30 abril 2007

CAMPANHA PÚBLICA CONTRA A PORNOGRAFIA INFANTIL NA INTERNET

CAMPANHA PÚBLICA CONTRA A PORNOGRAFIA INFANTIL NA INTERNET

http://www.unicef.org.br/

Quem insere fotos de conteúdo sexual envolvendo crianças ou adolescentes na Internet, segundo o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, está cometendo um crime.

A pessoa que fizer essa publicação está sujeita às penalidades do artigo acima citado.

É bom ressaltar que somente a publicação de fotos envolvendo crianças e adolescente constitui crime. Publicar fotos de adultos não é crime. Se você encontrou alguma página na Internet com imagens de crianças e/ou adolescentes submetidos a situações constrangedoras, poses sensuais ou atos sexuais, denuncie!

Copie o endereço da página e envie para o UNICEF! Não envie fotos, pois você poderá ser acusado de repassar material pornográfico infantil.

Saiba como denunciar casos de violência sexual.

Sites relacionados com o tema:
www.violenciasexual.org.br
www.abranet.com.br
www.abrapia.org.br

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29 abril 2007

Boias Frias II

A pena de morte é um massacre diário instituído sutilmente por governos democráticos através de leis que incentivam disfarçadamente a escravidão, a ignorância, o preconceito.

se os governos só pedem desculpas por atos passados, nós é que temos que impedir as barbáries do presente.

a região de Ribeirão Preto já registrou mais de DEZ MORTES DE BÓIAS-FRIAS contratados para trabalhar nos canavais desde o ano passado. a suspeita é que essas mortes tenham sido causadas por excesso de trabalho.

ALGUNS DADOS SOBRE A CONDIÇÃO DOS BÓIAS-FRIAS NO BRASIL:

* 1 bóia-fria corta em média 12 toneladas de cana por dia
* para cortar 10 toneladas de cana, o trabalhador precisa desferir 9.700 golpes de podão - instrumento usado no corte.
* cada tonelada de cana-de-açúcar queimada cortada rende em média R$ 2,20 ao bóia-fria
* 1 tonelada de cana-de-açúcar queimada cortada rende em média 148 kg de açucar.
* 1 saca (50 kg) de açúcar cristal é negociada a R$ 31,80.
* 1 cortador eficiente ganha cerca de R$ 600 brutos por mês
* a jornada de trabalho de um bóia-fria começa as 5 horas da manhã e pode terminar às 5 da tarde.
* Piracicaba é uma das maiores cidades produtoras de cana-de-açucar na região de São Paulo.

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Boias Frias

No último dia 20 de março o presidente Lula afirmou: "Os usineiros, que até seis anos atrás eram tidos como se fossem os bandidos do agronegócio neste país, estão virando heróis nacionais e mundiais porque todo mundo está de olho no álcool".

Hoje, na matéria-de-capa da Folha de S. Paulo, "Cortadores de cana têm vida útil de escravo em SP" http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2904200702.htm , ficamos sabendo que o excesso de trabalho está acarretando aos trabalhadores desse setor "problemas seriíssimos de coluna, nos pés, câimbras e tendinite", sendo a causa provável de 19 mortes ocorridas nos últimos três anos em canaviais de São Paulo.

OS HERÓIS BRASILEIROS SÃO ESSES POBRES BÓIAS-FRIAS, NÃO OS MALDITOS USINEIROS COM SUA MENTALIDADE ESCRAVAGISTA!!!

Eis os principais trechos da matéria-de-capa da Folha:

O novo ciclo da cana-de-açúcar está impondo uma rotina aos cortadores de cana que, para alguns estudiosos, equipara sua vida útil de trabalho à dos escravos. É o lado perverso de um setor que (...) deve exportar US$ 7 bilhões neste ano.

Ao menos 19 mortes já ocorreram nos canaviais de São Paulo desde meados de 2004, supostamente por excesso de trabalho.

A pesquisadora Maria Aparecida de Moraes Silva (...) diz que a busca por maior produtividade obriga os cortadores de cana a colher até 15 toneladas por dia. Esse esforço físico encurta o ciclo de trabalho na atividade.

Nas décadas de 1980 e 1990, o tempo em que o trabalhador do setor ficava na atividade era de 15 anos. A partir de 2000, "já deve estar por volta de 12 anos", diz Moraes Silva. Devido à ação repetitiva e ao esforço físico, "ele começa a ter problemas seriíssimos de coluna, nos pés, câimbras e tendinite", afirma.

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27 abril 2007

A Coroa, a Cruz e a Espada - Eduardo Bueno

Atualmente estou lendo este livro. "A Coroa, A Cruz e A Espada - Lei, Ordem e Corrupção no Brasil Colônia de Eduardo Bueno, Editora Objetiva

Retrata a colonização do Brasil e todos os meandros politicos que a cercaram. Até onde já cheguei no livro, nossa história, bem diferente da História Oficial foi um marcada por corrupção, despotismo, burocracia e nepotismo, não muito diferentes dos dias atuais.



As vezes sem se dar conta o leitor pensa estar lendo algo contemporâneo e recente. Seria engraçado se não fosse trágico. abaixo a análise do autor

No quarto volume da coleção Terra Brasilis, Eduardo Bueno explica as origens de um Brasil corrupto e burocrata “Povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la.”

O jornalista Eduardo Bueno reconhece que a frase feita não passa de um chavão, mas a considera perfeita para definir a importância da coleção de história com a qual já conquistou meio milhão de leitores. “Para mudar a história do Brasil, e parar de repeti-la, é preciso conhecê-la. Penso que essa é minha modesta contribuição na luta por um país menos atrasado”, diz o autor, que lança agora A Cruz, a Coroa e a Espada, quarto volume da série Terra Brasilis.

Depois de narrar em detalhes os períodos do descobrimento em A Viagem do Descobrimento, a formação das capitanias hereditárias em Náufragos, Traficantes e Degredados, e o doloroso fracasso de seus donatários em Capitães do Brasil, Bueno traça neste novo livro um panorama impressionante dos primórdios da América portuguesa, ao resgatar o período da criação do Governo Geral, primeira tentativa de colonização do Brasil feita com recursos da Coroa de Portugal.

Este conturbado capítulo da história brasileira começa efetivamente em março de 1549, na Bahia, com o desembarque de Tomé de Sousa. Acompanhado de dezenas de funcionários públicos – vindos, claro, em número bastante superior às exigências do serviço –, o governador-geral trouxe para os trópicos algumas das mais marcantes características da burocracia estatal ibérica: o clientelismo, a leniência o nepotismo, mazelas que, agravadas pela desigualdade, pelo absoluto desrespeito às leis e pela corrupção generalizada, continuam minando o desenvolvimento do Brasil 450 anos depois.

