28 fevereiro 2010

Estado deve criar grupo para identificar ossadas de desaparecidos , defende procurador

O Estado precisa ter um grupo permanente de trabalho – e com tecnologia - para identificar ossadas de desaparecidos políticos, defende o procurador da República Marlon Weichert. Ele é o responsável pela ação civil pública que pediu que a União Federal, por meio da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, e o estado de São Paulo, por intermédio do Instituto Médico Legal, examinem as ossadas de desaparecidos políticos encontradas no Cemitério de Perus, em 1990, e que atualmente se encontram no Cemitério do Araçá, em São Paulo.

O procurador disse que setores do Ministério Público Federal defendem que a União crie um grupo permanente de trabalho, que seja capacitado para realizar a identificação de corpos de desaparecidos durante a ditadura militar e até mesmo de vítimas de qualquer outro tipo de violência. A ideia é que isso possa ocorrer em todo o território nacional e não somente com as ossadas encontradas no Cemitério de Perus, em São Paulo.

A liminar concedida pelo juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Cível de São Paulo, que atendeu a ação civil pública movida pelo Ministério Público, determina que a União e o estado de São Paulo se responsabilizem pela identificação de pelo menos mais três desaparecidos políticos cuja ossadas podem estar numa vala comum em Perus: Grenaldo de Jesus Silva, Dimas Antonio Casemiro e Francisco José de Oliveira.

“A questão, no fundo, é muito simples. Existe uma responsabilidade do Estado brasileiro que provocou essas mortes de modo ilegal. Agentes estatais praticaram graves crimes e o mínimo que se espera do Estado brasileiro é que faça esforços para que as famílias dessas pessoas possam dignamente enterrar seus familiares”, disse o procurador.

A decisão do juiz exige, entre outras coisas, que a União reestruture em até 60 dias a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, instituída por lei em 1995.

“A Comissão de Mortos e Desaparecidos não tem um centavo de orçamento e não tem um único funcionário que possa fazer esse trabalho. Ela é composta de uma série de pessoas notáveis e brilhantes que trabalham de graça, mas que não são do braço operacional”, criticou o procurador. A liminar do juiz determina que a União destine um orçamento anual de R$ 3 milhões à comissão, para que possa suprir suas necessidades financeiras e materiais.

Em setembro de 1990, uma vala clandestina foi descoberta no Cemitério de Perus. Nela foram encontradas ossadas de desaparecidos políticos da ditadura, indigentes, crianças vítimas de um surto de meningite (caso que foi abafado pelas autoridades públicas na época) e de outras vítimas de violência policial.

“Eram 1.574 ossadas e, descontadas mais de quinhentas que eram de crianças até 12 anos de idade e cujos ossos tinham sido destruídos, sobraram 1.049. Entre essas havia desaparecidos políticos”, explicou Ivan Seixas, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. O pai dele, Joaquim Alencar de Seixas, foi morto durante a ditadura militar e enterrado no Cemitério de Perus. “Meu pai foi torturado e assassinado. Ele foi o primeiro preso político a ser enterrado em Perus. O corpo dele foi identificado.”

Três corpos de desaparecidos políticos já foram identificados entre essas ossadas: Dênis Casemiro, Frederico Eduardo Maiyr e Flávio Carvalho Molina.

fonte : Agência Brasil

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Assista na progração da TV Câmara - Dia 01/03

Na programação da TV Câmara de amanhã dois programas imperdíveis

Segunda 01/03
21:30 h - Programa Brasil em Debate: Assunto o Projeto de Lei de Iniciativa Popular "Ficha Limpa"
Debatedores : Dep.: José Genoino (PT/SP) e Dep.: Chico Alencar (PSOL/RJ)
Com reapresentação na terça 02/03 às 20:00 h

22:00 h - Exibição do Documentário Vladimir (68) Palmeira - A História sem Mitos

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Protesto contra a direita midiática:participe!

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Na próxima segunda-feira (01/03), às 10h30, em frente ao Hotel Golden Tulip (Alameda Santos, 85, na capital paulista), movimentos sociais e entidades que lutam pela democratização da comunicação realizarão um ato, irreverente e pacífico, contra a direita midiática. Na ocasião, os barões da mídia e seus colunistas de aluguel estarão conspirando no luxuoso hotel num evento cinicamente intitulado “Fórum democracia e liberdade de expressão”. O preço do convescote é de R$ 500 por participante.

Conspiração do Instituto Millenium

O evento é organizado pelo Instituto Millenium, entidade que reúne banqueiros, industriais e donos de emissoras de televisão, jornais e revistas – como João Roberto Marinho (Globo), Roberto Civita (Abril) e Otávio Frias Filho (Folha). Ele terá como debatedores notórios direitistas, como Marcel Granier, golpista da RCTV da Venezuela, Denis Rosenfield, Demétrio Magnoli, Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Alberto Di Franco, o líder da seita Opus Dei, além de várias “estrelas” da TV Globo.

O objetivo deste fórum é unificar a pauta da imprensa golpista para a batalha sucessória de 2010 e se opor às resoluções democráticas da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em dezembro passado – apesar da sabotagem dos barões da mídia. Os expoentes da direita midiática também atacarão o Plano Nacional de Direitos Humanos e o programa recém-aprovado da pré-candidata Dilma Rousseff, que defende medidas para a democratização dos meios de comunicação.

Com certeza a Revolução Bolivariana e a Cubana, os governos democráticos e de esquerda da América Latina e do mundo ,mais uma vez, vão ser caluniados,difamados e injustiçados. (nota do AF Sturt).

Ato irreverente e pacífico

Como contraponto a esta farsa, os movimentos sociais farão um irreverente protesto, batizado de “Fórum de rua pela democracia, liberdade de expressão e contra a criminalização dos movimentos sociais”. Como diz sua convocatória, “quem acha que a mídia é uma palhaçada, venha a caráter”. A idéia é montar um circo, reunir palhaços e fanfarra e abrir espaço para os que não têm voz e vez na mídia nacional, altamente concentrada e manipulada ditatorialmente por nove famílias oligárquicas.

Os manifestantes distribuirão panfletos demonstrando que a mídia hegemônica não tem moral para falar em democracia, já que apoiou o golpe e a ditadura militar e continua golpista, tentando desestabilizar governos legitimamente eleitos. Também exigirão a verdadeira liberdade de expressão, com o fim da criminalização das lutas sociais e da estigmatização de mulheres, negros e de outros setores da sociedade. Denunciarão que a “liberdade de imprensa” pregada pelos barões da mídia é, na verdade, a “liberdade das empresas”, que manipulam informações e deformam comportamentos.

Retirado do blog do Altamiro Borges.

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Google cria busca de desaparecidos no Chile

O Google está ajudando, com seus motores de busca, a localizar pessoas desaparecidas após o terremoto ocorrido no Chile, na madrugada deste sábado, que matou mais de 200 pessoas.

Pelo site  Chile Person Finder , qualquer usuário pode cadastrar informações sobre a saúde e a segurança de quem estiver no país. Se você tiver conhecidos no local da tragédia, basta digitar o nome das pessoas para consultar sua situação ou completar os dados.

Até este momento, cerca de 800 entradas já estão disponíveis para visualização no site. Elas servem também para acalmar familiares e amigos de quem está no Chile, longe de perigo, mas não consegue se comunicar de outra forma.

A ferramenta pode ser adicionada a blogs e páginas de terceiros. Basta copiar o código disponível no endereço e usá-lo em qualquer postagem. Devido ao alto número de acessos, a página chegou a ficar fora do ar por algum tempo, minutos atrás.

O serviço é abastecido somente pelos usuários, e o Google diz que não revisará as informações. Por isso, há o risco de se encontrar nomes falsos e entradas criadas por pessoas mal intencionadas.

fonte : Info Online

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A Daslu Carioca

A rede de lojas de moda feminina Mara Mac, famosa no Rio, entre as "celebridades", "socialites" e outros parasitas da sociedade carioca, está sendo investigada por sonegação fiscal, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e crime contra a ordem tributária. A suspeita é que teria deixado de pagar R$ 15 milhões de impostos.

A investigação começou após uma fiscalização de rotina da Secretaria de Fazenda que levantaram a suspeita da rede estar operando em nome de outras nove empresas, com menor faturamento do que esperado e ainda de ter "laranjas" como sócios .

Também será apurado se o lucro das empresas foi enviado indevidamente para uma das sócias, que mora no exterior.

O advogado da rede de lojas, que negou todas as acusações, afirmou que os impostos não pagos são referentes apenas ao ano de 2009 e deixaram de ser recolhidos devido a crise financeira que a empresa enfrentava e que estariam confundindo sonegação com inadimplência. Segundo ele os valores estariam sendo renegociados junto a Secretaria de Fazenda e que na segunda-feira apresentará à Secretaria, um levantamento da contabilidade da empresa

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Aeronáutica entrega documentos secretos que dizia ter destruído

Após quatro anos de pressão do governo, a Aeronáutica entregou ao Arquivo Nacional, no início do mês, pelo menos parte dos documentos secretos que produziu durante a ditadura militar. A própria Aeronáutica informara anteriormente que esses itens haviam sido destruídos, o que reaviva a suspeita de que as Forças Armadas mantêm escondidos papéis sigilosos da ditadura.

O arquivo inédito faz parte do acervo do Centro de Segurança e Informação da Aeronáutica (Cisa). São 189 caixas, com aproximadamente 50 mil documentos acumulados nos governos militares, entre 1964 e 1985. O lote inclui informações sobre Ernesto Che Guevara, Fidel Castro e Carlos Lamarca. Mas há indícios de que registros importantes tenham sido retirados antes de efetivada a entrega, no último dia 3.

fonte : Jornal O Estado de São Paulo. Clique aqui e leia a reportagem completa

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El peor de los pecados: la hipocresía - María Etchart

Desde Costa Rica. Especial para ARGENPRESS CULTURAL

Cuando uno se enfrenta a un peligro real, tangible, a una injusticia palmaria, quedan, como bien lo expresó Shakespeare en su memorable monólogo “Ser o No Ser” de Hamlet, dos opciones: la de soportar en la mente las ataduras y flechas del ultrajante destino, o armarse contra el mar de problemas y, oponiéndose a ellos, acabarlos.

