31 agosto 2009

Marcha - Poema de Pedro Tierra escrito em 1979

Pedro Tierra (Hamilton Pereira da Silva), poeta, ex-preso político

Venho da pátria dos tormentos.
Venho de um tempo de crimes.
Venho das chagas que a noite
lavrou na carne dos homens.

Não pedirei perdão
à corte dos meus carrascos
pelo grito de rebeldia
arrancado do meu sangue,
pelo sonho,
pelo sonho,
pelas armas,
pela marcha do meu povo
contra os muros!

Como se desata o cereal da terra,
levanto meu corpo de trigo
do corpo estendido de Orocílio Martins
sementeira de fúrias e esperanças –,
sangrando nas ruas rebeladas de Minas.

Liberto meu canto de pássaro
da voz impossível dos mortos:
luz acesa no porão da treva,
memória enterrada do povo.

E canto pela boca destroçada
do Comandante Carlos Marighella
dez séculos depois do silêncio;
pela garganta emudecida
de Mário Alves,
grito eterno que anda;

pelos olhos vazados
de Bacuri,
estrelas sangrando na memória;

pelas cabeças cortadas
no vale do Araguaia,
terra de rebelião;

pelo peito metralhado
do Capitão Carlos Lamarca,
granito de sonho enterrado
entre as pedras do sertão;

pelo corpo mutilado
de Manoel Raimundo Soares,
nas águas do Rio Guaíba,
sangue dos ventos do sul;

pelas mãos atadas de Alexandre,
arados de terra livre;
pelo sangue derramado
de Aurora Maria do Nascimento,
promessa de amanhecer.

E me faço boca
de todas as bocas
assassinadas,
canto de todos os cantos
aprisionados,
sonho de todos os sonhos
submergidos
pela mão armada
dos carrascos do meu povo.

Hoje, o Poder se absolve dos seus crimes.
Mantém à sombra dos seus muros
os açoites e as vergastas.
Recolhe sob a manga verde-oliva
as mãos ensangüentadas dos verdugos
e espera...

E as mães aflitas do povo
tecem nos cegos teares da dor
um espesso tecido de agulhas infinitas:

quem responderá pela morte
dos meus filhos?

Quem responderá pelos torturados
até a loucura?

Quem assassinou a esperança
de Frei Tito?

Quem prestará contas ao meu coração
pelo destino dos devorados?

Pelas vidas, pelos sonhos
que a Noite transformou em cruzes?

Hoje, o Poder se absolve dos seus crimes.
Recolhe sob a manga verde-oliva
as mãos ensangüentadas dos verdugos
e espera...

Do ventre fecundo
das filhas do povo,
das cinzas dos ranchos,
da terra queimada,
das marchas, das greves,
das ruas feridas
nascerão seus julgadores!

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29 agosto 2009

Anistia – 30 anos - Frei Beto

Várias manifestações programadas para o dia 22 comemoraram (fazer memória) os 30 anos da Lei de Anistia. A lei 6.683 foi decretada e sancionada pelo general João Figueiredo, então presidente da República, a 28 de agosto de 1979. Teve por objetivo atender, prioritariamente, aos interesses das Forças Armadas.
 
Peça de aberração jurídica, a lei diz, em seu primeiro artigo, que "é concedida anistia a todos quantos (...) cometeram crimes políticos ou conexos com estes". No parágrafo 1º afirma-se: "Consideram-se conexos (...) os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política".
 
O adjetivo "conexo" é o guarda-chuva sob o qual se abrigam todos aqueles que, em nome da lei e acobertados pelo governo militar, torturaram, assassinaram e deram sumiço nos corpos de suas vítimas. Ora, como se pode anistiar quem jamais foi considerado culpado ou condenado? Anistia significa perdão. Perdoa-se a quem cometeu uma falta ou pecado. Se jamais os algozes assumiram os hediondos atos praticados por eles, por que beneficiá-los com a anistia?
 
Anistia, em sua etimologia, procede da mesma raiz latina de amnésia, perda da memória, esquecimento. É humanamente possível pedir a todos nós, que padecemos nas salas de tortura e nos cárceres, esquecer os sofrimentos? Pode-se esperar que a família de Frei Tito ou de Vladimir Herzog esqueça do ente querido assassinado pela ditadura? É justo nutrir a expectativa de que a mãe de Heleny Guariba ou os filhos de José Porfírio esqueçam que eles desapareceram? Onde estão seus corpos? Por que não entregá-los às famílias para sepultamento condigno?
 