Para Eduardo Bueno, este é o volume mais revelador da coleção, justamente porque desvenda o cerne da corrupção no Brasil: “Nas sociedades ibéricas como um todo, o foco central da corrupção sempre esteve no Judiciário. Não é diferente no Brasil dos dias de hoje. Não se pode exigir que o Legislativo e o Executivo estejam livres da corrupção se o órgão encarregado de combatê-la em primeira instância não apenas não escapa dela, como, de certo modo, a promove”, observa o autor, que, entre outros fatos surpreendentes narrados no livro, revela aos leitores que os primeiros ministros da Justiça e da Fazenda brasileiros eram corruptos. “O objetivo de meus livros não é ideológico, no sentido mais rasteiro da palavra, e sim fazer com que os leitores cheguem às suas próprias conclusões.

Só pretendo fornecer dados e informações. Tenho uma certa obsessão pela minúcia de detalhes que permita aos leitores interpretar a história por si. Acredito que seja uma postura muito mais libertária”, completa Bueno

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1º Maio

O Dia dos Trabalhadores nasceu da luta pela redução da jornada de trabalho e contra a exploração capitalista.
Em 1886, diante da exploração insuportável, inúmeras greves se espalharam pelos Estados Unidos.
Em represália, cerca de 80 operários foram assassinados e muitos condenados à morte. Esses mártires continuam vivos na memória da classe trabalhadora e suas lutas e reivindicações permanecem atuais.
Por isso, o 1º de maio não é dia de festas ou sorteios, 1º de maio é Dia de Luta!


Ivan Valente - Dep Federal Psol http://www.ivanvalente.com.br/

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O que é ser de esquerda?

Ser de esquerda tem algumas permanências. Em primeiro lugar, não perder a dimensão da utopia, da possibilidade pela qual se luta por uma sociedade igualitária, solidária e radicalmente democrática. Inclusive, com a socialização dos meios de produzir e de governar.
Ser de esquerda é recusar as idéias hegemônicas no mundo, que são as neo-liberais, que se traduzem pelo caminho único na economia e pela despolitização da política. É não fazer efetivamente o jogo da direita aderindo com sutilezas cada vez menores ao programa neoliberal hegemônico.
Ser de direita é ser conservador, ser reacionário a qualquer mudança. Aliás, no Brasil, raros direitistas se assumiram como tal, apesar de as práticas patriarcais, oligárquicas, coronelistas que nos estruturam virem de longe e continuarem fortes até hoje. Como assumir o rótulo de direita não pega bem, todo direitista costuma se dizer de centro. Aliás, agora o PFL se diz Democratas.
Quem é de esquerda tem que, desde já, ter um modo de vida diferente, inclusive em função da profunda crise ambiental a que o capitalismo está jogando o planeta. O mundo de esquerda é também um mundo ecossocialista, um planeta sendo desintoxicado, porque hoje a esquerda autêntica tem que incorporar essa questão que não existia no tempo de Marx e de outros, a questão ambiental.
Chico Alencar - historiador e deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro
[CAROS AMIGOS, Abril 2007]

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Paulo Freire

Na próxima quarta, 02 de maio, às 10 horas, no Plenário Ulysses Guimarães, haverá uma homenagem ao filósofo e educador Paulo Freire.
Nesta data completa-se 10 anos de sua morte. O evento é uma iniciativa do Chico Alencar, Ivan Valente (PSOL/SP), Luiza Erundina (PSB/SP) e Paulo Rubem (PT/PE), que apresentaram, no início desta legislatura, requerimento solicitando a realização da sessão solene

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Pan-Demônio

Chico, em pronunciamento na Câmara dos Deputados, manifesta o apoio do PSOL à realização do Pan-americano, mas critica a Medida Provisória 356 que "abre crédito extraordinário de R$ 100 milhões a ser destinado ao financiamento de infra-estrutura e logística dos jogos". Chico assinala que os "recursos não têm um objeto específico para investimento, mas é previsto numa rubrica genérica, sem que se possa saber com precisão como serão gastos e qual sua real dimensão e importância para agilizar e viabilizar, em tempo hábil, um evento esportivo de dimensão continental". E chama a atenção para o fato de essa ser "a quarta medida provisória que libera recursos para o PAN-Americano", o que "demonstra como tem sido precária a gestão administrativa para se estruturar, com planejamento adequado e critérios técnicos eficientes, as condições de infra-estrutura e logística".
Leia o pronunciamento.
Sr. Presidente, Srªs. e Srs. Parlamentares,
A MP 356 abre crédito extraordinário de R$ 100 milhões a ser destinado ao financiamento de infra-estrutura e logística dos jogos Pan-Americanos, a ser realizado na cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 13 e 29 de julho de 2007. Estes recursos não têm um objeto específico para investimento, mas é previsto numa rubrica genérica, sem que se possa saber com precisão como serão gastos e qual sua real dimensão e importância para agilizar e viabilizar, em tempo hábil, um evento esportivo de dimensão continental.
Esta é a quarta medida provisória que libera recursos para o PAN-Americano. A realidade deste fato demonstra como tem sido precária a gestão administrativa para se estruturar, com planejamento adequado e critérios técnicos eficientes, as condições de infra-estrutura e logística.
A urgência alegada e a imprevisibilidade financeira recorrente revelam o espírito aventureiro como tem se conduzido os responsáveis por organizar este mega-evento. É injustificável o descontrole nas previsões orçamentárias.
Os custos iniciais, apontados em fevereiro de 2003, eram de cerca de R$ 800 milhões. Hoje, se fala em valores na ordem de R$ 3,5 bilhões. As medidas provisórias com créditos extraordinários já liberaram cerca de R$ 700 milhões.
Mas o que nos deixa temerosos e inseguros quanto a lisura dos procedimentos é o alerta do Tribunal de Contas da União, que aponta diversas suspeitas referentes a má aplicação do dinheiro público, em especial, dos gastos do Governo Federal.
O documento revela suspeitas graves de ilícitos na construção do Complexo de Deodoro, sob a responsabilidade do Governo Federal, que aumentou os gastos previstos inicialmente de R$ 76,8 milhões para R$ 87,7 milhões ( sendo que hoje a previsão de investimento é de R$ 94 milhões).
Elenca, ainda, indícios: pagamento direto a empresas subcontratadas, provável existência de duplicidade de orçamentação, superfaturamento nos custos das obras, erros na planilha de custos e cronograma de trabalho, execução de serviços sem prévia licitação, ausência de fiscalização no cumprimento do contrato, pagamento antecipado de serviços, entre outras irregularidades detectadas em relação às obras do Parque Aquático e Vila Militar, a cessão do uso dos imóveis da Vila Pan-americana e aos atrasos nas obras da Marina da Glória, do Maracanãzinho, do Estádio João Havelange, que inclusive, segundo o TCU, podem comprometer a realização dos jogos.
A contratação de empresas e serviços sem licitações também é uma fonte de preocupações do TCU. O Governo Federal não licitou um contrato de R$ 161 milhões para a segurança dos jogos, fazendo com que a Prefeitura do Rio de Janeiro procedesse de forma também irregular na contratação de empresa de segurança envolvendo R$ 134 milhões. As empresas responsáveis pelo cerimonial e a venda de bilhetes, igualmente foram contratadas sem licitação. Estes fatos precisam ser esclarecidos. Foi constituída uma subcomissão especial da Comissão de Turismo e Desporto com a incumbência de acompanhar os preparativos e a realização dos jogos pan-americanos no Rio.
É preciso saber se estas suspeitas têm sido tratadas nesta subcomissão. Não podemos ficar reféns de fatos obscuros no manuseio de recursos públicos. Será uma leviandade e ato irresponsável se aprovarmos mais um crédito extraordinário de R$ 100 milhões, retirando recursos de R$ 16 milhões da saúde pública, 43 milhões do Ministério das Cidades e 12 milhões do Ministério dos Transportes, fragilizando a qualidade da assistência e prevenção à saúde, o sistema de abastecimento e saneamento ambiental e o transporte coletivo.
A população brasileira espera seriedade de seus governantes. A população brasileira espera que se realizem os jogos pan-americanos.
A população brasileira espera a melhoria dos serviços públicos e o respeito aos seus direitos sociais, que inclui saúde pública, água potável e esgotamento sanitário e transporte coletivo com qualidade. Nosso compromisso é que seja resgatada a ética na gestão administrativa que cuida da infra-estrutura para a realização dos jogos pan-americanos no Rio de Janeiro.
O Governo Federal precisa intervir para corrigir os desvios e abusos praticados na aplicação dos recursos públicos destinados às obras e segurança do pan-americano. É falso o argumento da necessidade de se retirar recursos de políticas públicas essenciais para a população brasileira para se financiar um evento esportivo de importância continental.
O governo desperdiça bilhões de reais para sustentar a especulação financeira e pagar juros da dívida( juros e amortizações consumiram R$ 275 bilhões em 2006).
A decisão de reduzir o superávit primário permitiria não só financiar a realização do pan-americano, mas alavancar o crescimento econômico de forma efetiva, preservando e melhorando a qualidade dos serviços públicos.O Comitê Social do PAN, que reune 17 entidades, divulgou " Manifesto Pela Cidade do Rio de Janeiro", denunciando o desrespeito e a falta de transparência na condução da organização e preparação do XV Jogos Pan-americanos, inclusive de privatizações do espaço público, da ausência de diálogo e debate com moradores e esportistas.
Entendemos que a realização dos jogos pan-americanos é uma oportunidade de se abrir às fronteiras mundiais para projetar o Brasil. Mas o Brasil decente, da riqueza cultural, da beleza natural, da alegria e hospitalidade, da paz e do amor. Não o Brasil da corrupção, da violência e da injustiça social.Este evento merece o pleno apoio da bancada do PSOL, pois simboliza um momento de confraternização entre os povos americanos e a valorização do esporte como um componente saudável para a vida.
E os investimentos realizados com prudência e lisura administrativa, com participação e controle da sociedade, significará a incorporação de benefícios para a cidade do Rio de Janeiro, beneficiando a qualidade de vida das atuais e futuras gerações.
Deputado CHICO ALENCAR - Líder do PSOL