En estos tiempos tan particularmente peligrosos y amenazantes que vivimos, se ha ido introduciendo (no por casualidad) un nuevo elemento con el que lidiar: la flagrante hipocresía, con que se cometen injusticias y se va envenenando la mente de las nuevas generaciones, cosa que se haga difícil poder perfilar y nombrar las afrentas y los verdaderos crímenes se vayan diluyendo, cambien de rótulo y terminen por desaparecer de la atención pública para ser reemplazados por otros temas que, incomprensiblemente, logran atraer la atención de los incautos.

Sólo para nombrar algunos, podemos citar las guerras petroleras (oh, perdón, sólo fueron iniciadas para libertar a un par de naciones de sus malos gobernantes), que cuestan en dinero fácilmente imprimible por el Imperio sumas que bastarían para acabar con la miseria de vastas regiones del mundo; el golpe de estado en Honduras, que, tras una reacción escandalizada de gran parte del mundo, terminó en un cambio de gobierno, algunos asesinatos alevosos y el silencio cómplice del pais que seguramente lo instigó.

Siguieron la entrega del Premio Nobel de la Paz al presidente del país más guerrero del mundo, el salvataje a bancos y corporaciones fraudulentas, la presunta ayuda humanitaria a Haití donde ya las empresas contratistas provenientes del norte están haciendo su agosto, el increíble repunte de Wall Street y del precio del petróleo, tras una fingida crisis, tan fingida como lo fue la presunta pandemia de gripe porcina, cuyo principal propósito fue el vender estúpidas vacunas inservibles a todos los países que cayeron en la trampa, o cuyos funcionarios también se vieron beneficiados en estos negociados.

La actitud unilateral y correcta de un policía haitiano impidió que unos angelicales pastores se llevaran niños de Haití , pero también esta investigación se fue diluyendo, no fuera cosa que quedara al descubierto la vergonzosa práctica que organizaciones similares vienen llevando a cabo en países empobrecidos de la región, como es el caso de Guatemala donde misteriosas operaciones se han venido llevando a cabo nada menos que desde el Marriott Hotel, sin que nadie se atreva a realizar una investigación tendiente a desenmascarar con qué fin se trafican estos pobres niños.

Imprevistamente, el Reino Unido comienza a explorar las aguas que circundan las Islas Malvinas en busca de petróleo, se enfría el pretendido acercamiento a Cuba, y se siguen elaborando ataques contra los gobiernos latinoamericanos que no están dispuestos a bajar la cabeza ante el imperio. Todo esto, por supuesto, matizado con temas sumamente importantes, como la infidelidad de Tiger Woods, tan vital para nuestras vidas, o el invento japonés de graduar el volumen de audio con un movimiento de los ojos, los nuevos modelos de televisores y de equipos de comunicación que hacen necesario tirar todo por la borda y comprar nuevos.

Ahora, súbitamente, ha vuelto a la palestra Japón, de quien no se hablaba hace mucho tiempo y se dice es la segunda potencia mundial, y oh, casualidad, la Toyota está enfrentando un problema.

Se habla de todo pero menos de lo que interesa a los indefensos humanos: la reunión de Copenhaguen fue una farsa grotesca y nadie se comprometió a reducir las emisiones tóxicas, en ningún país se está tocando el tema ecológico seriamente, no se educa ni concientiza a los usuarios de vehículos para reducir su uso a lo necesario, se siguen vendiendo todos los productos imaginables con envases descartables sin exigir a sus productores su recolección y reciclado, se sigue envenenando y empobreciendo la tierra con pesticidas, herbicidas y productos químicos a la par que desaparecen las semillas nativas, y se persigue y amenaza a toda la gente de buena voluntad que trabaja para denunciar y comprobar lo nefasta de estas prácticas.

Los contenidos de los programas educativos actuales son de una pobreza vergonzosa, mi abuelo que sólo hizo tres grados de primaria, yendo a caballo a una escuelita de campo en Argentina, tenía una caligrafía, ortografía y redacción superior a cualquier graduado universitario de los últimos años. El sueño de los actuales graduados es conseguir una beca para Estados Unidos, donde proceden a lavarles el cerebro y enviarlos de vuelta a su país de origen a sustentar los valores que allí les inculcan. La enseñanza sólo incluye constantes exámenes que ya vienen impresos y donde sólo tienen que marcar con una X la respuesta que consideran acertada de entre cuatro opciones (una de las cuales es siempre descabellada), y no se estimula de ninguna manera la libertad de preguntar, de indagar, de discrepar, es decir, se procede metódicamente a atrofiar la inteligencia y la libertad de pensamiento.

Como elemento aleatorio a esta versión orwelliana en que nos vamos sumiendo, las religiones se suman en su actitud absolutamente hipócrita: vemos así a un Papa con un rostro botóxico diciendo en Irlanda que las violaciones por parte de sacerdotes son un pecado muy grave pero nada más, mientras los obispos ricamente vestidos ponen caras de asombro ante las revelaciones. Mientras, los mal llamado “evangelistas”, que cada día proliferan más en Latino América, abren nuevas sucursales con distintos nombres que atraen con música y reuniones informales y prometen jugosas prosperidades para sus seguidores que son instruídos incluso en ideas políticas a seguir o rechazar y en el arte de nombrar al “Señor”, mirando hacia arriba con hipócrita sumisión, en cada frase porque así el “Señor” los registra y les envía la cuota de prosperidad solicitada.

Para cerrar este comentario, haré referencia a la ridículamente llamada “guerra al narcotráfico”, con la que se ha teñido de sangre, dolor y corrupción infinita a los países latinoamericanos, que jamás hubiera existido si no hubiera habido una creciente demanda por parte de los países más poderosos. Aún recuerdo un grito que daban los que cargaban de cocaína los transportes en Colombia: “Ahí va tu veneno, gringo”.

Los medios de comunicación de EE.UU. jamás se refieren al creciente consumo de drogas y medicamentos como antidepresivos y similares por parte de su población, como si eso no fuera un problema de ellos, pero sí señalan a los narcos al sur de su país. Es tal la hipocresía que nunca los oí comentar el problema serio que tendrían si se lograra cerrar el paso de drogas o qué harían con los millones de adictos, con lo que me recuerda la famosa “ley seca” en que se desarrollaron organizaciones mafiosas que producian y traficaban alcohol pero sin mencionar para quién estaba destinado ese producto. La misma hipocresía con respecto al juego, que oh casualidad, sólo era aprobado en el estado de Nevada y que ha llenado países de centro América de casinos, y agencias de apuestas telefónicas donde los clientes todos provienen del norte.

¿No sería hora de llamar a las cosas por su nombre, admitir las propias falencias y dejar de justificar la intromisión en asuntos internos de otros países, culpándolos de todo sin hacer la menor auto-crítica y seguir diciendo en sus billetes que “En Dios confiamos”?

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Maldito espejo (monólogo silencioso sobre la vejez) - Rodolfo Bassarsky

Especial para ARGENPRESS CULTURAL)

MI OTRO YO: Para qué te estás mirando en el espejo?

YO: Para ver si funciona. Pero es evidente que no quiere funcionar bien. Es un traidor repugnante. Cuidé su biselado, lo pulí 3 veces en 25 años, lo puse lejos del alcance de los niños. Lo traté como una joya valiosa.

MI OTRO YO: Por el tono de tu voz estás desilusionado, frustrado.

YO: Sí, desilusión, frustración. Y odio. No merece mis desvelos. Es un Judas contemporáneo, este espejito petulante y mentiroso. Toda una vida viviendo juntos, fuimos compañeros, cómplices de acicalamientos secretos. Compartimos luces y aromas. Éramos hermanos. Nuestro diálogo profundo, pleno de amor propio, consolidó una amistad que concebí eterna e irrenunciable.

MI OTRO YO: ¿Qué se rompió?

YO: Nada se rompió. Nada cambió en apariencia. Pero por propia voluntad esta víbora traicionera hoy por la mañana comenzó a funcionar mal. No copia correctamente. Escanea con arrugas groseras. Atenúa la iluminación de los ojos. Desvía la dirección de la mirada. Transforma la sonrisa fresca en una mueca rígida. Devuelve un rostro pre mortem. Es la espejización brutal de la calumnia. Un grandioso embaucador.

MI OTRO YO: ¿Qué pruebas tenés? No podés arrojar al mundo impunemente semejantes diatribas.

YO: Demostraré que las injurias de las que soy víctima inocente, me ocasionan un sin fin de penas. No me detendré hasta ver a ese espejo (no merece llamarse espejo esa bestia inespéjica) entre planchas opacas que opaquen para toda la eternidad sus otrora brillantes reflejos. No me detendré hasta verlo condenado a la negra oscuridad por los siglos de los siglos.

MI OTRO YO: ¿Será ecuánime la justicia humana juzgando a uno de otra especie?

YO: Llegaré hasta la última instancia, sea como fuere y no abandonaré mi justa lucha hasta ver al delincuente pagar su culpa. Mirame:

¿Acaso no brillan mis dientes?

¿Acaso no te llega mi luz?

¿No te atrae la frescura de la piel de mi rostro?

¿No sentís en el alma el flechazo inteligente de mi mirada? ¿Dónde están mis arrugas, qué surcos, qué papada?

¡Tonterías, querida! Mi erguida, ágil, arrogante, estimulante presencia es la prueba material irrebatible del delito que proclamo. Mi amor, soy como quiero ser.

Esta es la realidad polémica.

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27 fevereiro 2010

Morre Walter Alfaiate

A Cultura Popular, o Samba e o Rio tiveram uma grande perda hoje. Morreu aos 79 anos, de falência múltipla dos órgãos, o sambista Walter Alfaiate. Ao longo de 50 anos de carreira, compôs mais de 200 sambas.
Walter estava internado no CTI do Hospital da Lagoa, desde o dia 18 de dezembro.

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Advogado apresenta propostas para Arruda ser solto

Nélio Machado, advogado do governador afastado e hospedado na Polícia Federal do DF afirmou que além não pretender voltar ao vargo, caso seja libertado, também se comprometeria a entregar o passaporte à Justiça, demosntrando assim que mesmo solto não iria fugir do país.

Quel tal ele propor algo assim?

Arruda é solto e....

