31 julho 2009

O dia a dia da educação

Em seu blog, Luiz Araújo comenta no seu dia a dia os problemas da educação nacional. Entre as questões abordadas avulta o problemático financiamento da educação pública, que a prefeitura do Rio de Janeiro quer resolver na base da caridade - "Apoie uma escola ou creche" -, com a adoção de escolas e creches municipais por empresas privadas.

http://rluizaraujo.blogspot.com/

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Estimativa de 13 assassinatos diários de jovens de 2006 a 2012 - Paula Laboissière

Adolescente negro tem quase três vezes mais risco de ser assassinado do que branco

O risco de ser assassinado no Brasil é 2,6 vezes maior entre adolescentes negros do que entre brancos. É o que revela estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

A pesquisa também indica que, para adolescentes do sexo masculino, o risco de ser assassinado é 11,9 vezes maior se comparado ao de mulheres na faixa de 12 a 18 anos. O estudo traz apenas comparativos por cor e gênero e não apresenta os índices de mortes entre jovens negros, brancos, do sexo masculino e feminino.

A coordenadora do Programa de Redução da Violência Letal do Observatório de Favelas, Raquel Willadino, traçou um perfil dos adolescentes que mais morrem por homicídio no Brasil: são meninos, negros e moradores de favelas ou de periferias dos centros urbanos. Segundo ela, há ainda forte relação com o tráfico de drogas.

Foz do Iguaçu concentra maior índice de jovens vítimas de assassinato

Dados do Índice de Homicídios na Adolescência mostram que em Foz do Iguaçu, no Paraná, cerca de dez jovens entre mil adolescentes são vítima de assassinato.

A cidade registra o maior índice (9,7) de jovens assassinados em cada grupo de mil adolescentes, considerando a idade entre 12 e 18 anos. O valor é mais de três vezes superior à média nacional.

Em seguida, vêm Governador Valadares, em Minas Gerais, com 8,5, e Cariacica, no Espírito Santo, com 7,3. O estudo avaliou 267 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

A média do Índice de Homicídios na Adolescência é de 2,03 jovens vítimas de assassinato antes de completarem 19 anos. A estimativa é que, de 2006 a 2012, o número de adolescentes assassinados no Brasil ultrapasse 33 mil.

O Observatório de Favelas, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) divulgam o índice desenvolvido no âmbito do Programa de Redução da Violência Letal Contra Adolescentes e Jovens (PRVL)

Maceió é a capital brasileira com maior índice de jovens assassinados

A cidade de Maceió é a capital brasileira com a maior média de adolescentes assassinados, de acordo com dados do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA). Na capital alagoana, 6,03 jovens morrem em cada grupo de mil adolescentes com idade entre 12 e 18 anos. Em seguida, vêm Recife, com 6, e o Rio de Janeiro, com 4,9.

Os índices fazem parte de estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Capitais como Vitória, Belo Horizonte e Porto Velho também estão na lista de cidades que apresentam, segundo o estudo, "níveis consideráveis de vitimização de jovens". Nesses municípios, em torno de quatro adolescentes em cada mil morrem por causa da violência.

A estimativa é de que, apenas no Rio de Janeiro, 3.423 adolescentes sejam assassinados entre 2006 e 2012. As capitais devem concentrar 15.715 das mais de 33 mil mortes estimadas para o período nas cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

Estimativa de 13 assassinatos diários de jovens de 2006 a 2012 causa surpresa, diz subsecretária

Ao comentar os dados de pesquisa divulgada hoje (21) sobre violência contra adolescentes, a subsecretária dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Carmen Oliveira, afirmou que a estimativa de mais de 33 mil assassinatos entre jovens de 12 a 18 anos no período de 2006 a 2012 causou "surpresa".

"Isso significa que teremos 13 mortes diárias por assassinatos de adolescentes. Considerando a preocupação brasileira com a gripe suína, em que cada morte é contabilizada dia a dia, é importante que a sociedade tenha a mesma indignação e preocupação com essas vidas perdidas na adolescência", disse.