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O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados se Auto-Mutila

Ao aprovar, por 9 votos a 4, o parecer Dagoberto/José Eduardo Cardoso, que arquiva as Representações do PSOL, apresentadas há 47 dias, contra os deputados Valdemar Costa Neto (PR/SP), Paulo Rocha (PT/PA) e João Magalhães (PMDB/MG), o Conselho de Ética errou várias vezes:
1 - agrediu, de forma inédita, o direito constitucional de partido político com bancada no Congresso Nacional de representar contra parlamentares;
2 - estabeleceu uma censura prévia a Representações baseadas em fatos anteriores à eleição, firmando o absurdo entendimento de que o voto anistia e de que as acusações - da qual os Representados sempre se ocultaram - eram de total conhecimento do eleitorado;
3 - reforçou a noção de que imunidade parlamentar possibilita impunidade criminal;
4 - tornou ocioso o Conselho, provocando inclusive a renúncia do digno deputado Nelson Trad (PMDB/MS).
Face a esta desastrosa decisão, O PSOL recorrerá à Comissão de Constituição e Justiça e ao Supremo Tribunal Federal.
Dep. Chico Alencar - Líder do PSOL

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26 abril 2007

Lançamento


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O 1º de Maio era "Dia de Luto e de Luta". Era... - Celso Lungarettï*

O Dia do Trabalho já foi data importante no calendário político brasileiro. Era no 1º de maio que o ditador Getúlio Vargas anunciava medidas que beneficiavam os trabalhadores, como a instituição e o reajuste anual do salário-mínimo, a redução da jornada de trabalho para oito horas, a promulgação das leis que garantiram direito de férias e aposentadoria, etc.

Um 1º de maio “raivoso” foi o de 1968, quando os opositores moderados da ditadura convenceram o governador paulista Abreu Sodré de que ele seria bem recebido na manifestação dos trabalhadores na Praça da Sé. Os sindicalistas do ABC e de Osasco não concordaram e, quando Sua Excelência começou a discursar, uma nuvem de pedras partiu em sua direção.

Com um filete de sangue escorrendo pela testa, Sodré escafedeu-se para a Catedral da Sé, sem o mínimo respeito pela dignidade do cargo (o presidente francês Charles De Gaulle, quando caçado pelos terríveis terroristas da OAS, mantinha-se imóvel e imperturbável enquanto os disparos zumbiam a seu lado, deixando a tarefa de salvá-lo inteiramente a cargo dos seguranças).

Veio o AI-5 e o terrorismo de estado inviabilizou as manifestações de protesto de trabalhadores até 1978, quando mais de 3 mil metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP) fizeram do 1º de maio uma comemoração do renascimento do movimento sindical independente.

Dois anos depois, já eram 100 mil os trabalhadores que se reuniam no estádio da Vila Euclides, para manifestar apoio aos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo que haviam sido presos por organizarem uma greve. Um deles era Luiz Inácio Lula da Silva.

É emblemática a diferença existente entre o aguerrido companheiro Lula de então e o modorrento presidente que abraça Bush, beneficia os bancos e elogia os usineiros como heróis da Pátria. Tanto quanto a própria perda de conteúdo e simbolismo do Dia do Trabalho, desde aquele longínquo 1º de maio de 1886, quando oito líderes trabalhistas de Chicago (EUA) organizaram manifestações de protesto contra os baixos salários e condições aviltantes, que incluíam jornadas de trabalho de até 17 horas diárias. Eles foram presos, submetidos a julgamento sumário e enforcados, o que gerou enorme indignação no mundo inteiro e acabou consagrando essa data como o dia de luta dos trabalhadores.

O que mudou? Primeiramente, claro, as características do processo produtivo. As enormes fábricas em que trabalhavam milhares de operários deixaram de existir, a mecanização atingiu um grau tal que muitas máquinas são operadas por pouquíssimos homens, o desemprego crônico se tornou uma guilhotina suspensa sobre a cabeça de quem ainda tem vaga (e, quiçá, carteira assinada), a terceirização se alastrou como uma praga que dissolve direitos e mina a solidariedade entre os iguais que viram competidores, as categorias enfraqueceram-se, os sindicatos passaram a ser quase irrelevantes.