O "conexo" encerra o reconhecimento, por parte da ditadura, de que seus agentes "cometeram crimes". Se os "subversivos" foram duramente castigados pelos "crimes" cometidos, por que os crimes "conexos" praticados em nome do Estado devem permanecer impunes? Não se trata de revanchismo, e sim de justiça. O papel do Estado é preservar a integridade física e a vida de todos os cidadãos e cidadãs. Se ele, que tem o monopólio da violência, a pratica de forma arbitrária, perde a sua legitimidade e mina os princípios elementares do Direito.
 
A tortura não é um crime comum, é um crime de lesa-humanidade, imprescritível. Como disse Sartre, a tortura não é desumana, é humana. Nenhum animal submete outro à tortura. Os animais se eliminam na cadeia predatória. Só o ser humano comete a atrocidade de fazer o semelhante conflitar-se entre a dor e os princípios que abraçou.
 
A anistia, embora seja uma vitória parcial, não foi "ampla, geral e irrestrita", como queriam as vítimas da ditadura. Reza o parágrafo 2 do artigo 1º: "Excetuam-se dos benefícios da anistia os que foram condenados pela prática de crimes de terrorismo, assalto, seqüestro e atentado pessoal". Tudo isso foi praticado pelos agentes da repressão.
 
As vítimas de ontem são os vitoriosos de hoje. Elas não se envergonham de mostrar a cara e manter viva a memória nacional, ao contrário dos torturadores que trafegam pelas sombras e insistem em negar o que fizeram.
 
O Brasil redemocratizou-se, embora setores de nossas Forças Armadas e do poder judiciário ainda não tenham se dado conta disso. Por isso, mantêm arquivos secretos, recusam-se a apontar o destino dos desaparecidos e devolver seus restos mortais às suas famílias. E, por vezes, ressuscitam a censura à imprensa para defender interesses escusos de políticos oligarcas.
 
Para que a ditadura não se repita no Brasil – e Honduras demonstra que nem sempre o passado passou – é preciso que as novas gerações saibam o que aqui ocorreu entre 1964 e 1985. Daí a importância do Memorial da Resistência em São Paulo, instalado no mesmo prédio que abrigou, entre 1940 e 1983, o DOPS – órgão de repressão política. Ali, até 18 de outubro, há uma exposição do que significou a resistência ao regime militar. E os interessados podem consultar banco de dados, fotos, objetos, dossiês e prontuários encontrados nos arquivos da polícia política.
 
É preciso lembrar: segundo a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, a ditadura brasileira produziu 474 mortos e desaparecidos; 4.877 políticos tiveram seus mandatos cassados; 10 mil pessoas foram exiladas; cerca de 20 mil condenadas por auditorias militares.
 
Livros como "Brasil: nunca mais" e "Direito à memória e à verdade" retratam a verdadeira face da ditadura. À memória e à verdade falta acrescer a justiça, para que anistia não seja um termo conexo à amnésia.
 
Frei Betto é escritor, autor de "Cartas de Prisão" (Agir), entre outros livros. Artigo publicado originalmente no site

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27 agosto 2009

Anistia 30 Anos


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Grande Mídia e a Criminalização da Pobreza - Gizele Martins

"Em meio ao subdesenvolvimento e consequentemente às diferenças sociais vividas pela maioria da população brasileira e mundial, nos deparamos com uma sociedade que só enxerga e trata o outro de forma excludente. O que não é por acaso. Segundo a sociedade capitalista, imperialista, é preciso que uns tenham mais acesso, oportunidades e direitos do que outros. Isso significa, em termos práticos, que muito poucos – se considerarmos a proporção de ricos e pobres no mundo – serão aqueles que terão acesso irrestrito a bens e serviços. E é exatamente este restrito grupo que comandará as coisas, como acontece desde a fundação do capitalismo no mundo.
 
leia o artigo na integra   http://ocidadaonline.blogspot.com/

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20 agosto 2009

Lançamento Livro "Soledad no Recife" - Rio de Janeiro


Lançamento do Livro do Jornalista Uraniano Mota "Soledad no Recife" no Rio de Janeiro

Arquivo Nacional - Praça da República, 173, Centro
Sábado 22.08, às 10 da manhã.






"O livro ‘Soledad no Recife’ percorre as veredas dos testemunhos e das confissões ao reviver a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e a traição que culminou em sua tortura e assassinato pela ditadura militar. Delatada pelo próprio companheiro Daniel, conhecido depois como Cabo Anselmo, Soledad morre com um grupo de candidatos a guerrilheiros, na capital pernambucana, pelas mãos da equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury. O episódio ficou conhecido como 'O massacre da chácara São Bento' e revelou-se mais um extermínio do que um confronto armado. Nesta obra, Urariano Mota resgata os vestígios da traição arquitetada contra Soledad e contra o país naqueles tempos."

