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O risco de ser assassinado no Brasil é 2,6 vezes maior entre adolescentes negros do que entre brancos. É o que revela estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
A pesquisa também indica que, para adolescentes do sexo masculino, o risco de ser assassinado é 11,9 vezes maior se comparado ao de mulheres na faixa de 12 a 18 anos. O estudo traz apenas comparativos por cor e gênero e não apresenta os índices de mortes entre jovens negros, brancos, do sexo masculino e feminino.
A coordenadora do Programa de Redução da Violência Letal do Observatório de Favelas, Raquel Willadino, traçou um perfil dos adolescentes que mais morrem por homicídio no Brasil: são meninos, negros e moradores de favelas ou de periferias dos centros urbanos. Segundo ela, há ainda forte relação com o tráfico de drogas.
Foz do Iguaçu concentra maior índice de jovens vítimas de assassinato
Dados do Índice de Homicídios na Adolescência mostram que em Foz do Iguaçu, no Paraná, cerca de dez jovens entre mil adolescentes são vítima de assassinato.
A cidade registra o maior índice (9,7) de jovens assassinados em cada grupo de mil adolescentes, considerando a idade entre 12 e 18 anos. O valor é mais de três vezes superior à média nacional.
Em seguida, vêm Governador Valadares, em Minas Gerais, com 8,5, e Cariacica, no Espírito Santo, com 7,3. O estudo avaliou 267 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.
A média do Índice de Homicídios na Adolescência é de 2,03 jovens vítimas de assassinato antes de completarem 19 anos. A estimativa é que, de 2006 a 2012, o número de adolescentes assassinados no Brasil ultrapasse 33 mil.
O Observatório de Favelas, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) divulgam o índice desenvolvido no âmbito do Programa de Redução da Violência Letal Contra Adolescentes e Jovens (PRVL)
Maceió é a capital brasileira com maior índice de jovens assassinados
A cidade de Maceió é a capital brasileira com a maior média de adolescentes assassinados, de acordo com dados do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA). Na capital alagoana, 6,03 jovens morrem em cada grupo de mil adolescentes com idade entre 12 e 18 anos. Em seguida, vêm Recife, com 6, e o Rio de Janeiro, com 4,9.
Os índices fazem parte de estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
Capitais como Vitória, Belo Horizonte e Porto Velho também estão na lista de cidades que apresentam, segundo o estudo, "níveis consideráveis de vitimização de jovens". Nesses municípios, em torno de quatro adolescentes em cada mil morrem por causa da violência.
A estimativa é de que, apenas no Rio de Janeiro, 3.423 adolescentes sejam assassinados entre 2006 e 2012. As capitais devem concentrar 15.715 das mais de 33 mil mortes estimadas para o período nas cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.
Estimativa de 13 assassinatos diários de jovens de 2006 a 2012 causa surpresa, diz subsecretária
Ao comentar os dados de pesquisa divulgada hoje (21) sobre violência contra adolescentes, a subsecretária dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Carmen Oliveira, afirmou que a estimativa de mais de 33 mil assassinatos entre jovens de 12 a 18 anos no período de 2006 a 2012 causou "surpresa".
"Isso significa que teremos 13 mortes diárias por assassinatos de adolescentes. Considerando a preocupação brasileira com a gripe suína, em que cada morte é contabilizada dia a dia, é importante que a sociedade tenha a mesma indignação e preocupação com essas vidas perdidas na adolescência", disse.
Segundo a subsecretária, a SEDH fez esta semana uma espécie de "pactuação" com gestores municipais e estaduais - sobretudo dos municípios com os maiores índices de assassinato na adolescência - para organizar ações conjuntas, diagnósticos locais e enfrentamento integrado do problema. Ela reconheceu a "ineficiência" e a "insuficiência" de políticas públicas, inclusive diante de situações como a evasão escolar. Com isso, lembrou Carmen, o adolescente acaba indo para a rua e encontrando na criminalidade uma fonte de sobrevivência.
Segundo o professor Inácio Cano, membro do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o Brasil é um dos países mais violentos da América Latina, atrás apenas de El Salvador e da Venezuela. "Isso levando em consideração que a América Latina já é uma das regiões mais violentas do mundo."