O 1º de maio nasceu com o operariado industrial e esteve sempre tão identificado com ele que o esvaziamento de ambos se deu simultaneamente. É lamentável, entretanto, que os “dias de luto e de luta” não tenham deixado de existir por terem se tornado desnecessários.

Pelo contrário, “nunca antes neste país” (como costuma dizer o Lula) os trabalhadores viveram tão mal e com tanta insegurança. A distância entre o lar respeitável e o colchão embaixo da ponte hoje é mínima. Boa parte das garantias trabalhistas foi para o espaço e a grande maioria da mão-de-obra está relegada à terceirização e à informalidade.

Quem quer manter-se à tona no abominável mundo novo, é obrigado a longas jornadas de trabalho (cujas horas extras, no caso dos funcionários, dificilmente são pagas) e à reciclagem constante, obsessiva. Acaba mais vivendo para trabalhar do que trabalhando para viver.

O 1º de maio institucionalizou-se e definhou. As centrais sindicais só conseguem público para suas festas contratando artistas famosos e sorteando carros ou casas. Mas, ainda há uma função a ser preenchida pelos “dias de luto e de luta” – na verdade, importantíssima.

A História não terá fim enquanto o homem não levar a bom termo sua busca da felicidade. Então, para cada bandeira que tombar, outra deverá ser erguida. É um desafio colocado para todos nós, neste início do século 21.

* jornalista, escritor e ex-preso político.

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25 abril 2007

Filme Hercules 45 - Sílvio Da-Rin

Em breve, o filme Hercules 56, do Sílvio Da-Rin estará em cartaz em alguns cinemas
Este filme é um documentário que traz depoimentos históricos de alguns companheiros que participaram da resistência contra a ditadura militar.
O lançamento, será nos locais abaixo e após a projeção do filme, serão realizados alguns debates.

02/05/2007 às 18 h - FGV - Praia do Botafogo, 190 Rio de Janeiro

Este comunicado foi enviado pelo José Ibrahim, vamos ajudar a divulgar

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21 abril 2007

Batismo de Sangue - Filme

Fui ver hoje o filme
Impressionante, comovente, marcante
Falta agora um que retrate a vida de Marighella
Outra coisa, a figura detestável do fleury foi muito bem retratada.

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Batismo de Sangue - Filme

Para quem viveu aqueles tempos de 1968 o filme é adrenalina pura.
Para os que vieram depois, também. "Batismo de sangue", o filme, assim como o livro, tem dois principais trunfos, entrelaçados. Um, é de reavivar a memória e contar a história. Outro, o de inocular, através das telas, a centelha da fé, que passa intacta por tantas mediações. Ambas as dimensões, portanto, remetem à passagem do livro para a tela, do verbo que se faz carne, da morte em ressurreição.

Leia a crítica de Marco Morel ao filme Batismo de Sangue, baseado no livro de Frei Betto.


(...) trata do episódio do envolvimento de um grupo de jovens frades dominicanos no apoio à luta armada nos idos de 1968, contra o regime autoritário implantado no Brasil, que redundou no assassinato de um dos líderes desta resistência, o veterano comunista Carlos Marighela. E com foco especial sobre o martírio doloroso de um desses frades, Tito de Alencar Lima.
(...)É preciso coragem e clareza, não apenas política, mas emocional também, para lidar com a narrativa cinematográfica das torturas, que marcam de forma realista a sensibilidade do espectador, sem cair no sensacionalista apelo das cenas de violência. Torturas degradantes que encontram seu contraste na cena que talvez marque o clímax do filme: a missa rezada pelos quatro jovens dominicanos nas catacumbas da ditadura civil-militar brasileira, quando as palavras e gestos sagrados ganham um sentido revigorado de busca de utopia (o Reino dos Céus) e de valorização da vida e da condição humana.
Para quem viveu aqueles tempos de 1968 o filme é adrenalina pura. Para os que vieram depois, também.
(...)"Batismo de sangue", o filme, assim como o livro, tem dois principais trunfos, entrelaçados. Um, é de reavivar a memória e contar a história. Outro, o de inocular, através das telas, a centelha da fé, que passa intacta por tantas mediações. Ambas as dimensões, portanto, remetem à passagem do livro para a tela, do verbo que se faz carne, da morte em ressurreição.
MARCO MOREL é historiador.[O GLOBO, 16/04/07]

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Tortura Nunca Mais

O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ foi condenado a reparar, a título de danos morais, os policiais federais Roberto Jaureguiber Prel Júnior, Luiz Oswaldo Vargas de Aguiar, Luiz Amado Machado e Anísio Pereira dos Santos, conforme a sentença prolatada, em 03 de agosto de 2005, pela Juíza da 42ª Vara Civil do Estado do Rio de Janeiro, Dra. Maria Helena Pinto Machado Martins.

A condenação totaliza mais de R$55.000,00 (cinqüenta e cinco mil reais) e decorre de denúncia feita por Carlos Abel Dutra Garcia de que foi preso e agredido por esses policiais na Superintendência da Polícia Federal/RJ, em 20 de agosto de 1996 .

O processo contra o GTNM/RJ se deu por este ter exposto em seu sítio os fatos narrados por Carlos Abel.

O Judiciário entendeu que o GTNM/RJ teria extrapolado no relato dos fatos, injustamente, acusando os policiais federais.O GTNM/RJ nada mais fez do que divulgar a denúncia feita por Carlos Abel, visto que os fatos foram divulgados na imprensa, à época, motivando a atuação do Ministério Público Federal que processou os policiais envolvidos.

Tais fatos constam nos Relatórios sobre Tortura da Anistia Internacional e da Comissão Contra a Tortura da ONU.

A ação penal encaminhada pelo Ministério Público Federal contra os policiais envolvidos no referido episódio, não chegou a receber uma decisão de mérito, sendo suspensa por questão técnica jurídica

No momento, não há mais espaço para recorrer judicialmente e o GTNM/RJ não possui recursos financeiros para saldar a condenação.

Além da questão financeira, tal decisão abre um sério precedente político para todos os defensores de direitos humanos em nosso país.Diante disso, o GTNM/RJ está solicitando qualquer colaboração financeira para que, coletivamente, possa pagar a quantia estipulada pela Justiça brasileira.

O depósito poderá ser realizado na seguinte conta:

BANCO ITAU
CONTA DE POUPANÇA: TORTURA NUNCA MAIS
AGÊNCIA: 0389
Conta Corrente: 777 91-3
CNPJ: 29.249.950/0001-36

Pela vida, pela paz, tortura nunca mais!

Rio de Janeiro, 10 de abril de 2007.