Segundo a subsecretária, a SEDH fez esta semana uma espécie de "pactuação" com gestores municipais e estaduais - sobretudo dos municípios com os maiores índices de assassinato na adolescência - para organizar ações conjuntas, diagnósticos locais e enfrentamento integrado do problema. Ela reconheceu a "ineficiência" e a "insuficiência" de políticas públicas, inclusive diante de situações como a evasão escolar. Com isso, lembrou Carmen, o adolescente acaba indo para a rua e encontrando na criminalidade uma fonte de sobrevivência.

Segundo o professor Inácio Cano, membro do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o Brasil é um dos países mais violentos da América Latina, atrás apenas de El Salvador e da Venezuela. "Isso levando em consideração que a América Latina já é uma das regiões mais violentas do mundo."

Ele avaliou que no país há um "problema central"de violência letal. Para Cano, as políticas públicas brasileiras estão voltadas para a violência contra o patrimônio quando deveriam priorizar a violência contra a vida.

"Está na hora de o Brasil mudar suas prioridades", disse, ao ressaltar que a probabilidade de um adolescente brasileiro ser vítima de arma de fogo chega a ser três vezes maior do que a de ser assassinado de outra forma. "A arma de fogo tem que ser sempre foco em qualquer política de prevenção."

Na avaliação do representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Manuel Buvinich, 60% dos ganhos que o país alcançou com a redução da mortalidade entre crianças de até 5 anos "se perdem" diante dos altos índices de assassinato de adolescentes. "Ficamos muito preocupados com o fato de a violência letal começar tão cedo, aos 12 anos."

Sudeste concentra maioria dos municípios com altos Índices de Homicídios na Adolescência

A Região Sudeste do país concentra a maioria dos municípios com altos Índices de Homicídios na Adolescência (IHA). Os locais onde há maior concentração de homicídios entre os jovens a região metropoliatana de Belo Horizonte (MG), com quatro mortes em cada grupo de mil, o entorno de Vitória (ES), com 4,3 mortes, e a região metropolitana do Rio de Janeiro (RJ), com 4,9.

Na Região Norte, o município de Marabá (PA) registra a situação considerada "mais grave" pela pesquisa em termos de vidas perdidas na adolescência, com o IHA de 5,2 mortes em cada grupo de mil. A cidade foi a única da região a registrar média superior a cinco. Macapá (AP) e Porto Velho (RO) ficaram com valores entre três e cinco jovens assassinados.

No Nordeste brasileiro existem "pequenos conglomerados" de municípios com alta incidência de violência contra adolescentes. A cidade de Petrolina (PE) registrou índices acima de três mortes para cada mil, junto a Ilhéus (BA) e João Pessoa (PB).

Na Região Centro-Oeste, Luziânia (GO) apresentou o maior valor em meio aos índices registrados: 5,4 adolescentes assassinados. A maioria dos demais municípios, de acordo com o estudo, possui baixos níveis de IHA. Mesmo em capitais como Goiânia (GO), Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT), a média fica entre um e três.

No Sul, todas as regiões que se destacam por conta dos altos índices e violência contra adolescentes ficam no estado do Paraná: Região Metropoliatana de Curitiba, norte central e oeste paranaense, já próximo à fronteira. O recorde não apenas da região mas de todo o país ficou com a cidade de Foz do Iguaçu, onde 9,7 adolescentes são assassinados em cada grupo de mil.