Ele avaliou que no país há um "problema central"de violência letal. Para Cano, as políticas públicas brasileiras estão voltadas para a violência contra o patrimônio quando deveriam priorizar a violência contra a vida.
"Está na hora de o Brasil mudar suas prioridades", disse, ao ressaltar que a probabilidade de um adolescente brasileiro ser vítima de arma de fogo chega a ser três vezes maior do que a de ser assassinado de outra forma. "A arma de fogo tem que ser sempre foco em qualquer política de prevenção."
Na avaliação do representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Manuel Buvinich, 60% dos ganhos que o país alcançou com a redução da mortalidade entre crianças de até 5 anos "se perdem" diante dos altos índices de assassinato de adolescentes. "Ficamos muito preocupados com o fato de a violência letal começar tão cedo, aos 12 anos."
Sudeste concentra maioria dos municípios com altos Índices de Homicídios na Adolescência
A Região Sudeste do país concentra a maioria dos municípios com altos Índices de Homicídios na Adolescência (IHA). Os locais onde há maior concentração de homicídios entre os jovens a região metropoliatana de Belo Horizonte (MG), com quatro mortes em cada grupo de mil, o entorno de Vitória (ES), com 4,3 mortes, e a região metropolitana do Rio de Janeiro (RJ), com 4,9.
Na Região Norte, o município de Marabá (PA) registra a situação considerada "mais grave" pela pesquisa em termos de vidas perdidas na adolescência, com o IHA de 5,2 mortes em cada grupo de mil. A cidade foi a única da região a registrar média superior a cinco. Macapá (AP) e Porto Velho (RO) ficaram com valores entre três e cinco jovens assassinados.
No Nordeste brasileiro existem "pequenos conglomerados" de municípios com alta incidência de violência contra adolescentes. A cidade de Petrolina (PE) registrou índices acima de três mortes para cada mil, junto a Ilhéus (BA) e João Pessoa (PB).
Na Região Centro-Oeste, Luziânia (GO) apresentou o maior valor em meio aos índices registrados: 5,4 adolescentes assassinados. A maioria dos demais municípios, de acordo com o estudo, possui baixos níveis de IHA. Mesmo em capitais como Goiânia (GO), Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT), a média fica entre um e três.
No Sul, todas as regiões que se destacam por conta dos altos índices e violência contra adolescentes ficam no estado do Paraná: Região Metropoliatana de Curitiba, norte central e oeste paranaense, já próximo à fronteira. O recorde não apenas da região mas de todo o país ficou com a cidade de Foz do Iguaçu, onde 9,7 adolescentes são assassinados em cada grupo de mil.
Os dados constam de estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
Paula Laboissière é repórter da Agência Brasil
Fundação Lauro CamposOu seja, a despeito de tudo o que já justificou aceitação de denúncia contra o referido "elemento" (não é assim que a "puliça" se refere aos pés-de-chinelo que metem no xilindró, às vezes sem culpa formada?), ele encontra espaços para se locupletar com as concessões que lhe são doadas e que propiciam a formação de um outro tipo de banco, no qual o capital estrangeiro vai encontrar a brecha para se apropriar do nosso ferro, do nosso manganês, do nosso ouro, do nosso, enfim, metal precioso ou estratégico, cujo alvará de exploração o banqueiro conseguiu obter no espaço entre as prisões pelos crimes financeiros que lhe são imputados.
Não pode, portanto, calar a pergunta: por que meios, esse sempre suspeito de estar cometendo alguma ação atentatória ao bem comum obtém tais privilegiadas concessões? Sim, porque para explorar o subsolo, a Constituição impõe a obtenção de licença do poder público, já que o proprietário do solo não é dono do que existe nas suas profundezas. E o referido "elemento" já tem em mãos, segundo a reportagem, 1381 autorizações do Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão operativo do Ministério de Minas e Energia, sob direção de um dos mais próximos acólitos de Sarney, o pianista Edson Lobão.