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ORVIL: HISTÓRIA PELO AVESSO

Em 15 de abril do corrente ano, os jornais Correio Braziliense e Estado de Minas publicaram um conjunto de informações que revela fatos do período da Ditadura Militar. A brilhante reportagem nos deixa a triste certeza de que ainda há muito a ser revelado sobre a história recente do País. Chico apresentou requerimento de informações, ao Ministro da Defesa Waldir Pires sobre o chamado projeto "Orvil", elaborado pelo Centro de Informações do Exército a pedido do General Leônidas Pires Gonçalves, à época Ministro do Exército do então Presidente José Sarney. Leia o requerimento de informações.
Solicita ao Sr. Ministro da Defesa cópia dos originais do chamado projeto "Orvil", elaborado pelo CIE entre 1986 e 1988, a pedido do então Ministro do Exército General Leônidas Pires Gonçalves.Senhor Presidente:Com fundamento no art. 50 da Constituição Federal e na forma dos arts. 115 e 116 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. Exa. que, ouvida a Mesa, sejam solicitadas ao Sr. Ministro da Defesa cópia dos originais do chamado projeto "Orvil", elaborado pelo CIE entre 1986 e 1988, a pedido do então Ministro do Exército General Leônidas Pires Gonçalves. JustificaçãoEm 15 de abril do corrente ano, os jornais Correio Braziliense e Estado de Minas publicaram um conjunto de informações que revela fatos do período da Ditadura Militar. A brilhante reportagem nos deixa a triste certeza de que ainda há muito a ser revelado sobre a história recente do País. Segundo a matéria, por dois anos (1986-88) aproximadamente 30 oficiais do serviço secreto do Exército (Centro de Informações do Exército - CIE), trabalharam sigilosamente no chamado Projeto Orvil. Essa investigação estava sob o comando de Leônidas Pires Gonçalves, Ministro do Exército. O jornalista Lucas Figueiredo teve acesso ao livro e afirma que há vários dados sobre ativistas que participaram da luta armada, além de conter informações sobre as condições em que morreram e/ou desapareceram centenas de pessoas ligadas às organizações de esquerda. Em pelo menos 23 casos de militantes de esquerda que morreram é falsa a versão de que o Exército nada sabe sobre os desaparecimentos e as condições de suas mortes.Por se tratar de documentação produzida por servidores públicos militares, com dinheiro público, deve, portanto, ser de domínio público.Sala das Sessões, 17 de abril de 2007.
Chico Alencar - líder do PSOL

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16 abril 2007

Batismo de Sangue - Filme

Filme, que estréia no Rio de Janeiro e acredito em outras capitais também, na próxima sexta feira 20/04, traz a história de Frei Tito, frade dominicano que participou da resistência à didatura militar. A data não poderia ser mais apropriada pois no dia seguinte é 21/04 dia de Tiradentes, simbolo de resistencia.
Veja o trailer e leia o artigo de André Campos, da agência Repórter Brasil, sobre o dia em que os dominicanos assistiram o filme, no link abaixo



Ciranda Internacional de Informação Independente


Batismo de Sangue - Site Oficial


Ficha técnica
Título Original: Batismo de Sangue
Tempo de Duração: 110 minutos
Direção: Helvécio Ratton
Roteiro: Dani Patarra e Helvécio Ratton, baseado no livro "Batismo de Sangue", de Frei Betto
Produção: Helvécio Ratton
Música: Marco Antônio Guimarães
Fotografia: Lauro Escorel
Direção de Arte: Adrian Cooper
Figurino: Marjorie Gueller e Joana Porto
Edição: Mair Tavares
Elenco
Caio Blat (Frei Tito)
Daniel de Oliveira (Frei Betto)
Cássio Gabus Mendes (Delegado Fleury)
Ângelo Antônio (Frei Oswaldo)
Léo Quintão (Frei Fernando)
Odilon Esteves (Frei Ivo)
Marcélia Cartaxo (Nildes)
Marku Ribas (Carlos Marighella)
Murilo Grossi (Policial Raul Careca)
Renato Parara (Policial Pudim)
Jorge Emil (Prior dos dominicanos)



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Violeta Parra - Depoimento


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Violeta Parra - Gracias a La Vida


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15 abril 2007

Victor Jara

Victor Jara sobre o surgimento do Movimento Nueva Canción no Chile


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Victor Jara

Victor Jara fala sobre o momento de transformações sociais que o Chile vivia


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Victor Jara - Te Recuerdo Amanda


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14 abril 2007

Victor Jara

Coloquei na área de musicas do Blog
Vídeos de Victor Jara
cantor Chileno barbaramente assassinado no Estádio Nacional, após ser brutalmente espancado e ter as duas mãos quebradas.

Porém, mais de três décadas após o golpe, o canto de Victor Jara ainda ecoa.

A maior expressão da chamada “Nova Canção Chilena” ainda arrebata uma legião de admiradores em todo o mundo. Apesar de sua obra ter aparecido em um contexto bem específico do longelíneo país do continente americano, sua temática universal garante a atualidade desse artista que cantou com e para o povo e os trabalhadores.


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Dica de Leitura

O Pequeno Principe do 3º Mundo de Denise Santiago



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12 abril 2007

Os Filhos de Goebbles - Celso Lungaretti*

Ao aproximar-se o 43º aniversário do golpe militar que colocou nosso País à margem da civilização durante 21 longos anos, decidi alinhavar, num artigo, algumas características básicas do totalitarismo à brasileira versão 1964.

Por se tratarem de acontecimentos sobre os quais o veredito da História já foi inapelavelmente dado, eu não esperava que o texto “Há 43 Anos o País Entrava nas Trevas” tivesse grande repercussão.

Quis, no entanto, repassar aos jovens informações que são lugares-comuns para quem atravessou esse terrível período com percepção crítica e acompanhou o intenso trabalho de resgate da verdade nas décadas de 1980 e 1990, quando os pesquisadores deixaram de ser tolhidos pela censura e intimidações.

Surpreendentemente, “Há 43 anos...” deflagrou discussões exacerbadas nas comunidades do Orkut, fazendo-me lembrar a frase de Oscar Wilde sobre “a raiva de Calibã ao ver sua face no espelho”. Os calibãs da extrema-direita detestaram sua imagem sem retoques e tentaram quebrar o espelho.

Minhas intervenções nos debates virtuais acabaram reunidas num novo artigo, “O Ovo da Serpente”. Aí, sem argumentos para desqualificarem minhas posições, os neo-integralistas da Internet tentaram desqualificar-me pessoalmente, como antigo terrorista. Ou seja, o que eu fiz aos 18/19 anos, na limitadíssima visão dessa gente, constituiria motivo suficiente para eu não ser levado a sério aos 56 anos.

Fui obrigado, então, a esclarecer de uma vez por todas quem foi e quem não foi terrorista durante os anos de chumbo. E isto acabou servindo de base para este terceiro e último artigo da trilogia sobre o período mais brutal e vergonhoso da história brasileira recente.

A PROPAGANDA ARMADA - O terrorismo foi uma prática característica da segunda metade do século XIX, quando revoltosos impotentes para conduzir seus povos à tomada de poder decidiram intimidar os governantes, atentando contra suas vidas.

