o filme do Ronaldo Duque
Araguaya A Conspiração do Silencio.
Dia 26/05/06 no Rio, São Paulo e Brasilia
Vamos lotar as salas!!!!

O exército brasileiro no auge da ideologia da segurança nacional, um partido de esquerda dissidente, militante aguerridos (a maioria deles ainda jovens e inexperientes), inocentes camponeses e uma região onde a ambição e a miséria disputavam lugar palmo a palmo.Esse é o cenário de Conspiração do Silêncio, longa metragem de ficção baseado em extensa pesquisa empreendida pelo realizador e roteirista Ronaldo Duque sobre a Guerrilha do Araguaia, um dos episódios mais importantes de nossa história contemporânea

Veja o site do filme


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16 maio 2006

Brecht

Enviado pela querida amida Dani....

Nós vos pedimos com insistência:
não digam nunca isso é natural, diante dos acontecimentos de cada dia.
Numa época em que corre o sangue;
em que se ordena a desordem;
em que o arbitrário tem força de Lei; em que a humanidade se desumaniza...
Não digam nunca, isso é natural!
Para que nada passe por ser imutável!"

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Sonhar

.... E este presente da Carol...

Por que não sonhar
Se viver é tão difícil?
Sonhar sempre
Sempre sonhar
Este é o meu ofício

Sonhar com a música dos anjos
Com uma amizade encontrada
Com a esperança perdida
E finalmente arrebatada

Sonhar com vozes queridas
Com o espaço profundo
Com palavras bem ditas
E a paz em todo o mundo

Sonhar com uma sereia
Com o riso em todo o corpo
Com o bater das ondas n“areia
E saber que não se está morto

Sonhar em soltar as amarras
Com a total liberdade

Com a falta de limites
E muita felicidadeS

Sonhar com um jardim
Com um país ou uma cidade
Com o sol iluminado
E a chuva refrescante

Sonhar que se pode sonhar
Sonhar que se pode sorrir
Sonhar com o seu sonho
Sonhar que se pode viver
Sonhar que se pode amar

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15 maio 2006

Ameça aos direitos do Ex-Presos Politicos

Celso Lungaretti (*)

Para o cidadão comum, a intenção do Ministério do Planejamento de parcelar em dez anos o pagamento de indenizações a ex-presos políticos já aprovadas pelo Ministério da Justiça parecerá sensata e aceitável. Afinal, se faltam recursos para tantos programas essenciais, por que despender R$ 2 bilhões com um contingente tão ínfimo, talvez composto por 5 mil Dirceus e Genoínos? É o que a direita rancorosa trombeteia sem parar por meio de articulistas na imprensa, dos sites que mantém e de seus quadros que atuam intensamente nas comunidades de discussão política da Internet.

A questão está longe de ser tão simples como tentam fazer crer os defensores do arbítrio e as novas gerações de cuervos que eles estão criando. Como protagonista de uma luta pública pela anistia em 2004/2005, inclusive relatada no meu livro “Náufrago da Utopia”, tenho algumas considerações a fazer.

O coronel Jarbas Passarinho, ex-ministro da ditadura, afirma que não cabe sequer o pagamento de reparações a quem travou uma guerra contra o governo e perdeu. Omite que esse governo resultou da usurpação do poder por parte de golpistas que derrubaram o presidente legítimo, violentaram a Constituição, fecharam o Congresso, cassaram mandatos, extinguiram entidades, censuraram, prenderam, torturaram e assassinaram.

Alguns milhares de resistentes enfrentaram esse terrorismo de estado. A disparidade de forças era imensa e eles foram esmagados da forma mais brutal. Embora os partidos e organizações que se opunham à ditadura já tivessem sido desbaratados no final de 1970 e não representassem perigo real nenhum para os militares, estes não hesitaram em mover uma guerra de extermínio nos anos seguintes, para nenhum inimigo importante sobreviver. Os últimos combatentes foram aprisionados vivos, levados a centros de tortura clandestinos como a Casa da Morte de Petrópolis (RJ), supliciados e depois executados. De muitos não foi encontrado nem o corpo, pois os carrascos davam sumiço nos cadáveres.