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Após 16 anos, Record compra documentário "Muito Além do Cidadão Kane"

Como parte dos esforços para atacar a Globo, a Record fez uma aquisição poderosa: comprou o documentário "Muito Além do Cidadão Kane" ("Beyond Citizen Kane"). A emissora fechou o negócio nesta semana, mas já havia tentado adquirir os direitos de exibição para TV brasileira nos anos 90. Segundo apurou a Folha Online, o material saiu por menos de US$ 20 mil para a emissora do bispo Edir Macedo

leia na integra a    Reportagem de DIÓGENES MUNIZ - editor de Multimídia da Folha Online

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Globo X Record; precisamos de uma CPI da mídia - Altamiro Borges

A “guerra nada santa” travada entre as TVs Globo e Record comprova que existe algo de muito podre no reino dos poderosos e impenetráveis impérios midiáticos do país. Os barões da mídia, por razões políticas e na busca por audiências sensacionalistas, adoram impor a instalação de Comissões Parlamentares de Inquéritos. A “presunção de culpa” se sobrepõe à “presunção da inocência”, inscrita na Constituição, e reputações são jogadas na lata de lixo da noite para o dia. A agenda política fica contaminada pelo denuncismo vazio, que rende pontos no Ibope e novos anunciantes, e que ofusca o debate sobre os problemas estruturais da democracia brasileira.

leia na integra

Blog de Altamiro Borges

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17 agosto 2009

Médici e Nixon planejaram derrubar Allende e Fidel - Bernardo Joffily

O presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon (1913-1994) e o general de turno na ditadura brasileira, Emílio Garrastazu Médici (1905-1985) conspiraram juntos na Casa Branca em dezembro de 1971 pela derrubada do socialismo em Cuba e no Chile de Allende. O relato do encontro está num arquivo secreto da Casa Branca agora desclassificado. O comportamento de Garrastazu adapta-se perfeitamente ao qualificativo: capacho do imperialismo americano.
Publicado no Portal Vermelho - PC do B


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08 agosto 2009

Bancos: Quem são os ladrões? Os que os assaltam ou os que os fundam? - Milton Temer

A notícia é de 24 de julho. Relatório da ONU tornava público um dado estarrecedor. Por conta da intervenção dos governos das principais potências capitalistas, visando cobrir os rombos que o sistema financeiro mundial gerara por sua própria ação criminosa na busca insaciável do lucro especulativo, os banqueiros de todo o mundo teriam recebido, em um ano, quase vinte vezes mais do que os países pobres nos últimos 50 anos. Isso mesmo; US$ 18 trilhões originados dos tributos dos cidadãos foram desviados para o bolso da grande agiotagem capitalista, em apenas um ano. Enquanto aos países pobres, espoliados em suas riquezas naturais; rapinados por juros extorsivos provenientes de dívidas ilegalmente produzidas; expropriados de seus parcos parques de empresas públicas estratégicas por conta da década da privatização "modernizadora" imposta pelo Consenso de Washington, eram destinados míseros US$ 2 trilhões, ao longo dos últimos 50 anos. Quantia, certamente muito inferior ao que lhes foi surrupiado com a anuência de "elites" políticas e econômicas, subalternas e corrompidas.

Pois bem; mal o escandaloso paradoxo começava a esfriar nas manchetes, outra pérola do caráter essencialmente predatório do capitalismo vem a público. Ao longo da crise que teria justificado a intervenção estatal promotora da transferência da montanha de recursos públicos para as mãos da bandidagem financeira, os principais porta-vozes do "mercado" globalizado - o New York Times e o Wall Street Journal - anunciam em manchete na abertura de agosto que os grandes bancos pagaram bônus de bilhões de dólares a corretores e banqueiros, em meio à crise de Wall Street. Ou seja, enquanto mamavam nas tetas de seus Tesouros, para compensar o que teriam perdido nas especulações criminosas a que se entregaram, essas verdadeiras entidades do crime organizado premiaram cerca de cinco mil executivos com comissões mínimas de US$ 1 milhão, segundo manchetes do NYT.

O WS Journal chega a detalhes na denúncia da bandalheira organizada por nove das maiores entre elas; todas bem conhecidas nossas, pela deferência e respeito com que os governos FHC e Lula, acompanhados dos colunistas chapas-brancas dos principais jornalões de nossas plagas, sempre as trataram. Para não cansar nossos leitores com cifras em excesso, vamos reproduzir os dados sobre apenas três mais expressivas.