Então, em vez de conquistar as massas para a revolução, eles optaram por tornar impossível à classe dominante continuar governando. Tentavam criar o caos. O termo terrorista definia com exatidão a atuação política desses cidadãos.

Os terroristas mais característicos foram os narodniks da Rússia, que cometeram um sem-número de atentados contra o czar e seus ministros, à bala e com bombas.

Já os movimentos de resistência aos regimes militares latino-americanos, tanto quanto os que combateram o nazi-fascismo na Europa, sempre objetivaram conquistar o apoio das massas para sua causa. Nunca quiseram criar o caos. Designavam suas ações com uma expressão que fala por si mesma: propaganda armada.

Expropriavam bancos para manter a luta e sustentar militantes nas condições de rigorosa clandestinidade. Seqüestravam diplomatas para trocá-los pelos resistentes que estavam presos e sofrendo torturas atrozes. Ocupavam estações de rádio para obrigar a colocação no ar de seus manifestos. Tomavam supermercados e convidavam os trabalhadores a saqueá-los. Seqüestravam empresários e condicionavam sua libertação à distribuição de gêneros alimentícios em favelas. Criavam guerrilhas na esperança de que se tornassem o embrião de um exército de libertação.

Como em toda luta desse tipo, houve um ou outro excesso, como a bomba contra o jornal O Estado de S. Paulo (que só chamuscou o mural) e o atentado contra o QG do II Exército (que vitimou um recruta e foi criticadíssimo pela própria esquerda).

No entanto, o Comando de Caça aos Comunistas (organização paramilitar consentida pela ditadura), sozinho, cometeu muito mais ações caracteristicamente terroristas do que todos os grupos de esquerda juntos. Idem, os integrantes dos órgãos de segurança da ditadura que tentaram sabotar a abertura de Geisel, com bombas, atentados e agressões covardes aos jornaleiros que ousavam vender veículos alternativos (suas bancas eram incendiadas!). Centenas, talvez milhares, de inocentes teriam morrido no Riocentro, se o feitiço não houvesse virado contra o feiticeiro.

E, claro, que moral tinha a ditadura militar brasileira para rotular alguém de terrorista?! Com absoluto desprezo pelos direitos humanos, cometeu atrocidades que incluíram o seqüestro e a execução de opositores, capturados com vida e levados a centros clandestinos de tortura, para sofrerem suplícios terríveis e depois receberem o tiro de misericórdia; e a ocultação de seus cadáveres, tanto que, até hoje, famílias continuam em busca dos restos mortais dos seus entes queridos.

Quem levou a grau extremo a prática do terrorismo de estado não deveria nem sequer tocar nesse assunto...

ROLO COMPRESSOR - Então, o rótulo de terrorista não passou de uma deturpação da História com fins propagandísticos. Assim como chamavam de terroristas quem não o era e nunca foi, os militares brasileiros chegaram até a distribuir por todo o País cartazes acusando de assassinos pessoas que jamais haviam matado uma mosca -- como eu.

Era, sim, a mais vil e infame aplicação, no Brasil, dos conceitos de Goebbels: repetir tantas vezes uma mentira até que ela passasse por verdade.

Tudo isso ficou para trás quando os historiadores esclareceram a verdade sobre os anos de chumbo, os juristas reconheceram que a ação dos grupos armados se deu em conformidade com o princípio de resistência à tirania e o Estado brasileiro admitiu e começou a reparar sua culpa pelos maus feitos da turba de delinqüentes que agiu em seu nome durante 21 anos.

No entanto, a extrema-direita se reagrupou e passou a desenvolver uma propaganda avassaladora e massacrante, principalmente na internet. E voltou a tratar os resistentes como terroristas, exumando o velho clichê propagandístico, que já estava desmoralizado e banido do debate civilizado.

Não tenta mudar conceitos no ambiente acadêmico, pois sabe que seria exposta ao ridículo. Seu alvo preferencial, ao buscar prosélitos, são os incultos, os fracassados, os medíocres, os frustrados e os ressentidos -- a mesmíssima escória que respaldou a ascensão de Mussolini e Hitler.

Aproveitando a justa indignação contra o Governo Lula -- que é tudo, menos um governo de esquerda --, desenvolve uma pregação totalitária sem sutileza nenhuma. Se a justiça fosse séria no Brasil, muitos néo-integralistas já estariam presos por pregarem ostensivamente o fim da democracia.

Essa corja atua como rolo compressor, intimidando as pessoas equilibradas, que acabam deixando de participar dos fóruns de discussão política na internet para não terem de enfrentar uma malta de adversários que não hesita em recorrer a intimidações e grosserias.

Ou seja, fazem na internet o que os primeiros fascistas e nazistas faziam nas ruas: amedrontavam as pessoas de bem, para que não reagissem à escalada do arbítrio.

Como devemos nos comportar?

Não é próprio dos seres humanos decentes ficarmos discutindo com seres tão destituídos de humanidade, solidariedade, compaixão e, até, compostura. Pessoas capazes de vituperar de forma demagógica e virulenta o que um grande homem como o rabino Henry Sobel fez em decorrência de uma moléstia, só nos causam o mais profundo asco.

Mas, quem deixar o terreno livre para os obscurantistas será cúmplice de todos os retrocessos que vierem a ocorrer.

Então, não podemos nos acovardar nem continuar cedendo terreno. Tampando o nariz, devemos reagir. Marcar posição. Afirmar nossa crença na civilização e nosso repúdio à barbárie.

Pois eles, com suas mentiras e calúnias, são muito mais fracos do que nós, com nossos ideais e verdades. Podemos expulsá-los de volta para as trevas das quais nunca deveriam ter saído.

Lembrem-se: é fácil esmagar o ovo da serpente, mas muito difícil matar a víbora depois.



* jornalista, escritor e ex-preso político. Os outros artigos desta trilogia, “Há 43 Anos o País Entrava nas Trevas” e “O ovo da Serpente”, estão em:
Celso Lungaretti - O Rebate

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Em Abril Carbral descobre... Os quartéis - Celso Lungaretti*

Militares adoram relembrar os poucos episódios excitantes que ocorrem em sua carreira de robotizada rotina. Então, como preso político em unidades do Exército nos anos de chumbo, eu passei mais de dois meses sofrendo torturas propriamente ditas e os nove meses seguintes submetido à tortura psicológica de ter de escutar seus relatos escabrosos.

Um deles foi tão chocante que nunca me saiu da lembrança. Os sentinelas de um quartel paulistano surpreenderam um estuprador em ação contra um menino. Sem autoridade para tanto – deveriam apenas entregá-lo à polícia civil –, levaram-no para a caserna e começaram a discutir qual seria sua punição.

Um velho sargento solucionou a questão. Fez com que lhe aplicassem vigorosas pancadas na sola do pé, com uma palmatória. Depois, obrigou-o a correr. Mais pancadas. Mais corridas. Mais pancadas. Ele já não conseguia nem andar, era arrastado à força pelos recrutas. Até que o sargento se deu por satisfeito e mandou atirá-lo numa solitária. Morreu gangrenado, em meio a sofrimentos atrozes.