Os dados constam de estudo divulgado hoje (21) pelo Observatório de Favelas, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Paula Laboissière é repórter da Agência Brasil

Fundação Lauro Campos

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Daniel Dantas, Sarney e Lula. Nada a ver? - Milton Temer

A Operação Satiagraha já havia detectado. O delegado Protógenes já havia tornado público. Agora é o próprio jornalão do Rio, em bem fundada matéria de Liana Melo, quem confirma aos brasileiros que não adianta apenas se precaver contra o que antes se localizava nas falcatruas financeiras. Agora, temos um instrumento de atividade predatória muito mais perigoso, nas mãos do banqueiro Daniel Dantas e sua troupe - a apropriação, por meio da Global Mine Exploration (GME) de nada mais, nada menos do que 2,1 milhões de hectares do subsolo brasileiro, ao longo de 14 Estados da Federação.

Ou seja, a despeito de tudo o que já justificou aceitação de denúncia contra o referido "elemento" (não é assim que a "puliça" se refere aos pés-de-chinelo que metem no xilindró, às vezes sem culpa formada?), ele encontra espaços para se locupletar com as concessões que lhe são doadas e que propiciam a formação de um outro tipo de banco, no qual o capital estrangeiro vai encontrar a brecha para se apropriar do nosso ferro, do nosso manganês, do nosso ouro, do nosso, enfim, metal precioso ou estratégico, cujo alvará de exploração o banqueiro conseguiu obter no espaço entre as prisões pelos crimes financeiros que lhe são imputados.

Não pode, portanto, calar a pergunta: por que meios, esse sempre suspeito de estar cometendo alguma ação atentatória ao bem comum obtém tais privilegiadas concessões? Sim, porque para explorar o subsolo, a Constituição impõe a obtenção de licença do poder público, já que o proprietário do solo não é dono do que existe nas suas profundezas. E o referido "elemento" já tem em mãos, segundo a reportagem, 1381 autorizações do Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão operativo do Ministério de Minas e Energia, sob direção de um dos mais próximos acólitos de Sarney, o pianista Edson Lobão.

Minha tristeza é dupla. A primeira, como cidadão. A segunda, por ver minha lembrança de juventude tisnada pelo episódio em pauta. 1381 era o número-identidade pelo qual respondia chamadas quando aluno do Colégio Militar. Mas, vida que segue, volto ao grão para colocar questões concretas.

Daniel Dantas pode estar amealhando tal poderio sobre nossas riquezas minerais sem que outras autoridades, além do trêfego e desqualificado Edson Lobão, tenham conhecimento? Uma operação de tal grandeza pode estar sendo concretizada à revelia das informações certamente arquivadas na Abin e encaminhadas ao Planalto, sem que isso inspire nenhuma preocupação à Presidência da República? Melhor dizendo, sem que isso inspire qualquer preocupação a Luiz Inácio Lula da Silva?

Se não estiver causando nenhuma preocupação, ninguém poderá impedir a óbvia conclusão: há algo mais do que aviões de carreira nos céus que propiciam tão sólida aliança entre Sarney e Lula. Os nomes e instâncias governamentais envolvidos nesses ramos de negócios do banqueiro Daniel Dantas comprovam que, a despeito do que se passa no âmbito da política parlamentar, alguma coisa de comum, e sólida, existe na relação entre os Presidentes da República e do Senado, sem o que não se explicaria tantas benesses ao suspeito indiciado, denunciado e já condenado banqueiro Daniel Dantas. Há, entre os três, algo em comum, soterrado por milhões de toneladas de solo brasileiro. Vale a pena a atenção de perto sobre o desdobramento das ações do predador.

Milton Temer é jornalista e presidente da Fundação Lauro Campos Outros artigos em:

Fundação Lauro Campos


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16 julho 2009

Não é é pessoal São só Negócios!!

por Celso Lungaretti*  

Ignoro se esta frase foi proferida por algum gangster da vida real ou só pelos das telas. Mas, uma coisa é certa: cai como uma luva para os gangstêres da política oficial.

Faço questão de acrescentar o adjetivo oficial, na esperança de que volte a existir uma política revolucionária, antípoda de tudo isso que se vê em Brasília. Sou um eterno otimista.

O certo é que, quando Vargas mandava seus esbirros encarcerarem Prestes, despachando-lhe a companheira para a morte nos cárceres nazistas, eram só negócios.