Minha tristeza é dupla. A primeira, como cidadão. A segunda, por ver minha lembrança de juventude tisnada pelo episódio em pauta. 1381 era o número-identidade pelo qual respondia chamadas quando aluno do Colégio Militar. Mas, vida que segue, volto ao grão para colocar questões concretas.
Daniel Dantas pode estar amealhando tal poderio sobre nossas riquezas minerais sem que outras autoridades, além do trêfego e desqualificado Edson Lobão, tenham conhecimento? Uma operação de tal grandeza pode estar sendo concretizada à revelia das informações certamente arquivadas na Abin e encaminhadas ao Planalto, sem que isso inspire nenhuma preocupação à Presidência da República? Melhor dizendo, sem que isso inspire qualquer preocupação a Luiz Inácio Lula da Silva?
Se não estiver causando nenhuma preocupação, ninguém poderá impedir a óbvia conclusão: há algo mais do que aviões de carreira nos céus que propiciam tão sólida aliança entre Sarney e Lula. Os nomes e instâncias governamentais envolvidos nesses ramos de negócios do banqueiro Daniel Dantas comprovam que, a despeito do que se passa no âmbito da política parlamentar, alguma coisa de comum, e sólida, existe na relação entre os Presidentes da República e do Senado, sem o que não se explicaria tantas benesses ao suspeito indiciado, denunciado e já condenado banqueiro Daniel Dantas. Há, entre os três, algo em comum, soterrado por milhões de toneladas de solo brasileiro. Vale a pena a atenção de perto sobre o desdobramento das ações do predador.
O processo sobre a indicação de sepultamento, atestado de óbito e exibição de documentos relativos à Guerrilha do Araguaia tramita na Justiça desde 19 de fevereiro de 1982 (Processo nº 82.00.24682-5, no Tribunal Regional Federal – Seção Judiciária do DF). Os autos haviam sido retirados do Tribunal pela AGU, em 12 de março.
Segundo a AGU, o relatório de 200 páginas reúne toda a documentação disponível no âmbito da União sobre as operações militares na guerrilha, como as informações sobre os enfrentamentos armados, as prisões de civis, o recolhimento de corpos e identificação de guerrilheiros. Há também, segundo a AGU, as “averiguações de peritos, o destino dado aos restos mortais encontrados e as informações de transferência de civis, vivos ou mortos, para quaisquer áreas”.
Os autos foram entregues à Justiça por meio da Procuradoria-Regional da União. De acordo com o órgão, o relatório não esgota as responsabilidades da União na busca de informações e localização de ossadas e outras medidas para a identificação de restos mortais dos guerrilheiros desaparecidos.
De acordo com a AGU, o relatório do Ministério da Defesa, juntado ao processo, contém documentos recolhidos por diversos órgãos em diferentes períodos, inclusive a documentação do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI).
As operações de busca por restos mortais de integrantes da guerrilha começaram em 1991, mas só tiveram a participação do governo a partir de 1996. Até agora, apenas duas ossadas tiveram a identidade confirmadas - Maria Lúcia Petit e Bergson Gurjão Farias. Um grupo de trabalho está desde quarta-feira (8) na região do Araguaia para identificar os pontos de busca de ossadas.

A ossada desenterrada em 1996 no cemitério de Xambioá, na região do Araguaia, no Pará, era do guerrilheiro do PC do B Bergson Gurjão Farias, executado por militares em 1972.
O lado com a identificação ficou pronto há cinco dias e foi encaminhado à Secretaria Especial de Direitos Humanos, que liberou a notícia há pouco.

O PSOL leva às ruas, nesta sexta-feira (3/7), às 12h30min, na praça Mário Lago (Buraco do Lume) e no domingo (5/7), às 10 horas, em Copacabana (Av. Atlântica, na altura da Santa Clara), uma "maquete participativa" de uma cidade fictícia chamada "Sarneylândia, distrito Renânia", para que o povo possa colocar os nomes dos bairros: nepotismo, ato secreto, oligarquia, governismo, empréstimos facilitados - à escolha de cada um.