Essa é a maneira como os militares gostam de resolver as coisas: direta, sem levar em conta as perfumarias jurídicas. É claro que, durante a ditadura, tudo ficava mais fácil. Agora, vez por outra, são pilhados abusando do seu poder. Mas, passada a onda inicial, tudo acaba sendo abafado.

Quando o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, manda ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo a ajuda das Forças Armadas para “assegurar a lei e a ordem na região metropolitana do Rio”, o que ele pretende, afinal?

Se ele é incapaz de cumprir as atribuições do seu cargo, melhor seria renunciar de uma vez. E, se lhe faltam recursos para combater com eficiência o crime organizado, o que deve solicitar são verbas, não tropas.

Até prova em contrário, fica a impressão de que Cabral quer mesmo é a utilização de métodos menos ortodoxos contra os comandos de marginais. As Forças Armadas entram em ação com as simpatias da população exasperada, obtêm alguns resultados mediante o uso de força excessiva e, quando os inevitáveis episódios chocantes começarem a provocar indignação pública, já terão golpeado duramente os bandidos.

Isto não seria, claro, uma verdadeira solução. Os criminosos se rearticulariam e, adiante, o problema reapareceria. É a chamada mágica besta, boa apenas para dar aos cidadãos mais simplórios a impressão de que o governador tem muque.

Se a polícia estadual está corroída pela corrupção, a obrigação de Cabral é saneá-la, o quanto antes. Depois, dotá-la de efetivos suficientes para o bom cumprimento de suas tarefas, de treinamento e de equipamento adequados.

Como os integrantes dos comandos criminosos se ocultam entre a população dos morros, sua captura tem de ser confiada a unidades de elite, que consigam atingir seus objetivos com precisão cirúrgica – e não mandando bala a torto e a direito. O Estado não tem o direito de dispor a bel-prazer da vida dos favelados inocentes.

Este é, aliás, um grande problema da participação das Forças Armadas em operações policiais. A cultura militar é de responder sempre ao fogo inimigo. Se o inimigo está oculto no meio de civis, estes acabam levando as sobras.

Outro problema, obviamente, é que a Inteligência militar só funciona a contento com a aplicação indiscriminada de torturas. É inadmissível que, para enfrentarmos o desafio do crime organizado, tenhamos de abrir mão dos valores civilizados. Isto seria um mal maior ainda do que o mal que se pretende combater.

Por último, deixar que as Forças Armadas venham para as ruas é sempre um perigo. Da última vez, levamos 21 anos para fazê-las voltar aos quartéis.

Políticos do tipo de Lula e Cabral têm memória curta e só levam em conta seus interesses imediatos. Azar nosso. Quem não aprende com as lições da História, está condenado a repetir os erros... e colher os mesmos resultados.


* jornalista, escritor e ex-preso político. Outros artigos:
Celso Lungaretti - O Rebate

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11 abril 2007

Batismo de Sangue - Filme

Autor de ‘Batismo de Sangue’, frei Betto critica o governo Lula

Alexandre Caroli - Jornal O Dia RJ

Rio - “É difícil esquecer. Estava com viagem marcada para a França. Tenho certeza de que poderia ajudá-lo e talvez evitar sua morte”. O desabafo do funcionário público aposentado João Alencar, 80 anos, irmão do frade dominicano Tito de Alencar Lima, que cometeu suicídio em 1974, revela uma ferida nunca cicatrizada provocada pelos anos de chumbo no País.

Frei Tito foi um dos dominicanos que decidiram colaborar com o grupo guerrilheiro Aliança Libertadora Nacional (ALN), no fim dos anos 60 e início dos 70. Preso e torturado, o frade levou para o exílio o trauma da violência nos porões da ditadura.

A luta armada, a tortura e as marcas dos que viveram o período crítico do governo dos generais voltam à tona com o filme ‘Batismo de Sangue’, inspirado no livro de Carlos Alberto Libânio, o frei Betto, um dos dominicanos que participaram da resistência ao regime militar.

“O cinema está fazendo o que o governo tem medo de fazer: abrir os arquivos da ditadura militar. Há receio de desgaste com militares que ainda estão na ativa”, disse frei Betto, ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A exposição da violência é marcante no filme. “Resolvi mostrar a tortura com cores mais fortes”, disse o diretor Helvécio Ratton.

EXÍLIO E MORTE NA FRANÇA

Interpretado em ‘Batismo de Sangue’ por Caio Blat, Frei Tito se tornou um símbolo da luta pelos direitos humanos no Brasil. Em fevereiro de 1970, o dominicano passou dias sendo torturado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury (vivido por Cássio Gabus Mendes) e não deu a informação desejada pela repressão.

Na cadeia, tentou o suicídio para não entregar os amigos militantes. Em troca da libertação de um embaixador suíço, Frei Tito foi para o exílio. Com saudades do Brasil e sem conseguir se livrar do fantasma da tortura, o frade deu fim à própria vida na França. O filme ‘Batismo de Sangue’ estréia dia 20, com Daniel de Oliveira no papel de Frei Betto.

Arquivos levantam polêmica

A crítica de frei Betto ao governo em relação à abertura dos arquivos da ditadura é a mesma do Tortura Nunca Mais. Para a presidente do grupo, Elizabeth Silveira, o que foi liberado é insuficiente, pois não trata de mortos e desaparecidos.

A Casa Civil da Presidência informou que, em 2005, a Agência Brasileira de Informações (Abin) mandou ao Arquivo Nacional documentos de órgãos que funcionaram no regime militar.

Em 2006, a Casa Civil da Presidência da República determinou que os órgãos que ainda tivessem documentos deveriam enviá-los ao Arquivo Nacional. Segundo a Casa Civil, as Forças Armadas alegaram que muitos papéis teriam sido legalmente destruídos. A ministra Dilma Rousseff determinou ao Ministério da Defesa apuração das circunstâncias da destruição desses documentos.

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06 abril 2007

O Ovo da Serpente - Celso Lungaretti*

"Que a comemoração de mais um aniversário do vitorioso movimento de 64 possa servir de alerta a aqueles que ainda têm esperança de implantar, no Brasil, um retrógrado regime bolchevista. Que não tentem isso novamente, porque o povo e as Forças Armadas, mais uma vez, irão às últimas conseqüências para evitar que tal aventura tenha sucesso.”

Esta afirmação encerra uma nota do presidente do Clube de Aeronáutica, tenente-brigadeiro da reserva Ivan Frota, criticando a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na condução da crise aérea. Trata-se de mais uma bravata de militar de pijama inconformado em só servir hoje para levar os netinhos ao playground... ou devemos temer algo mais sério?