E foi também seguindo a ética dos negócios (a qual, todos sabem, inexiste) que Prestes subiu depois aos palanques junto com Vargas.

Não foi por motivos pessoais que Collor informou ao distinto público que Lula produzira uma filha fora do casamento e tentara convencer a amante a abortar o rebento indesejado.

Nem Lula tem qualquer motivo pessoal para aparecer agora abraçado a Collor, só lhe interessando receber o favor político de que carece neste instante.

Há, é claro, exceções, como o grande Monteiro Lobato, que tentou um sem-número de vezes conquistar uma cadeira, pra lá de merecida, na Associação Brasileira de Letras.

Quando estava prestes a lograr seu intento, com os votos de que necessitava já garantidos, alguém lhe soprou que iria sentar-se ao lado de Getúlio Vargas, responsável último pelas sucessivas prisões que Lobato sofrera.

É isto mesmo, Getúlio Vargas. A exemplo de Sarney, outras figuras do poder já foram atrás de glórias literárias, fingindo não perceber que elas só lhes são concedidas por causa do poder, não em decorrência dos textos medíocres que parem a fórceps.

Avaliando o que significaria para um homem de caráter ficar em tal companhia, Lobato retirou de imediato sua candidatura. Outros tempos.

Há muito deixei de dar importância para a política oficial e seus símbolos. Quando fiz a opção revolucionária, nos idos de 1967, foi para valer. E aprendi bem o bê-a-bá do marxismo, meu ponto de partida.

Então, estou careca de saber que não são os Vargas, Sarneys, Lulas e Collors que movem a História, mas sim a constelação de forças que faz deles instrumentos.

Há uma função a ser preenchida e alguém a preenche. Se apenas tirarmos de cena tal pessoa, outra imediatamente lhe tomará o lugar. Se eliminarmos a função, aí sim produziremos uma verdadeira mudança.

Em 1945, Vargas foi induzido a abrir mão da ditadura e afastar-se por algum tempo da política. Não se passaram duas décadas sem que o Brasil resvalasse para outra ditadura, pior ainda.

Adhemar de Barros, Maluf, Collor, Calheiros, Palloci e tantos outros já foram degradados para aplacar a indignação popular, depois voltaram à tona como se nada houvesse acontecido. E a política oficial não ficou menos podre durante seu prazo de expiação.

Apontar o capitalismo como raiz de todos os males saiu de moda. Só que, como eu nunca liguei para modas, continuarei insistindo na necessidade de construirmos uma sociedade nova, ao invés de ficarmos catarticamente esbravejando contra a putrefação da velha.
 
Celso Lungaretti é jornalista e escritor. Outros artigos em:
Celso Lungaretti - Jornal O Rebate  

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14 julho 2009

Tudo é Válido!!! Vale Tudo!!!


Lula eleogiando o Collor e eu que pensei que ja tinha visto tudo....

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11 julho 2009

AGU entrega à Justiça documentos da União sobre Guerrilha do Araguaia -

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Advocacia-Geral da União (AGU) devolveu hoje (10) à Justiça o processo da Guerrilha do Araguaia, ao qual foi acrescentado o relatório do Ministério da Defesa. Com a quebra do sigilo das informações militares relativas a todas as operações realizadas – exigida por parentes de participantes da guerrilha – a União pretende cumprir a sentença judicial que determinou a localização dos restos mortais dos que estiveram envolvidos no conflito.

O processo sobre a indicação de sepultamento, atestado de óbito e exibição de documentos relativos à Guerrilha do Araguaia tramita na Justiça desde 19 de fevereiro de 1982 (Processo nº 82.00.24682-5, no Tribunal Regional Federal – Seção Judiciária do DF). Os autos haviam sido retirados do Tribunal pela AGU, em 12 de março.