Começamos pelo mais "modesto", o Citigroup: 124 de seus executivos receberam mais de US$ 3 milhões. 176 receberam mais de US$ 2 milhões e 738 "infelizes" se viram limitados a US$ 1 milhão. Vem depois o JP Morgan Chase. 200 receberam mais de US$ 3 milhões e 1626 receberam entre US$ 1 e 3 milhões. Por fim, apenas para citar os três mais, vem o indefectível dos noticiários diários, o Goldman Sachs. Nele, 212 receberam mais de US$ 3 milhões; 189 receberam mais de US$ 2 milhões e 428 "prejudicados" tiveram que se contentar com parcos US$ 1 milhão, por um ano de "assassinato financeiro".

É bom que isto tenha vindo a público, para que se compreenda o quanto de absolutamente condenável existiu nas medidas capitaneadas pelos governos Obama e Gordon Brown na "superação da crise". O quanto terá sido contrabandeado para os bolsos dos banqueiros mais representativos do sistema a partir do que foi roubado das necessidades de saúde, educação, transportes e infra-estrutura públicas em todo o mundo. É bom que isto tenha vindo a público, para comprovar quão abastardado está o governo Lula, a partir do ôba-ôba que produziu por conta dos US$ 10 bilhões que o Brasil teria "emprestado" ao famigerado FMI.

02/08/2009



Milton Temer é jornalista e presidente da Fundação Lauro Campos Outros artigos em:

Fundação Lauro Campos

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07 agosto 2009

Cartazetes Cubanos


"CARTAZES CUBANOS, UM OLHAR SOBRE O CINEMA MUNDIAL" traz ao Brasil uma seleção de 80 cartazes produzidos da década de 1960 até o início dos anos 90 pelo ICAIC - Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica



Utilizando a serigrafia como técnica de impressão e tendo como principais referências estilísticas a estética dos cartazes poloneses, tchecos e húngaros, o Push Pin Studio de Nova York, a pop art e o design californiano do final dos anos 60, um grupo de artistas gráficos cubanos desenvolveu um trabalho rico em formas, cores e texturas. Suas criações possibilitaram o surgimento de uma escola peculiar de artes gráficas na América Latina.


De 05 de agosto a 13 de setembro, a Caixa Cultural de São Paulo apresenta a exposição que percorre a obra de 12 destes grandes designers, entre os quais Azcuy, Bachs, Dámian, Dimas, Julio Eloy, Niko, Reboiro, Raul Martinez.

Os cartazes retratam, além do cinema cubano pós-revolução, produções de vários países, como as do leste europeu, norte-americanas e brasileiras. Na mostra encontram-se peças gráficas para filmes como os de Glauber Rocha e Julio Bressane. O objetivo da exposição é apresentar ao público um importante período da história cultural de Cuba a partir de 1959 por meio da comunicação visual.


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"O petróleo tem que ser nosso"

O documentário "O petróleo tem que ser nosso" será exibido neste sábado, dia 8 de agosto, às 16 horas, no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (Rua Evaristo da Veiga, 16-170 andar - Centro). A pré-estréia, com lotação mais do que completa, ocorreu na quinta, dia 30, no Cine Odeon, na Cinelândia. Chico é um dos depoentes no filme.

Publicado originalmente no site do Deputado Federal Chico Alencar PSOL RJ


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Duque, suplente do suplente, é o pizzaiolo de Sarney - Chico Alencar

O suplente do suplente de Sérgio Cabral, Paulo Duque, disse que "ficou rouco" de tanto repetir a receita da pizza. O que ele e seus aliados, majoritários no Senado, repetem à exaustão é a fórmula apequenada da política do clientelismo, do patrimonialismo, do curral eleitoral, do empreguismo ("empreguei mais de 5 mil pessoas na vida pública (...) O empreguismo tem que ser elevado"! - disse Duque). Até quando?


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O José que não é comum - Chico Alencar

"O mal de certos políticos não é a falta de persistência:
é a persistência na falta"
(Barão de Itararé)