A responsabilidade do Estado brasileiro pelos crimes praticados em seu nome ou com sua conivência é indiscutível. Mas, seus mecanismos de compensação às vítimas são lentos e inadequados. Só em 1995 começou a ser criado um programa para indenizar as famílias de mortos e desaparecidos políticos, com quantias variáveis entre R$ 100 mil e R$ 150 mil (como vale pouco uma vida no Brasil!). E em agosto de 2001 foi instalada a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, para contemplar os direitos dos ainda vivos.

Como tudo que é gerado pela corte de Brasília, esse programa tem distorções gritantes. Por exemplo, ao declarar um cidadão anistiado, reconhece oficialmente que ele sofreu danos morais, psicológicos, profissionais e, eventualmente, também físicos, mas só ressarce integralmente um dano profissional específico: a perda de emprego por perseguição política.

Então, quem sofreu lesão permanente e precisou fazer toda sua carreira em desvantagem poderá sair apenas com uma indenização em parcela única, de até R$ 100 mil. E todas as vítimas da ditadura que não foram demitidas de seus empregos públicos ou privados, por piores que sejam as seqüelas das torturas e perseguições sofridas, acabam recebendo somente isso.

Já a pensão mensal vitalícia para os adversários a quem a ditadura desempregou equivale à remuneração que teriam obtido se sua carreira houvesse continuado normalmente. E é também lhes é concedida uma indenização retroativa, equivalente ao número de meses em que sofreram os efeitos da perseguição política, mais cinco anos.

Assim, o retroativo pode significar, p. ex., o valor da pensão mensal multiplicado por 120 (meses). É por aí que se chegaram às tais indenizações milionárias – que não são tantas quanto se supõe, mas deram argumento para os interessados em desmoralizar o programa e, implicitamente, todas as pessoas que arriscaram a vida, a liberdade e a integridade física lutando contra a ditadura.

As entidades de ex-presos políticos apontam algumas dezenas de casos de favorecimento a protegidos políticos e celebridades, tanto na ordem de marcação de julgamentos quanto nos valores concedidos. Mas, será mais uma grave injustiça utilizar esses casos aberrantes, que não chegam a 3% do total, como justificativa para retardar o pagamento de indenizações já decididas, relativas a abusos praticados há 35 ou 40 anos atrás.

Muitos já morreram sem receber aquilo a que tinham direito. Pouquíssimos estarão vivos em 2006. E, claro, há sempre a possibilidade de já terem sido pagos aqueles a quem o Planalto realmente queria pagar.

Ademais, uma decisão tão inconsistente como essa só servirá para abarrotar ainda mais os tribunais, que tenderão a preservar os direitos atingidos. Bem melhor seria rever as indenizações suspeitas e pagar logo as justificadas.

A opção, mais uma vez, é entre Justiça e conveniência. Se o Brasil continuar colocando preferindo os casuímos, os jeitinhos e os dois pesos e duas medidas, marchará celeremente para a ingovernabilidade – não é por acaso que, depois do mar de lama, os criminosos consideram os poderes públicos tão fragilizados a ponto de ousarem confrontá-los em ampla escala. A desmoralização das instituições abre caminho para o caos e para uma recaída autoritária.

* Celso Lungaretti é jornalista e ex-preso político.

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07 maio 2006

Essa é demais!!

O prefeito de Santo Antonio do Descoberto a 50 km de Brasilia, rebatizou uma escola que há mais de dez anos levava o nome do "desconhecido" Manoel Bandeira.

A escola agora tem o nome da "conhecidíssima" Myriam Pelles Pereira Ervilha.

Talvez ele saiba algo da biografia da personagem, que ninguem mais no mundo sabe, que justificou tal homenagem, além é claro dela ser cunhada do Roriz.

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06 maio 2006

Fome de Que?