Segundo a AGU, o relatório de 200 páginas reúne toda a documentação disponível no âmbito da União sobre as operações militares na guerrilha, como as informações sobre os enfrentamentos armados, as prisões de civis, o recolhimento de corpos e identificação de guerrilheiros. Há também, segundo a AGU, as “averiguações de peritos, o destino dado aos restos mortais encontrados e as informações de transferência de civis, vivos ou mortos, para quaisquer áreas”.

Os autos foram entregues à Justiça por meio da Procuradoria-Regional da União. De acordo com o órgão, o relatório não esgota as responsabilidades da União na busca de informações e localização de ossadas e outras medidas para a identificação de restos mortais dos guerrilheiros desaparecidos.

De acordo com a AGU, o relatório do Ministério da Defesa, juntado ao processo, contém documentos recolhidos por diversos órgãos em diferentes períodos, inclusive a documentação do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI).

As operações de busca por restos mortais de integrantes da guerrilha começaram em 1991, mas só tiveram a participação do governo a partir de 1996. Até agora, apenas duas ossadas tiveram a identidade confirmadas - Maria Lúcia Petit e Bergson Gurjão Farias. Um grupo de trabalho está desde quarta-feira (8) na região do Araguaia para identificar os pontos de busca de ossadas.


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07 julho 2009

Bergson Gurjão Farias - Araguaia


A ossada desenterrada em 1996 no cemitério de Xambioá, na região do Araguaia, no Pará, era do guerrilheiro do PC do B Bergson Gurjão Farias, executado por militares em 1972.

O lado com a identificação ficou pronto há cinco dias e foi encaminhado à Secretaria Especial de Direitos Humanos, que liberou a notícia há pouco.

Publicado no Blog do Noblat em 07/07/09

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04 julho 2009

Fim do Bloqueio à Cuba


Esta semana na Cúpula das Américas o Presidente Obama terá uma oportunidade única de rever a relação dos EUA com Cuba, virando a página em quase meio século de um embargo econômico falido. Líderes latino-americanos, a ONU e até senadores e deputados dos EUA estão questionando o embargo que, por décadas, apenas prejudicou a população cubana. O Obama já anunciou que vai aliviar as restrições de viagem e facilitar o envio de dinheiro, porém é preciso fazer muito mais. Este é o momento certo para fazermos pressão, levando uma mensagem clara para a mídia internacional e os políticos americanos de que é preciso dialogar com o governo cubano e acabar com as políticas falidas do passado. Nossa mensagem será levada a Trinidad e Tobago de uma forma que não poderá ser ignorada: em um gigantesco banner nos mastros de um barco. Assine a petição pedindo o fim do embargo, o número de assinaturas será colocado no barco, chamando a atenção de repórteres e líderes presentes na Cúpula. Clique abaixo para assinar:
Contra o Embargo à Cuba

Quando os EUA colocaram o embargo a Cuba em 1962 a justificativa era forçar a pequena ilha a se tornar democrática e respeitar direitos humanos. Quase meio século depois, este argumento se provou falho mostrando que o único prejudicado com o embargo é o povo cubano que está sendo privado de suprimentos agrícolas, medicamentos, tecnologias novas, informações e idéias. Algumas pessoas argumentam que enquanto o embargo continuar o governo cubano sempre o usará como desculpa pelo atraso ao invés de se responsabilizar pelas suas próprias falhas, se recusando a lidar com questões de liberdade de imprensa, de associação e de oposição. Hoje vemos um sinal de esperança inédito, há realmente chances das relações EUA-Cuba mudarem. Por toda a América Latina, nossos líderes estão pedindo para o Presidente Obama abrir o diálogo com a ilha. Nos EUA, pesquisas recentes revelam que três quartos da população querem uma mudança na política de isolamento, até mesmo grupos conservadores de exilados cubanos nos EUA apóiam a mudança. Agora que o Obama tomou o primeiro passo, é fundamental manifestarmos a opinião da sociedade civil. Se nós nos mantivermos calados o debate poderá ser ganho pelos demagogos que se beneficiam da polarização. Uma manifestação positiva e encorajadora da sociedade civil irá chamar a atenção da mídia, focando o debate na necessidade de uma nova era de relações justas e responsáveis entre Cuba, EUA e toda a América Latina. Assine a petição agora e encaminhe este email para seus amigos, e fique de olho no nosso barco este fim de semana em Trinidad e Tobago!
Pelo Fim do Embargo contra Cuba
Com esperança, Luis, Alice, Paula, Graziela, Ben, Raj, Iain, Ricken, Brett, Paul, Margaret, Pascal, Taren e toda a equipe Avaaz