O José que preside (ainda) o Senado da República não é um José comum: é uma figura pública e, por isso, exposta ao permanente crivo crítico da população. Esmerado escritor, sabe, mais que seu escudeiro Lula, que sua autobiografia, que já está redigindo, só terminará quando acabarem seus dias sobre a Terra. É assim com todos os que se dispõem a mandatos de representação e função de liderança: perdem o sossego da vida exclusivamente privada. Arrumam, voluntariamente, sarna para se coçar.
José Sarney pertence a uma saga de políticos que tem longa história na vida nacional: esses que se firmaram com base na dominação oligárquica, no patrimonialismo, no clientelismo e no empreguismo, inclusive em sua forma familiar, o nepotismo. Portanto, Sarney, símbolo da mistura nefasta entre interesses particulares e públicos, é mais que Sarney. Sarney, como Renan Calheiros, Jader Barbalho, Collor e tantos outros chefes partidários, representa uma forma atrasada de fazer política.
O Brasil foi formado sem cidadania e com muita "estadania". O Poder absolutista e mercantil que nos colonizou definiu uma sociedade subordinada ao Estado, cheio de negócios privados em seu interior. O combate, hoje, é aos políticos-donatários que repetem, no século XXI republicano, o regime de capitanias hereditárias. Os "homens bons", donos de gado e gente, únicos que podiam ser eleitos para as Câmaras Municipais da colônia, seguem ativos, comprando votos, influência e consciências. O acadêmico José Sarney, da ABL, autor de "O Dono do Mar", é tido como dono do Mar...anhão. E, há três mandatos, senador pelo Amapá. O mapa da influência coronelista tem amplas fronteiras.
Não é por falta de aviso que a política no Brasil mantém essas estruturas de voto de cabresto, currais eleitorais, toma-lá-dá-cá e, como conseqüência, corrupção. Aristóteles, bem antes de Cristo, já definia política como a elevada atividade de assegurar o bem de todos, o bem comum, como a finalidade da medicina era prover a saúde de todos os humanos. Em nossas terras, mais que com a sociedade, houve encontro com a "suciedade", isto é, súcia, máfia, quadrilhas de malfeitores voltados para seus próprios benefícios, que usam o Poder Público para locupletar-se à saciedade... Foi assim no Império e é assim na República, velha, nova, novíssima, com as interrupções autoritárias, como a da ditadura mais recente de 1964 a 1985, retrocesso histórico em uma dinâmica democrática lenta e nem sempre substantiva.
E você, eleitor desatento, também é cúmplice desta marcha à ré pública. Com exceções que alinhavam esperança, muitos consideram que "é assim mesmo", que é "bobo" quem não tira vantagem do prestígio que, com lábia, dinheiro e votos, se consegue. Depois o eleitor desinformado reclama, faz que não é com ele. Às vezes esconde, envergonhado, que ajudou a eleger o bandido que agora execra.
Vai passar? Vai. Nada melhor para o continuísmo das formas arcaicas de se fazer política, isto é, politicagem, que o desinteresse da população. Mas depende da boa luta que se trave agora, contra todas as podridões que os escândalos revelam, produzindo, pedagogicamente, uma nova visão, um resgate da boa política. Depende da capacidade da cidadania, ainda em formação, em especial da juventude, de não ceder ao jogo do desencanto, da desilusão, da despolitização.
Agradeço a atenção,
Sala das Sessões, 4 de agosto de 2009.

Chico Alencar
Deputado Federal, PSOL/RJ

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06 agosto 2009

A gripe suína para quem ganha de um salário mínimo pra baixo é refresco - Vito Giannotti (NPC)

Carta Capital, a revista semanal mais útil do Brasil não está em campanha para aumentar a cortina de fumaça dos que se informam pela Veja e pelo JN. Na edição da primeira semana de agosto, colocou, perdida numa página qualquer, uma simples chamadinha de 26 palavras, dentro de uma bola vermelha: “63, é o total de mortes estimadas em decorrência da gripe A no Brasil. O estudo oficial do Ministério da Saúde sairá em 31 de julho”. Acabou. Não há mais uma palavra sobre a famosíssima gripe que faz a alegria de locutores, apresentadores, comentaristas e expert da Rede Globo e suas irmãs e de todos os jornais e revistas da mídia empresarial/patronal/do sistema.

A pergunta a fazer é simples: quantas pessoas morrem por dia no país devido a 50 outros tipos de causas? Quantas morrem por falta de atendimento nos hospitais públicos, SUS, Santas Casas ou qualquer tipo de inferninho onde quem ganha menos de um salário tenta se tratar? Quantas grávidas morrem ou perdem seus filhos enquanto um punhado de madames da Daslu vão fazer lipoaspiração segura nos EUA? Quantas mães só conseguem marcar uma consulta para si ou para seus filhos para dali a três meses?

Quer mais um dado? Na pujante capital do Espírito Santo, Vitória, enquanto grandes empreiteiras faturam os tubos, de janeiro a julho deste ano, já morreram de acidente de trabalho 18 operários da construção civil. Na mesma época, em São Paulo, foram 12 vítimas fatais.

É por isso que para estes 18 capixabas mais os 18 que morrerão até o fim do ano, a gripe suína seria um refresco. Mas, eles não puderam tomar este refresco. Morreram antes. E o JN não noticiou suas mortes trágicas. Nem a Veja. Por isso que Carta Capital só deu 26 palavras para a gripe A.


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‘A Batalha da Mídia’ e ‘A Ditadura da Mídia’ à venda no NPC

Para comprar os livros A Batalha da Mídia, de Denis de Moraes, e A Ditadura da Mídia, de Altamiro Borges, basta entrar em contato com o NPC. Ambos já foram divulgados no nosso Boletim. Mande um e-mail para npiratininga@uol.com.br e boletimnpc@uol.com.br.