Não volta ao cargo e nem à política nunca mais
Entrega o passaporte pra não fugir do país
Aceita colocar aquele aparelho rastreador no tornozelo para também não tentar fugir para o Paraguai ou qualquer outro país da América do Sul onde não é necessário passaporte para entrar
Devolve toda a grana pública que meteu a mão durante o mandato com juros e correção

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Plínio diz a estudantes na PUC-SP que concentração da terra e a desigualdade no ensino são fontes perversas de pobreza no país

Mais de 200 estudantes participaram nesta segunda-feira (22) do debate “Universidade pra quê?”, com o advogado Plínio Arruda Sampaio, na semana de recepção dos calouros organizada pelo Centro Acadêmico “22 de Agosto”, do Direito da PUC-SP. Os calouros presentes ouviram Plínio contextualizar o modelo de ensino que está sendo aplicado ao país, baseado no projeto do Banco Mundial para países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). “Assim quando a população rural teve que vir pra cidade, pois o capitalismo precisava de uma massa de gente para a ser operário industrial [...] Hoje, o capitalismo está fazendo uma movimentação parecida, para capacitar profissionais “meia-boca” em abundância, de tal maneira que exista uma pressão para redução do salário”, explicou Plínio.

Clique aqui  e leia a matéria completa

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Arruda ameaça abrir sua caixa de pandora

Conforme o Jornal  O Globo , na tentativa de virar o jogo no processo de impeachment, cuja abertura ao que tudo indica, deve ser aprovada na Câmara Legislativa, o governador afastado e hospedado na Polícia Federal do DF estaria enviando "recados" a deputados da Câmara Distrital, que formavam sua base aliada, ameaçando revelar "detalhes comprometedores", inclusive daqueles que não foram citados nas investigações da Polícia Federal.

Segundo palavras de Alberto Fraga, secretário de transportes do DF e atualmente um dos maiores defensores de Arruda  "O resultado desse processo de impeachment é imprevisível. Os deputados têm que saber o que vão fazer!  E se tiver denúncias do próprio governador contra eles?  Tem gente que não tem condições de julgá-lo"


A mesma estratégia foi tentada por Arruda quando de sua desfiliação do DEM. Na época ele também fez ameaças para integrantes da direção do partido, em relação a arrecadação de recursos para campanhas de candidatos do DEM em outros estados. Só que a estratégia não deu resultado e ele acabou se desfilando para evitar a expulsão.

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OAB investiga denúncias de irregularidades no armazenamento de papéis secretos da ditadura

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo investiga a denúncia de que documentos secretos do período da ditadura militar (1964-1985) que deveriam estar guardados em um arquivo do governo federal foram parar em um canto da sede regional do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-6), em Santos, no litoral paulista.


O caso está sendo acompanhado pelo coordenador da comissão, Martim de Almeida Sampaio, que mantém contato com o Ministério Público Federal (MPF). Segundo ele, tudo está sendo feito de forma discreta para não haver o risco de perda dos documentos.
 
A denúncia, publicada hoje (26), pelo jornal Folha de S.Paulo, surgiu por meio de um telefonema anônimo transmitido por um ouvinte ao radialista João Carlos Alckmin, de São José dos Campos, que, imediatamente, acionou o conselheiro da OAB Arley Rodrigues. “Nós agora precisamos de uma resposta sobre a razão por que esses documentos não estão no arquivo público”, disse Rodrigues.

Para Sampaio, há um vazio de explicações sobre o paradeiro de mais de uma centena de desaparecidos políticos. “Em tese, caso sejam achados esses documentos poderemos ter, por exemplo, esclarecimentos sobre as circunstâncias do sumiço do Bacuri”, disse, ao se referir a Eduardo Collen Leite, um dos principais militantes de esquerda contra o regime militar, que atuou ao lado do guerrilheiro Carlos Marighella.

Sampaio disse que vai à Baixada Santista, junto com representantes do MPF, para apurar o caso e ouvir os esclarecimentos do delegado responsável pela unidade policial, Waldomiro Bueno Filho. Além da importância do conhecimento sobre o episódio histórico, os documentos são peças essenciais que podem ser usadas como prova de violação dos direitos humanos.

fonte : Agência Brasil

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Nossa mídia nada isenta

Para os jornalões nacionais vale a máxima "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, mesmo que seja a mesma coisa" entendeu?

É mais ou menos o seguinte:

Quando Chaves promoveu um referendo para nova reeleição, foi taxado de golpista. O mesmo aconteceu com Morales e até mesmo com a mera especulação que Lula poderia estar pensando nisso. E não tenho dúvidas que se fosse no Equador também não seria abordado de maneira diferente.

Agora veja só o teor da matéria quanto ao referendo na Colombia, para a mesma questão, uma nova reeleição , só que de Uribe  o queridinho do Império.

clique aqui e leia a matério do Estadão

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26 fevereiro 2010

Plínio Arruda Sampaio no 1º Debate dos Pré Candidatos do PSOL

Plínio Arruda Sampaio no Primeiro Debate dos Pré-Candidatos do PSOL à Presidencia da República, realizado no Rio de Janeiro em 08/02/2010









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Plínio Arruda Sampaio Pré Candidato do PSOL

Confira algumas das posições de Plínio Arruda Sampaio, pré candidato do PSOL à Presidência, sobre o atual momento político do país e o projeto socialista para as eleições presidenciais deste ano













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Um “diálogo” ilustrativo com a Rede Globo - José Arbex Jr.

“Novela das oito” da Rede Globo (“Viver a vida”): a cena se passa na Jordânia. É uma conversa entre duas moças que, no enredo, são modelos profissionais. Uma das personagens diz que vai sair para passear. A outra alerta, com evidente preocupação, sobre os perigos de uma caminhada solitária no local em que se encontram. Mas é imediatamente tranquilizada pela primeira personagem, que pondera: a Jordânia "é o país mais ocidentalizado da região." Logo, sair por aí, à noite, não oferece tanto risco assim. Provavelmente a coisa seria bem diferente se a Jordânia fosse, digamos, um pouco menos “ocidental”, ou, o que dá no mesmo, um pouco mais “árabe”. Já imaginaram o perigo?

O diálogo provocou uma troca de e-mails entre a diretoria do Instituto de Cultura Árabe (ICArabe) e os responsáveis pelo setor de teledramaturgia da Rede Globo. Reproduzimos, abaixo, alguns trechos dessa troca, por ilustrar, de modo bastante didático e autoexplicativo, a maneira pela qual os “donos da mídia” encaram o exercício da liberdade de expressão e sua responsabilidade específica como divulgadores de informação, arte e cultura.

A primeira mensagem foi enviada pela diretoria do ICArabe em 13 de novembro de 2009:

“(...) Estranhamos muito o fato de que num dos capítulos recentes da "novela das oito", um diálogo entre duas personagens que estão na Jordânia tenha dado vazão a um comentário extremamente preconceituoso, injusto e até mesmo racista sobre as sociedades "não ocidentais" em geral e sobre as sociedades árabes em particular. No referido diálogo, uma das personagens diz que vai sair para passear. A outra alerta, com evidente preocupação, sobre os perigos de uma caminhada solitária no local em que se encontram, para ser imediatamente tranquilizada pela primeira personagem, já que, segundo ela, a Jordânia "é o país mais ocidentalizado da região."

O que, exatamente, querem os autores do roteiro dizer com uma afirmação tão estúpida, estapafúrdia e carente de qualquer sentido? Será necessário lembrar que em nosso país – até onde sabe, situado no "ocidente" – o índice anual de mortes violentas atinge, em média, a cifra de 40 mil ao ano, considerada pela ONU uma das mais elevadas do planeta?

Será necessário recordar que as maiores atrocidades já cometidas na história da humanidade – incluindo, entre muitos outros, o holocausto nazista e a bomba de Hiroshima – foram perpetrados por países "ocidentais", e que nenhuma nação árabe ou "oriental" cometeu crime algum sequer comparável a tamanhas façanhas?

Aliás, como, exatamente, os senhores roteiristas definiriam o que é ser "ocidental" e o que é ser "oriental"? Lamento informar aos senhores roteiristas que o Deus "ocidental" nasceu no "oriente" (chame-se ele Jeová, Deus ou Alá), assim como o alfabeto, os algarismos e até mesmo o álcool com que, eventualmente, os senhores roteiristas abastecem os respectivos automóveis (ou encharcam o cérebro, antes de escrever tamanhas idiotices).

Será necessário informar aos senhores roteiristas que se existe alguma tradição permanente, duradoura e respeitada entre os povos árabes é a da hospitalidade, e que uma das faltas punidas com maior rigor é a agressão por motivos fúteis ou mundanos contra qualquer pessoa?”

No dia 30 de novembro, o Icarabe recebeu a seguinte resposta da Rede Globo:

“Nossas novelas pertencem ao gênero ficção, sem terem necessariamente nenhum vínculo com a realidade. São fundamentadas na liberdade de expressão e criação artística, amplamente amparada na nossa Constituição.

Dos personagem que lá – somente no universo fantasioso – "vivem" não se pode exigir padrão de comportamento algum, retidão de caráter, equilíbrio, fraternidade, respeito à diversidade – valores tão em falta no cotidiano real, aí sim razão de lamento.

Assim como de Shakespeare a Carlitos, uma novela não tem compromisso com o chamado “politicamente correto”. Embora, naturalmente, a maioria absoluta delas tenha um final considerado moralista.

Preocupa-nos muito uma tendência de querer-se resolver os problemas da realidade usando como plataforma o mundo do irreal.

A teledramaturgia está na categoria entretenimento. Mais do que, no campo do imaginário, como no caso, reproduzam preconceitos e clichês – inevitavelmente levando a uma positiva discussão pública –, indesejável é tentar transformar uma obra cultural em defesa de teses.

(...) Dentro dessa lógica, é importante ainda ressaltar que nossos folhetins apenas lançam temas para a reflexão das pessoas e não se propõem a influenciar comportamentos.

Aliás, felizmente, essa influência não existe. As pesquisas indicam que, assim como têm capacidade de discernimento a cada dois anos na urna eleitoral eletrônica, o telespectador-cidadão sabe distinguir claramente entre o que é novela ou realidade e se comporta de acordo com seus valores.

É a capacidade de livre-arbítrio que, se for desqualificada, atinge, mais do que um veículo de comunicação de massa, a democracia – que se baseia na capacidade de escolha das pessoas.”

