Em pronunciamento na Câmara dos Deputados
A 1ª Vara da Infância da cidade do Rio de Janeiro determinou que a prefeitura da capital destine R$ 2,2 bilhões para a Educação. Esse recurso corresponde às verbas que deixaram de ser aplicadas no setor desde 1999. A decisão teve origem numa ação civil pública movida pelo Ministério Público, tendo como base a representação feita em 2004 pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ) e pelo professor da Universidade Federal Fluminense, Nicholas Davies.
Além do ressarcimento, a sentença determina que a prefeitura não pode deixar de aplicar os 25% em educação, além de proibir que faça a inserção dos ganhos com o Fundeb nestes valores. Além disso, alerta que a dívida ativa, os juros de mora e multas de impostos devem ser sujeitas à incidência do percentual de 25%.
A educação no município do Rio vem sofrendo uma sangria dos recursos destinados para a área, piorando, com isso, os serviços oferecidos aos alunos. Além da carência de recursos, o setor também se enfraquece com a política de terceirização implementada pela Secretaria Municipal de Educação, privilegiando ONGs e instituições privadas, ao invés de aplicar as verbas em sua totalidade diretamente nas escolas e em seus profissionais.
Esperamos que essa decisão judicial reforce a luta da sociedade para finalmente colocar a Educação como prioridade. Então, cumpra-se!
Sala das Sessões, 17 de novembro de 2010.

























O conteúdo deste artigo é de responsabilidade de seu autor ou de quem o publicou e não expressa necessariamente a visão ou opinião dos demais colaboradores do blog.
Os Comentários serão sempre publicados, independente da opinião do leitor em relação ao texto, exceto aqueles que contenham palavras ofensivas, agressivas ou injuriosas.
Para outros assuntos, críticas, sugestões ou questionamentos envie email para: ousarlutar@globo.com
Obrigado por sua participação e volte sempre!!