Não foi só ele, evidentemente, que olhou para os acontecimentos dos últimos dias com esperança ou apreensão. Coincidências costumam ser encaradas como presságios. E houve a simultaneidade entre o transcurso dos 43 anos do golpe militar e mais uma lambança do Governo Federal, desautorizando a solução que o comando da Aeronáutica pretendeu dar à rebelião dos controladores de vôo.

Em 1964, na verdade, só houve uma “aventura”: o desfecho vitorioso da conspiração que vinha sendo urdida há pelo menos uma década por núcleos de militares direitistas.

A grande maioria da oficialidade relutava em rasgar a Constituição que prometera respeitar; preferia manter-se afastada da política, cumprindo seus deveres profissionais. No entanto, os movimentos de sargentos, cabos e soldados das Forças Armadas – principalmente na Marinha – acabaram por atirar os oficiais nos braços dos conspiradores.

Eram, principalmente, reivindicatórios e anti-autoritários. Os subalternos pediam algumas melhoras e protestavam contra os exageros disciplinares de seus superiores.

Como militante da Vanguarda Popular Revolucionária em 1969/70, conversei muito sobre esses episódios com o ex-sargento José Raimundo da Costa, um dos líderes dos marujos. Ele me garantiu que, mesmo após a Revolta da Chibata, continuavam existindo, sub-reptícios, os castigos físicos na Marinha.

Deixo isto como registro, pois não tenho como confirmar a informação. Mas, plausível ela é, pois, em pleno século 21, continuam pipocando no noticiário denúncias de maus-tratos a subalternos nas Forças Armadas.

O certo é que a oficialidade da Marinha era a mais aristocrática e arrogante das três Armas, o que explica a maior abrangência e radicalismo dos protestos de marinheiros.

Uma discussão que perdura até hoje é se esses movimentos foram instigados pelos militares conspiradores.

De concreto, há o fato de que foram eles os principais beneficiários. Os oficiais prezam, acima de tudo, a hierarquia. Ao serem desacatados pelos subalternos (alguns deles, suprema humilhação!, chegaram a ser atirados ao mar pelos comandados), bandearam-se em massa para o lado dos golpistas.

Especula-se também sobre quando, exatamente, José Anselmo dos Santos (o notório cabo Anselmo) passou a servir à direita. Durante a resistência à ditadura, ele atraiçoou os companheiros da organização a que pertencia, atraindo-os para emboscadas fatais, até que sua adesão ao inimigo se tornou conhecida.

No entanto, seus ex-colegas da marujada garantem que ele era um provocador a serviço da direita golpista desde antes de 1964, mesmo porque fazia sempre os discursos mais radicais nas assembléias de marinheiros.

Os paralelos entre esses acontecimentos e a atual insubordinação dos controladores de vôo têm sido destacados na imprensa e na Internet. Tudo leva a crer que a conduta vacilante do Governo Lula tenha mesmo aumentado o número de oficiais simpáticos às posições direitistas.

Mas, ainda estamos muito longe da ante-sala do novo golpe, alardeado pelos alarmistas de plantão.

PROPAGANDA ENGANOSA
A extrema-direita é forte, sobretudo, entre os militares da reserva e na Internet, em que mantém vários sites com esquemas os mais opulentos, evidenciando que recursos materiais não lhes faltam.

Produz vastíssimo material de propaganda – artigos capciosos montados com mentiras, meias-verdades e conclusões delirantes – que suas tropas de choque pressurosamente recortam e colam como posts nas comunidades e fóruns de discussão política, História, direitos humanos, etc.

Com isto, consegue fazer a cabeça de muitos jovens, convencendo-os de que a ditadura foi light (Lula endossa esta falácia!) e botou ordem na casa, trazendo prosperidade e segurança. Os resistentes, pelo contrário, são apresentados como ladrões de banco, seqüestradores, terroristas e assassinos, que estariam agora recebendo indenizações mirabolantes do Estado brasileiro.

Todo esse besteirol é facilmente refutável. Mas, como ensinava o ministro de Propaganda de Hitler, Josef Goebels, "qualquer mentira repetida à exaustão acaba por se tornar uma verdade".

Os democratas se deram por satisfeitos vendo a verdade sobre os anos de chumbo incorporada à História. Subestimaram, entretanto, o poder da propaganda enganosa, ainda mais quando exercida de forma tão massacrante, como um rolo compressor.

Deveriam, atualmente, preocupar-se em tornar as verdades históricas mais acessíveis às novas gerações, como antídoto às pregações totalitárias.

ANÃOS MORAIS
Há uma diferença fundamental entre 1964 e 2007. Os Estados Unidos e parte do empresariado brasileiro favoreciam a conspiração, naquele contexto de guerra fria. Hoje, entretanto, salta aos olhos que o Governo Lula está perfeitamente afinado com os banqueiros e os capitalistas.

É risível atribuir-lhe “esperança de implantar, no Brasil, um retrógrado regime bolchevista”, como faz o tenente-brigadeiro Frota no seu aviãozinho retórico de vôo curto. E as tentativas de associar Lula às Farc ou aos planos maquiavélicos de Chavez simplesmente não colam. O máximo de que se pode acusá-lo, com alguma verossimilhança, é de continuísmo enrustido.

Então, a direita troglodita pôde contribuir um pouco para a vitória do “não” no plebiscito sobre o comércio de armas, tem enorme presença virtual e promove desagravos ao torturador-símbolo do País. Mas, por enquanto, não conta com o aval dos EUA e do grande capital para tentar nova quartelada.

Não se deve subestimá-la, contudo. Mesmo porque é, qualitativamente, pior ainda que a de 1964.

Naquele tempo, havia cidadãos seriamente convencidos do perigo comunista e/ou da conveniência de o Brasil ser sócio minoritário dos EUA. Não foram apenas os despóticos e os oportunistas que se colocaram do lado errado.

Hoje, os Bolsonaros, Passarinhos, Olavos de Carvalho e Ustras lideram um contingente de genocidas incomodados com seu papel na História e ansiosos por reescrevê-la à base da força bruta; políticos ambiciosos buscando atalhos para o poder; e uma massa informe de pessoas pouco brilhantes, frustradas e rancorosas, praticamente idênticas à escória urbana que respaldou a ascensão de Hitler e Mussolini.

Esses pseudo-moralistas estão sempre prontos a recriminar pequenas maracutaias, supostas ou reais, mas nada têm a dizer sobre os lucros imorais do sistema financeiro e a ganância criminosa das grandes empreiteiras.

Têm inveja dos cidadãos que supõem terem sido mais bem sucedidos do que eles em “espertezas” das quais eles próprios adorariam ser os beneficiários, mas mantêm um respeito servil em relação aos empresários mais predatórios.

Gostariam de ver a criminalidade erradicada à bala, desde que a “limpeza” ficasse a cargo de outrem, pois não têm coragem de agir pessoalmente como justiceiros.

Em suma, não passam de anãos morais, desprezíveis individualmente mas que podem se tornar perigosos como turba.

Nunca a expressão ovo da serpente foi tão apropriada.

* jornalista, escritor e ex-preso político. Outros artigos: Celso Lungaretti - O Rebate

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