Circulará ainda o abaixo-assinado pela instalação de uma CPI para investigar os atos secretos no Senado, o processo contra José Sarney por quebra de decoro parlamentar e seu afastamento da Presidência da Casa.
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No próximo fim de semana, dias 4 e 5 de julho, os artistas plásticos de Santa Teresa abrem seus ateliês ao público. É a 19ª edição do "Artes de Portas Abertas", evento já no calendário cultural da cidade. O circuito inclui, além dos ateliês, museus, centros culturais e lojas, um roteiro gastronômico muito especial.
O evento vai além do conhecimento do trabalho dos artistas do bairro - é também a oportunidade de observar a arquitetura e o aconchego de seus prédios.
Esta informação foi postada anteriormente no site do Dep Federeal Chico Alencar - PSOL RJ -
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Veja a programação em Chave Mestra
A Crise do capitalismo é o tema do curso promovido pelo jornal Brasil de Fato. A partir da segunda-feira, 13 de julho, haverá uma palestra a cada semana. Leda Paulani (USP), Márcio Pochmann (Ipea), Vito Giannotti (NPC), João Pedro Stédile (MST), Paulo Passarinho (Corecon) e Virgínia Fontes (UFF) são alguns dos palestrantes.
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Esta informação foi originalmente publicada no site do Dep Federal - Chico Alencar/PSOL RJ
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Quando Jackson fez muito sucesso no Brasil, eu tinha 10 anos de idade. Eu e muitos outros garotos da minha idade ficamos sobremodo fascinados com aquele estilo de dançar. Daí, até por volta de 1986, a juventude mergulhou no pop americano, que àquela época era personificado pela afinada voz da Black Music que cantava “Ben” nos anos 70.
Algum tempo depois, eu havia descoberto que em casa tínhamos um pequeno compacto com essa canção, que eu não conhecia. Quando escutei, não se parecia com aquele Michael que conhecemos no “Thriller”, cujo clip foi exibido no programa “Fantástico” (lembro-me bem de tê-lo assistido e achado muito assustador [!]).
Muitos que lamentam a morte do exímio dançarino foram os que ontem se escandalizaram e o culparam pelas acusações de pedofilia de que foi alvo fácil. O fato é que ele era uma pessoa com graves distúrbios mentais e autoestima destruída, que um império de dólares não conseguiu curar. Isso não justifica seu possível e nefasto gosto por crianças, mas ajuda muito a conduzir o comportamento que apresentou.
Se cometeu ou não os crimes que lhe imputaram, isso a Justiça americana já resolveu. Porém, não devem ter faltado aqueles que desejavam apenas tirar um pouco de sua fortuna. No fim, pesadas somas monetárias resolveram os problemas. Os pedófilos do mundo podem ter pensado:
“Ah, como o dinheiro é doce!”
E é mesmo. Eu já o vi sanar confusões que nem mesmo a morte sanaria. Tudo tem um preço.
Até meados dos anos 80, Jackson era um sujeito bonito, um Black boa pinta, mas depois uma criatura em sofrimento que se mutilava. Nunca vi nada de errado em seu nariz, senão quando foi se deformando.
Lembro-me que, na minha pasta escolar, eu tinha escrito seu nome, lá por volta de 1984, mais ou menos. Um cara da outra sala viu e perguntou:
“Como você tem coragem de gostar de um preto feio desse?”
Uma amiga de minha mãe disse a mesma coisa e na mesma época. Eu não me importava com isso. (Eu não me lembro do que fiz ontem, mas me lembro de coisas passadas há tanto tempo!...)
Não houve jovem que não tivesse dançado Michael na minha época. Éramos bombardeados por sua imagem e música. Não tínhamos escolha. Somente depois, com alguma consciência crítica da realidade, pudemos nos bandear para o ‘rock and roll’ da capital federal e do mundo.
Agora que esse tempo já vai muito longe, nem reconheço mais o que se passou. Fico indiferente a todas as notícias exageradas e superexpostas com o fim de fazer rodar o carrossel da grana para os safados da mídia sem pudor.
É tudo muito vago e esfumaçado, porque aquela pessoa que eu fui quando criança e que gostava de Michael está tão morta quanto ele.