Imediatamente, o ICArabe ofereceu a seguinte tréplica:

1.Fosse assim tão evidente a separação entre os vários gêneros apresentados pelos veículos de comunicação (isto é: telejornalismo, telenovela, programas de auditório, publicidade e propaganda etc.), jamais aconteceria um fenômeno como a propaganda nazista chefiada por Joseph Goebbels. (...)

2.Os senhores aceitariam um enredo que mostrasse, por exemplo, o papa católico mantendo relações homossexuais? Já que aquilo que pertence ao reino da ficção, segundo os senhores, não pode ser criticado, supomos que tal enredo passaria sem problema, certo? Ou, que tal, um enredo em que Adolf Hitler fosse mostrado como um sujeito equilibrado, sensato e razoável? Passaria pelo vosso crivo? Os senhores estão conscientes de que durante a transmissão da telenovela O Rei do Gado havia uma orientação expressa, por parte da direção da Rede Globo, no sentido de que jamais fosse mostrada uma bandeira do MST? Qual a razão? Segundo a lógica dos senhores, nenhuma!

3.Os senhores, certamente, sabem mais do que aquilo que pretendem mostrar em vossa resposta. Os senhores jogam com uma oposição absolutamente idiota, superada e maniqueísta entre “realidade” e “ficção”. Se os senhores realmente acreditam naquilo que escreveram, não podem ocupar cargos de responsabilidade em uma emissora do porte da Rede Globo. Vosso raciocínio primário, sofístico e elementar jamais conseguiria explicar como um show radiofônico de ficção – que, aliás, advertiu os seus ouvintes de que tudo o que seria narrado em seguida seria pura ficção, baseada em livro de H. G. Wells – conseguiu produzir pânico em 15 milhões de cidadãos estadunidenses, em 1938. Caso os senhores não saibam, estamos nos referindo, aqui, à célebre transmissão de Orson Welles pela rede CBS.

4.Tampouco os senhores podem explicar que, no caso de disputas eleitorais, cada vez mais vale a imagem projetada do candidato (isto é: pura ficção), muito mais do que seu programa político. Se os senhores não sabem que a performance, em nosso mundo, é tudo, e que a forma exerce predomínio absoluto sobre o conteúdo, então, mais uma vez, os senhores estão desqualificados para a função que exercem.

5.Finalmente: não há justificativa palatável, possível ou aceitável para atos de preconceito, segregação, racismo, discriminação cultural. Os senhores promoveram tudo isso com aquele simples e estúpido diálogo. Reiteramos o pedido de retratação, para evitar a adoção de medidas normativas junto à Justiça brasileira. ”


E a resposta final da Rede Globo, datada de 4 de dezembro:

“A escolha diária, a cada momento, do telespectador é um exercício de democracia, baseado na crença na capacidade de discernimento e no livre-arbítrio do cidadão.

Ameaçar a liberdade de expressão em nome de um comportamento que alguém considera politicamente correto na ficção é uma ameaça à democracia.

É ainda estranho verificar que segmentos que são vítimas de preconceito de certa forma realimentam esse sentimento ao fazerem o mesmo juízo de valor de quem descrimina.

É exatamente essa leitura que fazemos sobre a expressão “ocidentalização”, reconhecendo nela ela um caráter positivo que não é inerente a ela.

Neste aspecto, gostaríamos de nos despedir com a Constituição brasileira, nossa lei maior, que deve ser seguida por todos que moram no Brasil, independente de origem, credo, etnia ou gênero: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Nota-se, facilmente, que a Rede Globo não respondeu a qualquer dos argumentos esgrimidos pelo Icarabe. E mais: de forma cínica, inicia sua última resposta atribuindo ao telespectador uma suposta capacidade absoluta que escolher aquilo que quer ver, como se não houvesse monopólio dos meios de comunicação, e como se não existisse – pelo menos, desde Goebbels – uma “engenheira psicossocial” capaz de condicionar escolhas e estabelecer parâmetros de comportamento.

Em outros termos, para explicar o inexplicável e justificar o injustificável, os porta-vozes da Rede Globo são obrigado a assumir um discurso idiota e imaginar que os seus interlocutores sejam igualmente incapacitados do ponto de vista intelectual.

José Arbex Jr. é jornalista e diretor de Relações Nacionais e Internacionais do ICArabe.

fonte : Boletim do Icarabe

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Mensalão do DEM. Um renunciou, agora faltam dois e o governador

O deputado da grana nas meias Leonardo Prudente, renuncia ao mandato hoje (26/02). Faltam agora o deputado pastor, a deputada da bolsa grande e o governador afastado e hospedado na PF de Brasília.

Com isso ele mantêm os direitos políticos, mas jura que não vai tentar voltar em outubro. Aguardemos pois!!

Este número é contando aqueles que tiveram o processo de cassação do mandato iniciado, lembrando que o de Arruda foi aprovado apenas na Comissão Especial da Câmara do DF e ainda tem que ser votado em plenário. Se levarmos em conta o inquerito em andamento da Operação Caixa de Pandora pelo menos mais oito deputados são citados nas investigações.

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Casa da América Latina

A Casa da América Latina foi criada em meados de 2007 para prestar solidariedade aos povos do nosso continente, e promover uma integração latino-americana que supere as fronteiras artificiais impostas pelos colonizadores de ontem e de hoje. O grupo lançou recentemente sua página na internet, para divulgar eventos e dar visibilidade às ideias e anseios do continente.

Confira em: www.casadaamericalatina.org.br

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Espírito Olímpico

Comemoração das jogadoras de hóquei feminino do Canadá, após a vitória sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver, no mais puro "espírito olímpico".



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O governo Lula e os intelectuais - Paulo Passarinho

Há um enorme esforço de intelectuais que se situam à esquerda – e que apóiam o PT e o governo Lula – para justificar, explicar e defender as opções adotadas a partir de 2002 pelos atuais mandatários do governo federal.

Há alegações de vários tipos. Ganhar um governo não significa chegar ao poder; maioria eleitoral não deve se confundir com hegemonia política; há uma correlação de forças desfavorável a mudanças, pois a hegemonia é conservadora; ao ser eleito, Lula não dispunha do apoio da maioria do Congresso; a maior parte dos governadores eleitos em 2002 era de direita... São algumas das razões apresentadas para se dar respaldo e apoio às decisões que vêm sendo tomadas pelo governo do PT e de seus aliados.

É fato que um processo político que tenha como objetivo a transformação de estruturas políticas, econômicas ou sociais requer base política, capacidade de formulação de diagnósticos e proposições, quadros dirigentes aptos, além de firmeza política e ideológica para enfrentar as naturais resistências e dificuldades, conflitos que inevitavelmente irão surgir.

As propostas que foram sendo amadurecidas no Partido dos Trabalhadores, desde os anos 1980, absorviam com clareza – de maneira formal, ao menos por parte de sua maioria – a necessidade de uma dita estratégia democrático-popular, cujo maior objetivo seria a efetivação de reformas na estrutura do capitalismo brasileiro. Essa estratégia não tinha como objetivo a efetivação de um programa de natureza socialista, mas a criação, dentro do sistema capitalista brasileiro, de um arcabouço jurídico-institucional e de um modelo econômico voltados para o fortalecimento do mundo do trabalho.

Esta proposição ganhou maior relevância e emergência a partir das importantes, e dramáticas, contra-reformas iniciadas no governo Collor e aprofundadas e consolidadas no governo de FHC. Abertura financeira do país; privatizações de empresas estatais e de serviços públicos essenciais, através de pesadas intervenções na ordem legal e de aportes financeiros do próprio Estado e de fundos de pensão de empresas controladas pela União; esvaziamento das funções de planejamento do Estado e flexibilização dos mecanismos regulatórios sobre a atividade econômica; enfraquecimento da dimensão universal das políticas sociais – apesar das obrigações constitucionais do Estado – e a consagração de uma estratégia de focalização dessas políticas são exemplos das mudanças que procuraram sepultar algumas características de um modelo chamado de desenvolvimentista, e que havia se iniciado no país desde os anos 1930.

É importante destacar que esse modelo, que nos embalou até os anos 1980, possuía concepções bastante diferenciadas, da direita à esquerda, e onde o papel a ser conferido ao capital estrangeiro, por exemplo, diferenciava-se de acordo com cada corrente política, assim como a visão de Estado que deveríamos construir.

O choque político representado pelo golpe civil-militar de 1964 é conseqüência direta dessas visões diferenciadas, conflitantes e antagônicas, que conviviam e disputavam a direção do modelo desenvolvimentista.

Quando FHC, em determinado momento de seus dois governos, afirma que "a era Vargas está sepultada", o que ele indicava era que um novo arcabouço jurídico-institucional e um novo modelo econômico encontrava-se implantado, embora algumas mudanças precisassem ainda ser aprofundadas. É o caso, por exemplo, da legislação trabalhista.

A posição do PT e de seus aliados, naquela conjuntura dos anos 1990, foi extremamente importante. Não para barrar o furor reformista liberal, mas para resistir, denunciar e apontar que a resposta mais adequada ao país, e aos seus trabalhadores, à crise do modelo desenvolvimentista não era a alternativa neoliberal. A alternativa seria justamente o modelo democrático-popular.

A impossibilidade de se barrarem as mudanças em curso no governo FHC estava relacionada a algumas conquistas que haviam sido conseguidas, ainda no governo Itamar. O lançamento do Plano Real, com a redução expressiva do quadro inflacionário que marcava a economia até então, permitiu a primeira eleição de FHC, ao mesmo tempo em que houve uma aliança significativa de amplos setores para a aprovação de uma agenda de reformas de caráter liberalizante.

Contudo, o modelo liberal-periférico que se consolida no primeiro governo de FHC entra em profunda crise, já a partir de 1998, em meio a um quadro de grande instabilidade internacional, especialmente a partir da crise que afeta um conjunto de países da Ásia e a Rússia.

O segundo governo de FHC já se inicia sob o signo da instabilidade e das exigências do FMI de arrocho fiscal e maior controle do Banco Central na gestão econômico-financeira do país. A conseqüência política desse processo foi o início de um profundo desgaste do bloco de forças que sustentava o governo e que culminou com a derrota do candidato governista de 2002, José Serra, para o candidato das forças de oposição, justamente Lula.