A greve de fome, instrumento de imensa força moral utilizada por pessoas da estatura de um Gandhi, dos presos políticos no Brasil da ditadura militar e, recentemente, pelo bispo franciscano D.Luis Cappio, é gesto forte que deve estar sempre vinculado a grandes e dramáticas causas da humanidade, o que não é o caso. Que não seja por falta de apelo que Garotinho persista na sua atitude surpreendente: volte à vida normal, ex-governador! Leia na íntegra pronunciamento de Chico em plenário.

Para nós, do PSOL, qualquer pessoa que esteja em situação de risco é motivo de preocupação. Por isso celebramos o 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador, defendendo, com milhões em todo o mundo, o direito ao trabalho e a dignas condições de vida - inclusive à segurança alimentar - para todos os que produzem os bens indispensáveis à vida. Informados de que o pré-candidato peemedebista à Presidência da República entrou em abstinência alimentar por tempo indeterminado, oferecendo seu "sacrifício para que o povo brasileiro conheça a verdade", que já dura dois dias, e fazendo algumas exigências para interrompê-lo, ponderamos que:

1) não há óbices à supervisão internacional no processo político-eleitoral vindouro, para que se verifique a necessária igualdade de condições de disputa entre os diferentes projetos partidários, de resto sempre cobrada pelos organismos democráticos nacionais. Esta abertura ao olhar democrático mundial, aliás, só em períodos de arbítrio foi negada na República Brasileira;

2) a ampla divulgação da disposição pelo jejum, inclusive com a publicação da íntegra de sua nota explicativa em alguns órgãos de imprensa, revela que o direito de resposta do ex-governador do Rio de Janeiro está sendo assegurado;

3) "a verdade dos fatos" só virá com esclarecimentos detalhados das denúncias por parte das autoridades estaduais, com as investigações do Ministério Público e com o apoio da bancada do PMDB à constituição de uma CPI na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, o que até agora não aconteceu;

4) em vista disso, não parecem ter sustentação as razões que levaram o Sr. Garotinho ao gesto extremo, pelo qual só ele próprio é responsável: sua liderança será mais útil tendo ele energia para induzir seu partido à luta pela Reforma Política (inclusive com o financiamento público LEGAL das campanhas e o teto austero para gastos pré-eleitorais e eleitorais), pela apuração das denúncias (tanto as do plano federal como estadual) e pela necessária democratização dos meios de comunicação, em muitos espaços limitados também por uma espécie de "populismo messiânico", que ilude a boa fé de milhões de brasileiro(a)s.

A greve de fome, instrumento de imensa força moral utilizada por pessoas da estatura de um Gandhi, dos presos políticos no Brasil da ditadura militar e, recentemente, pelo bispo franciscano D.Luis Cappio, é gesto forte que deve estar sempre vinculado a grandes e dramáticas causas da humanidade, o que não é o caso.

Que não seja por falta de apelo que Garotinho persista na sua atitude surpreendente: volte à vida normal, ex-governador!

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Pela Unidade dos Povos Latino-Americanos

http://www.chicoalencar.com.br/chico2004/chamadas/2006/evomorales1.htmA propósito do decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos, editado no dia 1º de maio pelo Presidente da Bolívia, Evo Morales, a bancada do PSOL no Congresso Nacional elaborou a seguinte nota.

Leia aqui
O Estado boliviano não só tem o direito de decidir soberanamente a respeito da exploração dos recursos naturais do seu país, como a medida adotada atende aos anseios de seu povo e da nação boliviana em busca de desenvolvimento e justiça social. Nesse sentido, o Brasil tem a obrigação de respeitar esse direito e buscar formas de colaboração que atendam aos interesses de ambos os países na questão do petróleo e do gás.

O inescrupuloso processo de privatização a que a Bolívia foi submetida e a presença do capital estrangeiro não levaram à melhoria das condições de vida e de trabalho da população pobre daquele país. Pelo contrário, concentraram mais renda e riqueza. É necessário reconhecer também que o presidente da Bolívia, Evo Morales, foi eleito com um programa que incluía claramente a nacionalização dos recursos naturais nacionais.