Ou ligue para (21)2220-4895 e 2220-5618. Os dois autores estarão autografando os livros no 15º Curso do NPC, que acontecerá de 11 a 15 de novembro, no Rio de Janeiro. Aguarde a programação completa.

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Armazém Memória - Videoteca Virtual Brasil Nunca Mais


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Armazém Memória - Videoteca Virtual Brasil Nunca Mais


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Memórias Reveladas e Acesso à Informação


Vídeo produzido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (SECOM) para o lançamento do Memórias Reveladas - Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985) e do encaminhamento ao Congresso Nacional do Anteprojeto da Lei de Acesso à Informação em 13 de maio de 2009

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05 agosto 2009

O Misterioso Embaixadir dos EUA em Honduras - por Por Jean-Guy Allard, na ABN

Hugo Llorens, o embaixador dos Estados Unidos em Honduras, admitiu ter participado em reuniões onde foram discutidos os planos do golpe antes do seqüestro do Presidente Zelaya. Lorens é um cubano americano emigrado para Miami com a operação CIA-Peter Pan. Especialista em terrorismo, era diretor de Assuntos Andinos do Conselho de Segurança Nacional em Washington, quando aconteceu o golpe de estado contra o presidente Hugo Chávez. Da mesma maneira que Melquiades ‘Mel’ Martínez, máximo representante da extrema direita cubano americana no Congresso dos Estados Unidos, e Eduardo Aguirre, embaixador americano em Madrid do qual foi o conselheiro, Hugo Llorens chegou nos Estados Unidos com 7 anos de idade, na operação CIA Peter Pan que tirou de Cuba mais de 14. 000 crianças.

Semeando o pânico entre os pais ao difundir falsas informações segundo as quais as crianças cubanas serão “internadas na União Soviética”, grupos anticomunistas apoiados pela CIA, organizaram a saída inoportuna da ilha para Miami destes menores de idade. Muitos foram confinados em orfanatos onde eles receberam uma educação drasticamente conservadora e eles terminaram nas redes da extrema direita. Depois de estudos na Universidade de Georgetown – igual a Otto Reich-e na Universidade de Kent no Reino Unido, e de adquirir um mestrado em Estudos de Segurança Nacional no National War College, Hugo Llorens fez uma breve parada na divisão de finanças internacionais no Chase Manhatta Bank antes de passar ao Departamento de Estado em 1981.

Nos primeiros anos de atividade diplomática residiu, numa primeira vez em Honduras, como consultor econômico. Depois, passou por La Paz, Bolívia com o mesmo cargo. Foi adido comercial no Paraguai do ditador Stroesner e logo apareceu em San Salvador com o ttítulo de coordenador de narcóticos, outra das suas especialidades. Em um salto inesperado para outra parte do mundo, o multifacetado Llorens foi para as Filipinas como um simples funcionário consular. As suas atividades oficiais lhe deixaram tempo para se dedicar a tarefas paralelas: suas notas biográficas, surpresa, indicam que ele fala o tagalo, o idioma filipino. Voltando ao continente americano, Llorens foi durante três anos cônsul geral dos Estados Unidos em Vancouver, Canadá, e lá se consagrou, criando uma estação chamada “multi-agências”, que consegue a abertura, no próprio consulado de escritórios do FBI, do Escritório de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo e dp do Serviço de Alfândegas dos Estados Unidos. Sem se esquecer do Serviço Secreto e de Segurança do Departamento de Estado. Tudo isso em nome da luta contra o terrorismo internacional.

Junto com Elliot Abrams e Otto Reich

A Casa Branca de George W. Bush colocou, em 2002, o astuto Llorens como Diretor de assuntos andinos do conselho Nacional de Segurança em Washington, D.C., transformando-o no principal conselheiro do Presidente estadunidense sobre a Venezuela . Em 2002, houve a tentativa frustrada de golpe de Estado contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, justamente no momento em que Llorens se encontrava sob as ordens de Otto reich, Subsecretário de Estado para Assuntos hemisféricos, e do muito controverso Elliot Abrams. Otto Reich, também cubano americano, anti-castrista por excelência e principal protetor do terrorista Orlando Bosch, tinha sido embaixador dos EUA na Venezuela, de 1986 às 1989, e pretendia “conhecer o terreno.” Do Departamento de Estado, Reich deu apoio imediato ao Michiletti venezuelano, Pedro “O Breve “ Carmona, e a os militares golpistas. Otto Reich, integrante do círculo dos ex-falcões depenados da Casa Branca, continua um dos mais influentes da fauna mafiosa de Miami. O nome dele circula hoje entre os possíveis conspiradores que levaram ao desastre a gangue de Tegucigalpa.