Neste momento, contudo, os antigos comandantes da oposição ao neoliberalismo já não mais se colocam como adversários do modelo exigido pelo FMI e assumido por FHC.

Em um quadro de instabilidade financeira, aguçada por uma gestão extremamente temerária da direção do Banco Central na administração da dívida pública, e em nome de uma concepção equivocada de pragmatismo, Lula e seus aliados aceitam os novos termos de um novo acordo com o FMI e, uma vez no governo, tornam-se mais realistas do que o próprio rei: adotam um arrocho fiscal mais duro do que o acertado com o FMI e praticado por FHC; elevam as taxas de juros; prosseguem as mudanças constitucionais na área previdenciária; aprofundam a abertura financeira do país e dinamizam a desnacionalização do parque produtivo do país.

Ao mesmo tempo, nenhuma das mudanças jurídico-institucionais implementadas por FHC foi questionada ou alterada. O processo de privatização de algumas empresas, como é o caso da Vale do Rio Doce, eivado de irregularidades, continuou a ser defendido pela Advocacia Geral da União, agora sob o comando de Lula, e não de FHC.

Sequer o suspeito acordo dos acionistas que compõem o bloco controlador da empresa foi alterado. Apesar de a maioria das ações desse bloco pertencer a capitais estatais e para-estatais (BNDESPAR, fundos de pensão e subsidiárias do Banco do Brasil), a direção da empresa continua sob comando do Bradesco.

Na área do setor elétrico, onde uma verdadeira lambança foi feita pelos tucanos, nada se fez para alterar esse quadro de forma substantiva e, assim, continuamos a pagar uma das mais altas tarifas de energia elétrica do mundo.

E os serviços públicos voltados à população continuam em acelerado processo de degradação, conseqüência direta do fato de mais de 30% do Orçamento Público da União ser direcionado para o pagamento de despesas financeiras, fomentadas por uma política monetária elogiada por todos os liberais e banqueiros, além do próprio Lula, é claro.

Entretanto, conjunturalmente, tivemos uma melhoria nas nossas contas externas, provocada pela explosão da demanda chinesa e asiática por produtos agrícolas e minerais, itens de peso relativo cada vez maior em nossa pauta de exportações. Este fato nos propiciou taxas de crescimento econômico maiores do que no governo anterior, além dos programas de transferência de renda aos miseráveis terem sido contemplados com maiores recursos financeiros.

Podemos concluir, desse modo, que o governo Lula cumpriu de algum modo o que na campanha de 2002 era a promessa de José Serra: "um governo de continuidade, sem continuísmo".

Há um inegável apoio popular ao governo. Particularmente, para os setores miseráveis e pobres, houve uma mudança importante em relação ao que esses setores sofreram durante especialmente o segundo mandato do governo FHC.

Mas, aqui retorno ao ponto inicial deste artigo. E o papel dos ditos intelectuais de esquerda, apoiadores de Lula e seus aliados? Continuarão a cumprir a função de apoiar um governo e correntes políticas que deram sobrevida ao modelo liberal-periférico, no momento em que ele agonizava? Continuarão a entender que houve uma mudança na rota do modelo econômico, confundindo os efeitos da mesma com a essência de uma política que continua ditada por bancos e transnacionais?

Ou irão preferir o silêncio, contrastante com a ebulição e conflitos que animam vários dos nossos vizinhos da América do Sul?

Paulo Passarinho, economista, é presidente do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro.

fonte : Correio da Cidadania

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Sí yo supiera que voy a morirme mañana, pasaría toda la noche sembrando árboles - Guillermo Guzmán

Desde Barcelona, Venezuela. Especial para ARGENPRESS CULTURAL

Cuando vayas al caleyo, nietín, nunca andes con las manos en los bolsillos. Agarra un garabín y lo echas en la quintana. Sí no encuentras el garabín, lleva una piedra y, si no encuentras la piedra, entonces lleva una moñiga.

Desde la tenada, escarbando el escondrijo de los tíos, Pepín se encarga de hurtar cigarrillos para el abuelo-un sempiterno fumador-y estamos en la época del racionamiento. La ración no alcanza para nada.

El abuelo José González, con cinco hijos, dos hembras y tres machos, conoce mucho de la vida, él sentencia: “Nietín, si yo supiera que voy a morirme mañana, pasaría la noche sembrando árboles para ti”.

El pequeño Pepe pregunta y pregunta y Don José predica y predica.

Con la piedra -dice el abuelo- puedes edificar un cuarto que te haga falta, con el garabín tendrás calor en el invierno y con la moñiga podrás abonar un huerto.

Para entonces, Pepín había empezado a comprender por otras vías, el porqué en la India no se come la carne de vaca, es decir, su carácter sagrado pero, en cambio, sí se aprovecha la cagada, o en otras palabras, la moñiga, para producir abono y, muy rico.

Doña Adela González mira crecer a su pequeño hijo Pepín, que es travieso y bueno.

La Guerra Civil Española estalla el 17 de Julio de 1938 y finaliza el 1º de Abril de 1939. Ella -Adela González- es una madre llena de sabidurías. Pepín estudia tercer año de bachiller y anhela entrar a la universidad pero, Franco decreta que no podrá entrar a la universidad quien no pertenezca a la Falange Juvenil, ese adefesio político creado por Primo de Ribera y quien más tarde fuera fusilado por los republicanos. Por eso, los franquistas de la Falange Española arremeten contra los opositores.

Ante los planteamientos del para entonces jovencísimo Pepín -miro a la profundidad de sus ojos, al tiempo que escucho su relato- respecto a hacer el sacrificio de inscribirse en la Falange a objeto de acceder a la universidad, Doña Adela expresa categóricamente: “¡hijo!, te quedarás burro pero no te apuntarás en un partido que tiene sentenciado a muerte a tu padre”.

Seferino Fernández, el padre de Don Pepe, (éste, el nietín de Don José González), era republicano y finalizada la guerra fue sentenciado a muerte y recluido en el Penal Convento de Celanova de la Provincia de Orense. Allí estuvo treinta días en una celda de fusilamientos junto con otros asturianos, de donde procedía, pero, como por casualidad él había sido barbero del que fue posteriormente nombrado gobernador, y por mediación de Doña Mariana Palma, señora muy conocida y respetada en la comarca, le fue conmutada la pena a treinta años de prisión, que posteriormente se redujeron a siete años y medio.

Doña Adela tenía demasiadas razones para estar en guardia. Para criar a los tres muchachos, ella se encargaba de llevar encomiendas a los presos asturianos que estaban en el penal. Hacía largos viajes en tren con ocho o diez bultos de valija a objeto de ganarse unas pocas pesetas. Eran tiempos muy difíciles, por eso cuando mi entrañable amigo Pepín se entusiasma en participar en un concurso de donde obtendría una beca para asistir al Seminario, Doña Adela da inicialmente la aprobación, “con tal de que no te metas a cura” pero al día siguiente decide echar para atrás tal aprobación. Toda una noche meditando la hizo retroceder.

¿Cuánto habría cavilado esa noche Adela González? -más tarde se pudo comprobar que el contingente de jóvenes fue convertido en curas.

¿Por qué sembrar árboles abuelo?

-Para que cuando seas grande tengas frutos que comer-

-¿Cuantos años tienes?-

-Tengo ochentitrés- de joven estuve en América, llegué a Cuba pero ahí sufrí una enfermedad y quedé casi ciego. Posteriormente regresé acá y, ya me ves.

Obvio, en la Cuba de hoy el abuelo hubiese podido ser operado de los ojos, gratuitamente, pero para la época, no había alternativa para los pobres.

Don José González, abuelo materno del queridísimo amigo Pepe Fernández, es un Abuelo Español Especial. Trotamundos, honesto, sabio puesto que predica con el ejemplo, acérrimo trabajador, supercreyente eso sí, hasta el Párroco esperaba su llegada para iniciar la misa, ¡claro!, él era quien rezaba el rosario y, luego de regreso a casa, se detenía en la taberna, tomaba unos cuantos campanos de sidra y comía una buena ración de queso blanco.

Era tan amante de los animales que, viviendo en una casa tan humilde, llegó a tener tres vacas, un burrito y como noventa cabras y ovejas que sólo vendió cuando terminó la guerra y, por extrema necesidad.

Cuando el abuelo escuchaba los incesantes tiroteos que se producían cercanos a su residencia, una típica aldea asturiana enclavada dentro de la montaña, exclamaba: ¡Cuál de esas balas será la que mate a uno de mis hijos!

Claro, él tenía tres hijos en el frente de guerra, en el bando republicano y, Franco atacaba incesantemente.

El abuelo renegaba de la guerra. Ya semiciego, murió a los noventa y cinco años. Cuando iba al campo a cultivar la tierra, era Nietín quien le llevaba la comida y, con toda certeza quedaban tres o cuatro cucharadas en el hombro de la cazuela, como un generoso ejemplo de compartir el pan.

Pero el camarada pepe ya no está para echar bromas conmigo, ni jugar una buena partida de dominó y ponernos de acuerdo para hacerles trampas a los amigos. Tampoco está Doña Conchita, su mujer.

“¡Tú nunca vas a llegar a ninguna parte, Guillermo-me decía- mientras no tomes las vainas en serio!” Y, entonces, me picaba el ojo y ya yo sabía sí jugar por la izquierda o por la derecha.

¡Válgame, un par de tramposos!

 fonte :  Argenpress

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No começo era assim... - Silvio Fernando

A terra ainda era vazia, e não se transformara na bolha imobiliária que detonou as finanças do mundo. Mas, então, como era? Afinal, o que deu na cabeça do Senhor para criar Adão e Eva depois de afofar o barro? E a Serpente? Qual era a dela?

O princípio

1 No princípio criou o senhor Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia, como a cabeça de certas pessoas; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas. Não era ainda, como se vê, o grandioso empreendimento imobiliário que nossos pais nos contaram.

2 Sua localização ficava no extremo Oriente, próximo à Mesopotâmia, ladeado pelos rios Tigre e Eufrates, sendo a próxima parada depois da estação Vergueiro de metrô.