Os ataques dos setores conservadores da política brasileira ao governo da Bolívia transformam-se em uma cruzada patrioteira contra o Presidente Evo Morales e escondem propósitos golpistas, típicos de setores que não admitem governos populares fiéis aos compromissos assumidos. A decisão do governo boliviano suscita a ira daqueles que consideram que os contratos comerciais estão acima dos direitos de milhões de pessoas e dos interesses soberanos de um país. Como se o cumprimento de um programa de governo e os compromissos de campanha de um governante não devessem ser mantidos como contrato com os eleitores. Diferente da postura de governantes brasileiros, como Lula e FHC, que praticaram verdadeiros estelionatos eleitorais.

É necessário dar um tratamento altivo e sereno a essa questão, compreendendo que a Bolívia tem soberania, como o Brasil a tem, e direito a políticas públicas e projetos que interessam à grande maioria do seu povo, secularmente excluído. Ao mesmo tempo, sendo a Bolívia uma Nação amiga, afirmamos que interessa tanto ao Brasil como à Bolivia a continuidade da exploração e fornecimento do gás. Nesse sentido, as negociações devem se dar dentro do espirito de integração latino-americana, baseado na soberania dos países e autonomia e solidariedade entre os povos, sempre desprezados pela globalização financeira e pelo império de Bush e Condolezza Rice.

Brasília, 4 de maio de 2006

http://www.chicoalencar.com.br/chico2004/chamadas/2006/evomorales1.htm

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03 maio 2006

Araguaya, a Conspiração do Silêncio

Araguaya, a Conspiração do Silêncio", longa-metragem de Ronaldo Duque, vai ser lançado dia 26 de maio em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Pré-estréias:
- Brasília: Dia 23 de maio às 21:00 hs no Cine Academia de Tênis;
- Rio de Janeiro: Dia 25 de maio às 21:00 hs no Cinema O
deon BR.

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01 maio 2006

Essa é a notícia da semana!!!

O ex-governador Anthony Garotinho, pré-candidato à Presidência pelo PMDB, iniciou neste domingo 30/04/06, por tempo inderterminado, uma greve de fome em protesto contra as denúncias de irregularidades nas doações de sua pré-campanha.

Ao lado da governadora, Rosinha Garotinho, ele anunciou que manterá o protesto até que os veículos de comunicação cedam o mesmo espaço e seja instituída uma supervisão internacional no processo político-eleitoral brasileiro, assegurando a igualdade de tratamento a todos os candidatos, com acompanhamento de instituições nacionais que tradicionalmente defendem a democracia

Algumas das denuncias contra Anthony Garotinho

A Fundação Escola do Serviço Público (Fesp), do governo do estado, que repassou, desde o ano passado, R$ 254 milhões a 12 ONGs para prestação de serviços públicos, dos quais 95,4% sem licitação.

As ONGs Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Treinamento (IBDT), Instituto Nacional de Pesquisa e Ensino na Administração Pública (Inep) e Instituto Nacional de Aperfeiçoamento da Administração (Inaap), que receberam R$ 112,5 milhões desde o início do governo, têm entre seus sócios empresários que doaram R$ 400 mil do total de R$ 650 mil arrecadados para a pré-campanha de Garotinho à Presidência. Nildo Raja, por exemplo, além de vice-presidente do Inaap e diretor do IBDT, é sócio da Emprin, que doou R$ 200 mil para Garotinho. Outro doador, José Onésio Rodrigues Ferreira, da Virtual Line, está preso em Bangu, condenado desde 1992 por assalto a mão armada.

O Centro Brasileiro de Defesa dos Direitos da Cidadania já chegou a condenado pela Justiça por desvio de dinheiro público, mas recebeu R$ 105, 6 milhões da Fesp em 2005.

A utilização do avião do chefe do crime organizado no Mato Grosso João Arcanjo Ribeiro, o Comendador.

A contratação da empresa Best na pré-campanha, que tem contrato de R$ 26 milhões com a Cedae.

Desta forma só nos resta pedir: Por favor não os alimentem!!!

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