A Administração Bush colocou Llorens como ministro conselheiro em Argentina, aproximadamente por três anos, de agosto de 2003 até julho de 2006. De 2006 a 2008, Llorens se encontrou também com o cubano americano Eduardo Aguirre, o embaixador americano em Madrid, fanático de direita que protegeu o terrorista internacional Luis Posada Crarriiles na sua chegada ilegal nos Estados Unidos e que recruta nos círculos falangistas de Madrid. Llorens e Aguirre se dedicam a estimular e subsidiar as campanhas de calúnia contra Cuba nos círculos anticubanos de Miami remunerados com o dinheiro do National Endowment For Democracy e outros “institutos” estadunidenses que mantêm na Espanha, através de intermediários, atividades contra a Ilha.

Em julho dos 2008, Llorens foi nomeado embaixador em Honduras em substituição de Charles “ Charlie” a Ford, que teve a não muito agradável tarefa de propor a Bush a sugestão de Posada Carriles fosse morar em Honduras. “Charlies” Fiorde fez essa proposta a Manuel Zelaya assim que ele assumiu a presidência de Honduras. Zelaya respondeu que não energicamente, e “ Charlie” teve que informar a seus chefes que eles teriam que viver com essa batata quente.

Em setembro de 2008, já se falava em golpe

A chegada de Llorens em Tegucigalpa não foi feita sem incidente. No dia 12 de setembro de 2008, o pesidente Zelaya evocando o fato de que a Bolívia tinha expulsado há pouco o representante americano por suas atividades de ingerência, recusou receber as credencias do novo embaixador como expressão de solidariedade. Oito dias depois, Zelaya recebeu Llorens e expressou a intranqüilidade de seu país “com o que acontece ao país mais pobre na América do Sul”. Chamou a atenção o que aconteceu nesses dias. No dia 22 de setembro, enquanto manifestava o “mal estar” de Zelaya, o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas de Honduras, general Romeo Vásquez, este mesmo golpista que hoje sustenta Micheletti, declarou à imprensa local que “existe, pessoas interessadas em depor o presidente Manuel Zelaya.” Comenta o fascista militar que o mandatário “enfrenta críticas pelos acordos realizados com a Venezuela, Bolívia e Nicarágua” e que ‘eles nos procuraram para tirá-lo do Governo.” “Mas nós somos uma instituição séria e respeitosa, respeitamos o Presidente como nosso comandante geral e nos subordinamos à lei ”,afirmou com a maior seriedade de quem ordena agora as suas tropas atirar contra o povo.

No último 22 de junho, o jornal A Prensa revelou que na noite anterior havia tido uma reunião entre os políticos influentes do pais, chefes militares e o embaixador Llorens, sob o aparente propósito de ‘procurar uma saída à crise’. O da consulta popular promovida por Zelaya. O New York Times confirmou logo que o Secretário de Estado Adjunto para assuntos do Hemisfério Ocidental, Thomas A. Shanon, como também o embaixador Llorens, tinham “falado” com altos oficiais das forças armadas e com líderes da oposição em “como derrubar ao Presidente Zelaya, como o prender e qual autoridade poderia fazer isto.” Hugo Llorens abandonou Cuba com a operação CIA-PeterPan em de abril de 1962 para hospedarse na casa de um tio de nome Tabio. Reside hoje em Miami.

Tradução: Daniel Alvarez

Postado originalmente por acjmsc.blogspot.com


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04 agosto 2009

O alvo não é Simon. Somos nós - Congresso em Foco - Bezerra Couto

A história no Brasil se faz muitas vezes de forma patética. Foi o que aconteceu ontem, o fatídico 3 de agosto em que o Congresso voltou das férias. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) subiu à tribuna para pedir o que a mim e a todas pessoas que conheço parece óbvio: que Sarney precisa deixar a presidência do Senado, não tem a menor condição de conduzir o cargo por mais, vejam só quanto lhe resta de mandato, um ano e meio!
Foi o que o Simon disse, e dizia com educação, adornando as palavras com gentilezas. Ressaltou a biografia de Sarney. “Uma brilhante trajetória, não tem outra igual”, incensou. E deu o recado: “O presidente Sarney deveria entender que a renúncia dele à presidência seria um grande ato”.Ocorre que a tropa pró-Sarney havia se preparado para o combate. E saiu a campo com fúria.

O artigo completo está no site Congresso em Foco. Clique aqui

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

1. Não existe nenhum ato secreto do Senado envolvendo o nome do senador Pedro Simon (PMDB-RS).

2. A única referência a Pedro Simon que consta da lista mencionada pelo jornal “O Estado de São Paulo” é sua indicação, pela Presidência do Senado, para composição da Comissão encarregada das comemorações dos 180 anos da instituição.