A Criação das primeiras coisas

3 E Deus disse: “Fiat Lux”. E surgiu a primeira caixinha de fósforos no paraíso. E Deus viu que era uma boa.

4 Tomando do barro, formou Deus o primeiro homem; ajuntou a lama, afofou, secou e assoprou. Depois foi lavar as mãos.

5 O primeiro homem chamou-se Adão e foi feito à imagem e semelhança do Criador, o que o deixou muito convencido.

6 Mas o homem sentia-se triste e solitário. Então, Deus, antecipando os ladrões de rave lhe deu um boa-noite Cinderela, subtraindo-lhe uma costela.

7 Quando Adão acordou e viu a figura ao seu lado sorriu, enquanto sem saber porque, sentia uma dorzinha nas costas.

8 E ambos estavam nus, o homem e a mulher, e apesar de um ou outro espirro, não viam nada de mal nisso.

9 “E aí, gostou? Uma belezinha não é?” perguntou o Senhor Deus. “Porque é a primeira mulher e será a mãe de todos os viventes Eu a chamarei Eva.

10 “Eu preferiria Adélia” pensou Adão mas ficou quieto. Não convinha bancar o mal-agradecido.

11 O Senhor Deus lhes disse que poderiam comer livremente de toda árvore frutífera do jardim do Éden com exceção da árvore do Bem e do Mal (“tem muito agrotóxico”).

12 Mas como sempre há alguém para acabar com o paraíso dos outros, com eles não foi diferente. A Serpente tentou Eva e fez com que ela comesse do fruto. E Eva fez o mesmo ao seu marido.
– Abra a boca e feche os olhos.

13 Então foram abertos os olhos de ambos e perceberam que eram os primeiros adeptos de algo que tempos depois seria conhecido como colônia de nudismo.

14 E envergonhando-se disso, para esconder sua nudez, foram para o meio das árvores e coseram folhas de figueira, de resto não muito úteis, uma vez que chegando o Outono, ficariam pelados de novo.

15 Durante a viração do dia procurou Deus a seu filho: “Adão! Adaão! Onde está você? Que brincadeira besta! Esqueceu com Quem está brincando?”

16 “O-o-ouvi sua voz no jardim e tive medo por minha nudez. Por isso me escondi. Atchim!”

17 “Mas quem te mostrou que estavas nu? Acaso coloquei espelhos neste Jardim? O que é que você andou comendo?” Em resposta, Adão apontou o dedo para Eva que apontou o dedo para a Serpente.

18 A Serpente não pôde apontar para ninguém. Tentou é verdade, com sua sabedoria e maldade, prejudicar Eva apontando-lhe a cauda mas já era tarde. O Síndico estava bravo.

19-20 Disse o Senhor à serpente: “Porque fizeste isto, maldita serás entre todos os animais domésticos e os do campo. Andarás sobre seu ventre comerás pó todos os dias da tua vida. Mas isso ainda não é o bastante; condeno-te a virar couro, cinto e bolsa das madames em Higienópolis.”

21 À mulher disse: multiplicarei grandemente as dores de tua gestação; em dor darás à luz a teus filhos, e tudo isso sem plano de saúde.

22 E por fim ao homem disse: “Adão, Adão... você é mesmo uma besta. Está demitido por justa causa. Passe no RH pela manhã.”

23 Expulsos do Paraíso, Adão, Eva e a cobra caíram na estrada. A cobra conseguiu uma vaga como modelo no Instituto Butantã. O feliz casal teve que contentar-se com um conjugado de quarto - e - sala na Cachoeirinha.

A Descendência de Adão

24 Naquele tempo não havia tantos carros e automóveis transformando o mundo na Babel que é hoje, aliás, nem a Babel original existia.

25-26 Por isto Adão e Eva conseguiram achar algumas áreas verdes e arejadas a fim de criar em paz os filhos. Mas nem por isso tudo corria em ordem no novo lar do casal. Caim, que tinha um gênio terrível estava sempre implicando com Abel. E o caçula, Set, todo dia trazia de fora um bicho novo como mascote. Da vez em que trouxe uma serpente, quase foi expulso de casa.

27-135 Depois disso Adão e Eva tiveram filhos e filhas. A descendência de alguns foi numerosa. E como naquele tempo não havia métodos de contracepção eficazes eles foram continuando até formar uma família maior do que a máfia napolitana inteira. Set gerou a Oit que gerou a Enos. Enos aos 90 anos gerou Cainã que gerou a Maalaeel que foi pai de Jarede que por sua vez também teve filhos e filhas.
O filho mais velho de Jarede foi Tubal que gerou Meseque que gerou Gômer que gerou Magogue que foi pai de Madai que gerou Java, ufa! Enoque foi o pai de Matusalém que gerou a Lameque e Jafé. Os filhos de Jafé foram Réu e Harã. Viveu Jafé até 132 anos.
Foram dois os filhos de Lameque; Arfaxade e Obal. Arfaxade morreu virgem mas Obal gerou Rifá e Orã. Os filhos de Rifá foram Társis, Quitim, Mizraim, Dodanim, Num-ninho-de-mafagafos-vivem-sete-mafagafinhos e Cuxe. Os filhos de Cuxe foram: Sebá – Havilá – Sabtá – Raamá – Sabtecá – Dedã – que chega até Noé passa por Abrãao toca e é gooool!

136 Viveu Adão 930 anos até que uma cobra o picou. Em seu enterro, Eva foi a caráter, trajando uma elegante parreira de uvas negras.

25/10/2009

Fonte: ViaPolítica

O autor
Silvio Fernando é jornalista e psicólogo formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Formou-se também em roteiro e dramaturgia pelo Núcleo do Teatro de Arena paulista.
Entre outros veículos, foi colunista e crítico de cinema do site Bibliaworldnet, repórter da rádio baiana Brasil FM e atualmente é redator e roteirista das rádios Terra AM e Musical FM.
No teatro, integrou as companhias Quarteto em Rir Maior e Os Terroristas do Riso. Escreveu e dirigiu peças de cunho educativo encenadas por populações em desvantagem social e jovens em situação de risco.

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Argentina: petróleo e Malvinas no debate pela soberania - Julio C. Gambina

Foi reaberta a polêmica sobre as Malvinas em cima de um assunto estratégico: a exploração de petróleo. A notícia remete a investimentos ingleses nas ilhas argentinas usurpadas pelo Reino Unido e à decisão do governo platino de impedir o transporte de materiais associados à dita exploração. Essa medida governamental é sustentada pelo descumprimento inglês de acordos diplomáticos entre ambos os países. Acordos que funcionaram entre 1995 e 2007 e foram reiteradamente descumpridos pelas licitações de áreas petroleiras autorizadas pela Inglaterra nas Malvinas.

As repercussões e declarações em cada país motivam as mais diversas especulações, inclusive belicistas (ao melhor estilo Thatcher em 1982), no ambiente eleitoral britânico, mas o importante é a discussão sobre o uso soberano dos recursos naturais, um tema que transcende a exploração de hidrocarbonetos e se projeta sobre a exploração dos minérios, da terra e sua produção agrícola e pecuária, especialmente em tempos de subida nos preços dos alimentos e deterioração do poder de compra dos setores de menor renda.

O capital sem fronteiras

O fato são as concessões para explorar e prospectar jazidas localizadas em mar argentino. São ações de empresas transnacionais sobre um potencial de 200 bilhões de barris de petróleo.

Não é besteira lembrar o peso estratégico da produção petroleira nas condições do modelo produtivo vigente e que a Argentina é dos poucos países que não administra soberanamente as suas reservas. Noventa por cento das reservas de petróleo do mundo são administrados pelos Estados nacionais. Claro que também se verifica a dependência da atividade petroleira em relação às corporações privadas que controlam todo o seu pacote tecnológico, além da comercialização, financiamento e transporte. Não é suficiente a soberania sobre as jazidas, sendo estratégico o pacote tecnológico completo, o know-how da exploração, prospecção e distribuição do hidrocarboneto. É todo um assunto para pensar a questão energética a partir de um enfoque alternativo, pois não se trata somente de recuperar a petroleira estatal, senão de articular um trabalho de ciência e tecnologia nos marcos da cooperação e integração regional.

O episódio que comentamos é articulado pela empresa Desire Petroleum e um de seus principais acionistas, o Banco Barclays, instituição financeira organizadora selecionada pelo governo argentino para a reabertura da troca da dívida externa na suspensão dos pagamentos. Trata-se de uma combinação de dois temas centrais, a exploração de petróleo e a negociação dos créditos externos. Convenhamos que a questão envolve sócios locais da iniciativa inglesa, já que o detido embarque de tubos sem costura provinha da empresa Techint. Este consórcio atua na exploração petrolífera em território argentino através da Tecpetrol e cabe a interrogação sobre se a tentativa exportadora da Techint não desautoriza a ação do grupo na exploração petrolífera em nosso país (Argentina).

É um raciocínio extensivo à atividade petrolífera inglesa, da Barclays e da banca britânica, assim como de todas as empresas externas, especialmente inglesas, que operam no país. Recordemos que existem disposições da Secretaria de Energia que proíbem expressamente operar na plataforma continental argentina sem autorização da autoridade competente do país, situação que inclui as empresas "controladoras, controladas, acionistas e associadas".

Pensar e agir soberanamente

São questões a considerar no marco do recrudescimento da crise da economia mundial, onde se discutem a questão fiscal da Europa, o déficit dos Estados europeus e seu financiamento pela banca européia. A resposta à crise do capital e dos Estados hegemônicos passa pelo ajuste das contas públicas, afetando salários e gasto estatal social, e por uma nova escalada da ofensiva do capital pelo aumento da exploração da força de trabalho e dos recursos naturais.

É tempo para pensar na administração soberana da economia, em soberania alimentar, energética e financeira. O que estamos sugerindo é combinar ações diplomáticas com um debate sobre a soberania da ordem econômica. Por acaso é utópico pensar nisso, quando a tendência é de alta do preço do petróleo, das taxas de juros (agora aumentadas pelo Federal Reserve dos EUA) e dos preços dos recursos naturais? O debate não é ocioso, ainda mais quando o país negocia o tratado de livre comércio entre o Mercosul e a Europa para maio, nos festejos do bicentenário.

O assunto é que não são discussões diferentes, o livre comércio que afeta e afetará a debilitada indústria local é parte da estratégia ofensiva do capital mundial pela expansão de sua atividade em recursos naturais, finanças e comércio.