SOBRE A AVAAZ

Avaaz.org é uma organização independente sem fins lucrativos que visa garantir a representação dos valores da sociedade civil global na política internacional em questões que vão desde o aquecimento global até a guerra no Iraque e direitos humanos. Avaaz não recebe dinheiro de governos ou empresas e é composta por uma equipe global sediada em Londres, Nova York, Paris, Washington DC, Genebra e Rio de Janeiro. Avaaz significa "voz" em várias línguas européias e asiáticas. Telefone: +1 888 922 8229

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03 julho 2009

PSOL em Copacabana - 05/07

O PSOL leva às ruas, nesta sexta-feira (3/7), às 12h30min, na praça Mário Lago (Buraco do Lume) e no domingo (5/7), às 10 horas, em Copacabana (Av. Atlântica, na altura da Santa Clara), uma "maquete participativa" de uma cidade fictícia chamada "Sarneylândia, distrito Renânia", para que o povo possa colocar os nomes dos bairros: nepotismo, ato secreto, oligarquia, governismo, empréstimos facilitados - à escolha de cada um.
Circulará ainda o abaixo-assinado pela instalação de uma CPI para investigar os atos secretos no Senado, o processo contra José Sarney por quebra de decoro parlamentar e seu afastamento da Presidência da Casa.

Leia mais em Brasil de Fato


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Santa Teresa abre suas portas

No próximo fim de semana, dias 4 e 5 de julho, os artistas plásticos de Santa Teresa abrem seus ateliês ao público. É a 19ª edição do "Artes de Portas Abertas", evento já no calendário cultural da cidade. O circuito inclui, além dos ateliês, museus, centros culturais e lojas, um roteiro gastronômico muito especial.
O evento vai além do conhecimento do trabalho dos artistas do bairro - é também a oportunidade de observar a arquitetura e o aconchego de seus prédios.

Esta informação foi postada anteriormente no site do Dep Federeal Chico Alencar - PSOL RJ -

Leia mais em Brasil de Fato

Veja a programação em Chave Mestra


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Para compreender a crise - Chico Alencar

A Crise do capitalismo é o tema do curso promovido pelo jornal Brasil de Fato. A partir da segunda-feira, 13 de julho, haverá uma palestra a cada semana. Leda Paulani (USP), Márcio Pochmann (Ipea), Vito Giannotti (NPC), João Pedro Stédile (MST), Paulo Passarinho (Corecon) e Virgínia Fontes (UFF) são alguns dos palestrantes.

Leia mais em Brasil de Fato

Esta informação foi originalmente publicada no site do Dep Federal - Chico Alencar/PSOL RJ

Leia mais em Chico Alencar - PSOL RJ



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02 julho 2009

"Soledad no Recife" - Uraniano Mota

O Site Vi o Mundo deu a notícia do "Soledad no Recife".
A notícia e trechos inéditos do livro estão em http://urarianoms.blog.uol.com.br/
Blog do Jornalista Uraniano Mota autor do Livro

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Cinco Jacksons Sem O "Número Um" - Pablo Emanuel

Quando Jackson fez muito sucesso no Brasil, eu tinha 10 anos de idade. Eu e muitos outros garotos da minha idade ficamos sobremodo fascinados com aquele estilo de dançar. Daí, até por volta de 1986, a juventude mergulhou no pop americano, que àquela época era personificado pela afinada voz da Black Music que cantava “Ben” nos anos 70.