3. O ato referente a essa indicação foi publicado no Boletim Administrativo do Pessoal, de 14 de dezembro de 2005. E, também, no Diário do Senado Federal, de 24 de janeiro de 2006.

4. Portanto, não existe nenhuma ação que desabone, de alguma forma, a conduta ética sempre observada pelo senador Pedro Simon na vida pública.


Assessoria de imprensa Senador Pedro Simon

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Simon ignora ameaças do PMDB e defende afastamento de Sarney

Fonte : Portal Bol

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ignorou as ameaças do PMDB e defendeu nesta segunda-feira o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Mesmo depois de nota divulgada pela cúpula do partido que condena os integrantes do PMDB que apostam em "acusações vazias" contra Sarney, Simon subiu à tribuna do Senado para pedir que o presidente do Senado deixe o cargo.

"O senador Sarney hoje deveria entender que a renúncia dele da presidência é um grande ato. Se o presidente Sarney houver por bem renunciar à presidência, tendo em vista a situação que se encontra o Senado Federal, é um grande gesto dele. É um gesto que somará na sua biografia porque o ambiente é tão imprevisível nas suas consequências negativas que essa ação será um ato que terá interpretação altamente positiva da sociedade brasileira", disse Simon.

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O peemedebista criticou o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), que teria aconselhado Sarney a permanecer no cargo. "O senador Renan quando presidente, com dois pedidos de afastamento, renunciou à presidência. Agora recomenda o contrário ao presidente Sarney", afirmou.

Simon ocupou nesta segunda-feira a tribuna do Senado para defender publicamente o afastamento de Sarney. No momento do discurso, o presidente da Casa já havia deixado o plenário. Sarney presidiu a sessão plenária nesta tarde por cerca de uma hora, mas deixou o local antes dos seus adversários iniciarem discursos defendendo o seu afastamento do cargo.

Simon ainda criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter recuado na sua defesa pública a Sarney.

Ameaça

Simon reagiu à nota divulgada pelo PMDB que ameaça os integrantes do partido contrários a Sarney. O senador disse estar disposto a deixar o PMDB somente se for expulso pelo partido.

"Eu não vou renunciar ao meu partido. Eles que peçam a minha expulsão. A nota fala no Sarney, não na história do PMDB. Um presidente licenciado do partido [Michel Temer] é que assinou a nota. Ele que reúna o partido e faça o que tem que ser feito", afirmou.

Em nota publicada no site da legenda e assinada também pela presidente em exercício, Íris de Araújo (GO), Temer afirmou que os dissidentes podem deixar a legenda "o quanto antes" e que não correrão risco de perderem o mandato. A nota não cita nomes, mas é um recado para os senadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon.

No final de fevereiro, Jarbas denunciou a existência de corrupção dentro do PMDB ao afirmar, em entrevista à revista "Veja", que "boa parte do partido quer mesmo é corrupção". Na época, ele também classificou como um "completo retrocesso" a escolha de Sarney para presidir o Senado.

Já Simon, subiu à tribuna do Senado no fim de junho para defender o afastamento de Sarney e disse que a situação do presidente da Casa era insustentável.

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Pedro Simon - Junho/2009


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01 agosto 2009

Escandalo do Senado

O país assiste estarrecido a mais um escândalo. Agora é o Senado Federal que tem sido palco de maracutaias, atos secretos, apadrinhamento político e todo tipo de desvios e malversação do dinheiro público.

Este escândalo acontece em meio à maior crise econômica das últimas décadas, quando a população está apreensiva quanto ao futuro, às suas condições de trabalho e renda e milhões vivem sob a triste realidade do desemprego.

Defendemos a mais ampla e completa investigação sobre a máfia que tomou conta do Senado. Todos os atos secretos, contratos, nomeações secretas de parentes, terceirizações e outros negócios escusos praticados naquela Casa nos últimos anos precisam ser rigorosamente apurados e os responsáveis punidos.

CPI Já e Fora Sarney!

www.apoiopopular.org

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Sarney e a Censura

Sarney que apoiou o golpe militar, fez parte do convívio íntimo dos ditadores de plantão e votou contra as diretas, parece estar com saudades daqueles sombrios e lamentáveis tempos

O Ex-consultor jurídico do Senado e atual desembargador, Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, é do convívio social da família Sarney e do ex-diretor-geral Agaciel Maia. Foi um dos convidados presentes ao casamento da filha de Agaciel, em 10 de junho

O desembargador (TJDFT), proibiu o jornal O Estado de S. Paulo e o portal Estadão de publicar reportagens que contenham informações sobre a investigação contra Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney

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