O que sugerimos é a oportunidade para a discussão sobre a organização econômica local e sobre as bases da soberania, agora que se acaba de anunciar o funcionamento de uma articulação entre o Ministério da Economia e o Banco Central para redefinir o ‘modelo produtivo’ surgido da suspensão dos pagamentos, nos fins de 2001, e da desvalorização cambial dos inícios de 2002. Dali veio o grande crescimento econômico dos últimos anos. Sustenta-se agora que, além do dólar alto, faz falta financiamento para ampliar o investimento e a acumulação.

Pretendemos argumentar que engordar o mesmo modelo produtivo não serve. Requer-se avançar em outro sentido, onde o eixo seja a soberania e a satisfação de necessidades sociais, mediante a extensa a pobreza na Argentina.

Julio Gambina é professor de Economia Política na Faculdade de Direito da Universidade Nacional de Rosário e membro do CLACSO (Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais).

Traduzido por Gabriel Brito, fonte : Correio da Cidadania.

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Frases de Crianças

O jornal italiano "Corriere della Sera" publicou em sua edição eletrônica de fim de semana uma enquete muito divertida. Trata-se de opinar sobre o relacionamento das crianças italianas com o Menino Jesus.

Escolha a sua frase preferida. A minha é:
"Querido Jesus, em vez de você fazer as pessoas morrerem e aí criar novas pessoas, por que você não fica com as que já tem?" (Marcello)

Lu.
"Querido Jesus, a girafa você queria assim mesmo ou foi um acidente?"
(Dante Mendonça)

"Querido Menino Jesus, todos os meus colegas da escola escrevem para o Papai Noel, mas eu não confio naquele lá. Prefiro você." (Sara)

"Querido Menino Jesus, obrigado pelo irmãozinho. Mas na verdade eu tinha rezado pra ganhar um cachorro." (Gianluca)

"Querido Jesus, por que você não está inventando nenhum animal novo nos últimos tempos? A gente vê sempre os mesmos." (Laura)

"Querido Jesus, por favor ponha um pouco mais de férias entre o Natal e a Páscoa. No meio, agora está sem nada." (Marco)

"Querido Jesus, o padre Mário é seu amigo ou você conhece ele só do trabalho?" (Antonio)

"Querido Menino Jesus, por gentileza, mande-me um cachorrinho. Eu nunca pedi nada antes, pode conferir." (Bruno)

"Querido Jesus, talvez Caim e Abel não se matassem tanto se tivessem um quarto pra cada um. Com o meu irmão funciona." (Lorenzo)

"Querido Jesus, no Carnaval eu vou me fantasiar de diabo, você tem alguma coisa contra?" (Michela)

"Querido Jesus, eu gosto muito do padre-nosso. Você escreveu tudo de uma só vez, ou você teve que ficar apagando? Qualquer coisa que eu escrevo eu tenho que refazer um monte de vezes." (Franco)

"Querido Jesus, você é invisível mesmo ou é só um truque?" (Giovanni)

"Querido Jesus, se não tivesse acontecido a extinção dos dinossauros, não ia ter lugar para nós, você fez muito bem." (Maurizio)

"Querido Jesus, nós estudamos na escola que Thomas Edison inventou a luz, mas no catecismo dizem que foi você. Pra mim, ele roubou a sua idéia."(Daria)

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Valores da Taxa de Iluminação Púbilica

Essses são os valores da nova Taxa de Iluminação Pública, imposto criado pelo prefeito Eduardo Paes, aquele que durante a campanha e mesmo no dia de sua posse afirmou que não iriar tomar medidas que aumentassem a cerga tributária dos moradores do município

A taxa varia de acordo com o consumo mensal do cliente e será cobrada na conta mensal de luz



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Inicio do processo de impeachment de Arruda já tem data

A Comissão Especial da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o relatório do deputado Chico Leite (PT) que pede o impeachment do governador afastado e hospedado na PF de Brasília.

Agora o próximo passo é com plenário da Cãmara onde o pedido sejá votado, provavelmente na próxima semana. Caso seja aprovado em plenário Arruda será notificado e terá 20 dias para apresentar sua defesa.

Aliás Arruda esta ficando sozinho no barco mesmo. Ontem quatro de seus advogados abandonaram sua defesa alegando "motivos de foro íntimo".

  

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As manchetes unânimes

por Alberto Dines. 

O governo, ao que parece, pretende converter a escolha do sucessor do presidente Lula num plebiscito, por isso aposta numa intensa comparação entre os seus dois mandatos com os dois mandatos do antecessor, o presidente FHC.

Todas as eleições são plebiscitárias, sem exceção, e todas costumam ser muito disputadas. Mas por conta de um confronto que ainda não aconteceu, a imprensa antecipou-se e aproveitou o 4º Congresso Nacional do PT para acirrar os ânimos.

Exemplo disso foram as manchetes dos três jornalões (Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e Globo) no sábado (20/2), a propósito da apresentação das diretrizes do programa de governo da candidata Dilma Rousseff. Idênticas no fraseado e no espírito, as manchetes não parecem ter saído em veículos concorrentes (os grifos são nossos):

** O Estadão declarou: "Petistas decidem radicalizar projeto de governo de Dilma"
** Na Folha: "PT apresenta programa mais radical para Dilma"
** No Globo: "PT aprova programa radical para a campanha de Dilma"

Leia na íntegra  o artigo de Alberto Dines no Observatório da Imprensa

fonte : Observatório da Imprensa


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Necessárias homenagens - Marcelo Freixo

O militante de direitos humanos Frei Tito e o jornalista Zuenir Ventura têm agora a sua atuação reconhecida pela Alerj. Acaba de ser aprovada proposta do Mandato Marcelo Freixo de homenagem a Frei Tito com a Medalha Tiradentes post-mortem. E o escritor Zuenir Ventura receberá o título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro.

"Não é minha prática entregar medalhas e homenagens, mas acho importante como reconhecimento para o Rio de Janeiro e como memória. Frei Tito foi um dos maiores símbolos da luta contra a ditadura militar, foi uma pessoa barbaramente torturado, um frei dominicano, um dos maiores militantes dos direitos humanos, e que acabou se suicidando, porque não aguentou as tormentas da tortura. Ao homenagear a memória de Frei Tito, queremos também trazer um debate sobre a importância da verda! de e dessa Comissão da Verdade", defendeu Freixo no plenário desta quarta-feira (24/2).

O Zuenir Ventura, poucos sabem, não é carioca; mas mineiro. Talvez seja o mineiro com a alma mais carioca que eu conheço. Uma referência ética no jornalismo num momento em que o jornalismo, inclusive com esta Casa, nem sempre prima pela ética, afirmou Freixo.

Leia na íntegra o pronunciamento de Freixo em www.marcelofreixo.com.br/site/

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Quias as opções de Arruda?

Os advogados do governador afastado e hospedado na PF de Brasília, José Roberto Arruda, estão armando uma barganha junto ao STF.

Arruda em troca da liberdade se afastaria do cargo até o fim das invetigações. A justificativa é que afastado não teria como influenciar ou interferir nas investigações do mensalão do DEM, mas a preocupação é que ele depois de certo tempo acabasse retornando ao cargo.

Parece que esta solução não seria bem vista pelos Ministros do STF, mas segundo especulações seria admitido  algo parecido, só que em vez de afastamento a opção seria a renúncia. Acreditam que desta forma ele não teria mais como interferir em nada. Será mesmo?

O complicador? Com a renúncia Arruda perde o fórum privilegiado e seu processo deixa de ser julgado pelo STF. Detalhe, até hoje nenhum político foi condenado no STF, mas ao mesmo tempo será mesmo que é tão ruim assim ter o processo julagado em tribunais inferiores?

Amanhã, 26/02, está previsto  a apresentação do relatório do Deputado Distrital Chico Leite (PT), que deve encaminhar parecer favorável a abertura do processo de impeachment contra Arruda. Caso isso se confirme, após ser notificado não é mais possível renunciar e o processo corre até o final.

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Promessas de palanque - Chico Alencar

"O reinício pleno do ano letivo de 2010 nos convoca à reflexão sobre a realidade do nosso ensino. Educação de qualidade, para a construção de uma sociedade democrática, demanda professores com remuneração digna. No Rio de Janeiro, os professores recebem apenas R$ 607,26, sem gratificações. Bem abaixo do piso nacional de R$ 950,00".

Em  pronunciamento , Chico Alencar (PSOL) denuncia a precariedade da educação no Estado do Rio de Janeiro. No texto, aponta as discrepâncias entre as promessas do governador Sérgio Cabral, enquanto ainda candidato (2006), e o que fez durante o mandato.

fonte : http://www.chicoalencar.com.br

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25 fevereiro 2010

Ops, desculpa, foi engano! - Elaine Tavares

Estas notícias, todas as noites, sempre me enchem de uma absurda perplexidade. Diz o repórter, em tom monocórdio: “Mais 45 mortes em Bagdá”. E isso acontece todos os dias, 45, 34, 27, 50, os números variam por aí. Já passaram cinco anos da ocupação estadunidense no Iraque. E isso é notícia noite após noite.

Banalizou. Morrer, no Iraque, é coisa normal. Ninguém sequer pestaneja, segue comendo, ou varrendo, ou fazendo o que seja, enquanto ouve a terrível notícia. É que o Iraque está tão longe, quase ninguém tem algum parente lá, ou um conhecido. A dor dos iraquianos toca raras pessoas. Eu, por exemplo, me assombro a cada noite.

Outro dia, o locutor informou com voz impassível: 27 civis foram mortos por engano no Afeganistão. Putz! E ele nem pestaneja, e logo segue outra notícia, de preferência alegre, para que as pessoas não fiquem estarrecidas diante do fato de que, num outro país distante, também ocupado desde há nove longos anos, morrem civis todos os dias, vítima da violência da ocupação. E só volta e meia algum destes ataques a civis sai na imprensa. Como esse da semana passada. É que o Afeganistão “saiu da pauta”. Há outras desgraças a perscrutar.

Pois a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que é nome pomposo do braço armado estadunidense naquela região, divulgou que matou por engano os civis pensando que eram terroristas. Pois assim é a guerra “cirúrgica” promovida pelo exército mais poderoso da terra. Recrutam garotos sem oportunidades nos Estados Unidos, transformam os mesmos em máquinas de guerra, mas tiram deles a visão do horror. No geral, estão lá em cima, nos aviões, apontando para pontos escuros na terra, como se fosse um vídeo-game. A guerra sem sangue, a “limpeza” clínica, cirúrgica, bem demarcada pelos radares.