Algum tempo depois, eu havia descoberto que em casa tínhamos um pequeno compacto com essa canção, que eu não conhecia. Quando escutei, não se parecia com aquele Michael que conhecemos no “Thriller”, cujo clip foi exibido no programa “Fantástico” (lembro-me bem de tê-lo assistido e achado muito assustador [!]).

Muitos que lamentam a morte do exímio dançarino foram os que ontem se escandalizaram e o culparam pelas acusações de pedofilia de que foi alvo fácil. O fato é que ele era uma pessoa com graves distúrbios mentais e autoestima destruída, que um império de dólares não conseguiu curar. Isso não justifica seu possível e nefasto gosto por crianças, mas ajuda muito a conduzir o comportamento que apresentou.

Se cometeu ou não os crimes que lhe imputaram, isso a Justiça americana já resolveu. Porém, não devem ter faltado aqueles que desejavam apenas tirar um pouco de sua fortuna. No fim, pesadas somas monetárias resolveram os problemas. Os pedófilos do mundo podem ter pensado:

“Ah, como o dinheiro é doce!”

E é mesmo. Eu já o vi sanar confusões que nem mesmo a morte sanaria. Tudo tem um preço.

Até meados dos anos 80, Jackson era um sujeito bonito, um Black boa pinta, mas depois uma criatura em sofrimento que se mutilava. Nunca vi nada de errado em seu nariz, senão quando foi se deformando.

Lembro-me que, na minha pasta escolar, eu tinha escrito seu nome, lá por volta de 1984, mais ou menos. Um cara da outra sala viu e perguntou:

“Como você tem coragem de gostar de um preto feio desse?”

Uma amiga de minha mãe disse a mesma coisa e na mesma época. Eu não me importava com isso. (Eu não me lembro do que fiz ontem, mas me lembro de coisas passadas há tanto tempo!...)

Não houve jovem que não tivesse dançado Michael na minha época. Éramos bombardeados por sua imagem e música. Não tínhamos escolha. Somente depois, com alguma consciência crítica da realidade, pudemos nos bandear para o ‘rock and roll’ da capital federal e do mundo.

Agora que esse tempo já vai muito longe, nem reconheço mais o que se passou. Fico indiferente a todas as notícias exageradas e superexpostas com o fim de fazer rodar o carrossel da grana para os safados da mídia sem pudor.

É tudo muito vago e esfumaçado, porque aquela pessoa que eu fui quando criança e que gostava de Michael está tão morta quanto ele.


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Não será em Brasília Que Vai Chegar Nosso Carnaval - Celso Lungaretti

Quando o Carnaval Chegar é a canção mais emblemática do período que vai da derrota da luta armada até a redemocratização do Brasil.

Depois que a imensa superioridade de forças do inimigo condenou ao fracasso a heróica tentativa de saírmos da ditadura pela porta da frente, só nos restou mesmo a longa espera de que ela ruísse em decorrência de suas próprias contradições.

Houve, claro, momentos fulgurantes como o do repúdio ao bárbaro assassinato de Vladimir Herzog em 1975, mas todos sabíamos que uma missa não expeliria os militares do poder que exerciam como usurpadores e déspotas.

E existia a resistência cotidiana aos abusos e atrocidades, cujo símbolo mais marcante foram D. Paulo Evaristo Arns e sua abnegada equipe, o embrião do Tortura Nunca Mais.

Mas, não estava em nossas mãos darmos um fim à ditadura. Sentíamos-nos exatamente como Chico Buarque descreveu: "Quem me vê sempre parado, distante, garante que eu não sei sambar/ Tô me guardando pra quando o carnaval chegar".

Lá por meados da década de 1970, quando terminou o último dos quatro julgamentos a que fui submetido em auditorias militares, eu tive de fazer minha opção: permanecer ou não no Brasil?

Ao sair das prisões militares, ainda sob o impacto de tudo que sofrera nos porões, decidi embarcar tão-logo pudesse fazê-lo legalmente, já que não tinha como montar um esquema de fuga minimamente confiável.

Mas, aos poucos, foram-me voltando os sonhos, as elocubrações sobre o que faríamos quando, findo o pesadelo, pudéssemos finalmente reconstruir este país. "Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar / Tô me guardando pra quando o carnaval chegar".

Muito mais do que quando militava na VPR, tinha a noção exata do que precisava ser feito para o Brasil voltar a ser, pelo menos, uma nação civilizada. Nos bares, nosso refúgio, eu e os amigos discutíamos ponto por ponto as medidas a serem tomadas no glorioso day after.

Era nosso lenitivo para continuarmos engolindo os sapos de cada dia. "E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar / Tô me guardando pra quando o carnaval chegar".

Mas, a classe política frustrou nossas esperanças e destruiu nossos sonhos. Com a ditadura já agonizante, manobrou para que fosse rejeitada a Emenda Dante de Oliveira, que restituiria o poder a quem de direito, os cidadãos eleitores deste país.

E o maquiavélico Tancredo Neves pôde, triunfalmente, anunciar que chegara "a hora dos profissionais". O candidato da ditadura, Paulo Maluf, não seria detonado pelo povo nas urnas, mas sim por umas poucas centenas de parlamentares no Colégio Eleitoral que se constituía num símbolo gritante da exclusão do povo na tomada das grandes decisões nacionais.

Pior: Maluf seria derrotado graças aos votos de congressistas que, como ratos, abandonaram o navio da ditadura que já fazia água, para assegurarem a manutenção dos seus privilégios na Nova República.

A indústria cultural, com a Rede Globo à frente, conseguiu vender a ilusão de que tanto dava a diretas-já quanto a vitória no espúrio Colégio Eleitoral. A longa agonia pública de Tancredo Neves era a peça que faltava no quebra-cabeças. A pieguice obnubilou as consciências. Os maus venceram, como quase sempre.

E tocada, entre outros, pelos que haviam sido sustentáculos da ditadura, a redemocratização ficou pela metade, como convinha à burguesia, que antes exercia o poder por meio dos fardados, depois passou a exercê-lo por meio de civis safados.

Nem sequer foram punidos os assassinos seriais da ditadura. Nem sequer foram devolvidos os corpos de companheiros martirizados. "Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar". E não adiantou esperar o carnaval, pois ele não chegou.

Gato escaldado, nunca mais acreditei que a redenção dos males brasileiros pudesse provir das tempestades em copo d'água da política oficial. Sabia/sei que a chegada do carnaval não depende da desgraça momentânea do Collor, dos anões do orçamento, dos mensaleiros, do Severino, do Renan, do Daniel Dantas ou, agora, do Sarney.

Esses senhores nunca determinaram os acontecimentos, apenas cumprem/cumpriram determinadas funções dentro do sistema de exercício e sustentação do poder burguês. Então, enquanto as funções em si não forem extintas, suas agruras só servirão para jogar poeira colorida nos olhos do povo.

Trata-se apenas de um sacrifício ritual para servir como catarse aos "de fora". Cada vez que um desses espantalhos tomba, a indústria cultural cria a ilusão de que a justiça foi feita e as instituições funcionam. Mas, saem uns, entram imediatamente outros e a podridão continua a mesma.

Há quem me cobre engajamento na caça à bruxa da vez. Negativo. Prefiro gastar minhas energias preparando o carnaval, que só chegará quando os cidadãos assumirem a iniciativa de, eles próprios, colocá-lo nas ruas, sem se deixarem iludir pelo jogo-de-cena brasiliense.

Celso Lungaretti é jornalista e escritor. Outros artigos em:

Celso Lungaretti - Jornal O Rebate

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