Só que os radares são observados por humanos que erram, e tampouco podem dizer se os pontinhos no chão são terroristas ou gente simples, que tenta viver a vida naquela região conflagrada e ocupada há quase uma década. Bueno, para os estadunidenses isso parece coisa irrelevante, visto que basta ser afegão ou iraquiano para ser terrorista, é como um sinônimo. Então, vez ou outra, alguns soldados de outras bandeiras, ou mesmo algum estadunidense com consciência, percebem que essa versão de “terroristas” que eles tem cravada nas retinas não é tão verdadeira assim.

Então se dão conta de que aqueles pontos lá embaixo são mulheres lavando, crianças brincando, velhos tomando sol, homens trabalhando. Então, ficam estupefatos. “São civis”! Aí uma boa alma admite o erro e pede desculpas.

“Foi um engano, desculpa”. Mas essas desculpas são para quem? Aos mortos? Estes já estão em outro plano, bem melhor, nos braços de Alá. Aos vivos? E para que? Para que os desculpem por antecipação, caso o radar ou os olhos falhem outra vez? O general McCrystal ainda tem a cara de pau de dizer que estão lá para proteger os afegãos. Proteger do quê, cara pálida?

Os Estados Unidos ocuparam o Afeganistão para, segundo seu governo, levar a democracia e a liberdade. Mas, quem, além da mídia cortesã, acredita nisso ainda? Lá estão para garantir as plantações de ópio, para manter bases militares capazes de incendiar a região a qualquer momento, para garantir seu poder de polícia do mundo. Pouco importa se para isso tenha que matar o povo inocente. A nós, aqui, cabe o assombro, a perplexidade diante do cinismo: “ops, desculpa, foi engano”. E assim segue a vida, na apatia de ver o ladrão entrando na casa do vizinho. Fecha-se a janela com vagar, para não ser visto. Até que um dia, o ladrão entra no nosso quintal...

Elaine Tavares é jornalista

fonte : Caros Amigos

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Bolivia: tres revoluciones - Guillermo Almeyra

Bolivia está llevando a cabo tres revoluciones simultáneas: una, democrática, descolonizadora, modernizadora; otra, cultural, eliminadora del atraso y la barbarie impuestos por el pasado de explotación y sumisión, y la tercera, social, de contenido anticapitalista objetivo. Evo Morales y su gobierno conducen las dos primeras con gran vigor y decisión, pero las formas y el contenido de la tercera están todavía indefinidos.

Dos casos recientes ilustran las dificultades que derivan del pasado. El primero, es del intelectual aymara y ex ministro Félix Patzi hasta hace poco candidato nada menos que a gobernador de La Paz y que acaba de pasar a la oposición y de intentar formar su propio partido campesino sobre bases racistas (habla de que los ministros blancos lo persiguen). El otro es el de la negativa del Estado Mayor de las fuerzas armadas a proporcionar a la justicia los documentos sobre la dictadura y las desapariciones y torturas. Analicémoslo un poco.

El gobierno, por la vía legal, había declarado que conducir en estado de ebriedad constituía un delito punible con cárcel, como en cualquier país civilizado. El sindicato de choferes de autobuses declaró un paro de 48 horas para revocar esa medida, defendiendo obviamente el “derecho” a conducir borracho y, además, Patzi fue pillado conduciendo alcoholizado y Evo Morales, de inmediato, así como el MAS, su partido, lo eliminaron automáticamente como candidato a gobernador de la principal ciudad boliviana a pesar de su popularidad y su apoyo organizado.

Patzi, para colmo, primero mintió al tratar de explicar su borrachera pues dijo que venía de un inexistente velorio de una prima. O sea, opuso los usos y costumbres (en los velorios todos beben) a la ley estatal y, después, para colmo, se fue a su zona natal para que su comunidad le aplicase un castigo (hacer mil ladrillos de adobe en tres días).La imposibilidad material de cumplirlo en ese corto lapso (reducido además por entrevistas y reuniones) constituía por sí misma otra mentira evidente y, una vez más, un intento de oponer los usos y costumbres a la ley estatal (aunque, desde el punto de vista de aquéllos, correspondía que el castigo fuese establecido por la comunidad donde había cometido el delito, y no por su comunidad originaria).

La ley de la República fue violada en nombre de la incorporación de los usos y costumbres a la Constitución pero pisoteando al mismo tiempo el precepto indígena oficial de “no mentir”, aprovechando que en Bolivia, como en muchos otros países, emborracharse es algo muy común y cosa de hombres, tanto que un sinónimo de beber es “macharse”. Las decisiones legales tendientes a fortalecer el Estado, por otra parte, chocaron además en este caso con el indigenismo racista de Patzi (y de sus seguidores atrasados que creen que los explotadores son sólo los k’aras, los blancos, cuando hay capitalistas aymaras) y con el nepotismo y el clientelismo del ex ministro durante su período de administrador público, así como con el corporativismo de la Federación Campesina de la Paz que lo siguió acríticamente y sobre el cual Patzi intenta construir su partido opositor.

En el caso del mando militar y de su oposición a la justicia, actúan diversos factores (como, por ejemplo, la influencia en los altos mandos de las fuerzas conservadoras y contrarrevolucionarias nacionales y extranjeras) pero predomina nuevamente el corporativismo. Los militares de hoy cubren a los dictadores y asesinos del pasado porque “perro no come perro” y porque esperan que en el futuro se les brinde a ellos la misma solidaridad de casta. Ahora bien, en un Estado moderno –y Morales quiere modernizar Bolivia- los militares están sometidos a las leyes y a los poderes estatales y no son un cuerpo que pueda funcionar en autogestión.

Nuevamente, los intentos de sacar a Bolivia del atraso (la borrachera, el clientelismo, la corrupción, la arbitrariedad de los cuerpos separados) para imponer una Constitución, un estado de derecho y construir, por primera vez en su historia, un verdadero Estado capitalista, chocan con el espesor político-cultural del colonialismo y el precapitalismo. Y eso no se elimina en un par de años sino que requiere una larga revolución cultural. No basta pues con ganar el gobierno y con obtener un apoyo popular del 80 por ciento contra la reacción si no se tiene realmente el poder y si ese apoyo masivo es mucho menor en casi todos los aspectos de la vida política y cotidiana, que, para bien y para mal, están muy marcadas por el pasado.

Aquí entra el problema de la tercera revolución, la anticapitalista, que figura en las aspiraciones de Evo Morales y Álvaro García Lineras pero no permea ni las medidas de su gobierno ni el accionar de su partido, el MAS. En primer lugar, éste es un pool de intereses corporativos, una alianza de organizaciones sindicales y sociales con sus burocracias respectivas, y no está en condiciones de orientar al gobierno.

El segundo lugar, según las tradiciones nacionalistas-desarrollista de la revolución de abril de 1952, el gobierno confía en el aparato estatal para industrializar al país y no en las capacidades de autogestión y construcción de una economía alternativa por parte de los obreros y campesinos. Depende pues, como antaño, de una economía extractiva, exportadora y de la producción por el Estado de lo mismo que producían los capitalistas privados. Construye así el capitalismo de Estado e intenta crear un aparato burocrático para dirigirlo y utiliza el apoyo masivo como si fuera su infantería de choque, pero sin que los trabajadores discutan y decidan qué hacer en el territorio y qué con los recursos. Pero esto tampoco se consigue rápidamente y, además depende de los avances de la revolución cultural y de la situación económica internacional.

Guillermo Almeyra es miembro del consejo editorial de Sin Permiso


fonte : La Jornada, 21 febrero 2010

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O promovido - Silvio Fernando

Meu pai sempre que chegava em casa, comentava com mamãe depois do jantar, como seria bom em um dia de semana desses, aparecer mais cedo do serviço em casa com uma champagnota debaixo do braço e anunciar com um ar vitorioso que “depois de vinte árduos anos na repartição, finalmente fui contemplado com uma promoção” como ele sempre dizia sem se importar com a qualidade das rimas.
 Mas acontece que nem rimas nem coisa alguma preocupavam papai, já que, a única coisa que [pré]ocupava seu pensamento era tornar-se algum dia o dono da firma ou pelo menos seu gerente, posto este que estava ocupado por ninguém menos que o sobrinho do chefe. E enquanto a tal promoção não chegava meu pai continuava a falar no dinheiro, na “vitória” e no champagne – todos futuros.
 - Ora querida, se até o Rafael foi promovido porque eu não? – Inquiria meu pai à mesa de jantar.
- Porque você não é o sobrinho do chefe, Geraldo. Só por isso.
- Mas será que vocês não vêem?! O homem não tem mais nenhum parente vivo para promover, o que significa que logo chegará minha vez!
- Se você diz, Geraldo...
- “Se você diz”. Mas é claro que eu digo e com razão! Tenho mais o que fazer além de ficar inútil lá, só vendo e anotando erro dos outros, daqueles incompetentes.
- Mas lá, gostam tanto de você, Geraldo...
- Gostam, gostam sim Luísa, especialmente quando dão piparotes na minha orelha pra ver se dá sorte, quando escondem minhas canetas...
- É você quem as perde sozinho.
- ...desenhos que fazem na minha careca enquanto eu durmo, riem de mim pelas costas...
- Ah,Ah,Ah,Ah....
- Viu só Luíza? Até o garoto ri de mim (Cala a boca, guri!) Ei, você também está rindo! Mas será que ninguém aqui reconhece minha competência?
Então vendo o silêncio que se formou (até do cão) meu pai pegando o prato e saindo da cozinha, acrescentou:
- Bah!, para vocês que não reconhecem a minha competência! Quando a minha vez chegar e eu for dono ou gerente da firma quero ver a cara de vocês... de vocês e deles lá da repartição que nunca me consideraram digno de nada, isso agora, porque no tempo em que era o imbecil do Oliveira quem mandava (que Deus o tenha!) tudo era diferente...ah, quando eu estiver no poder minha primeira medida será despedir todo mundo: o Osório, o Pasquale, o Ernesto, todo mundo.
A começar do Rafael, lógico, que não presta pra nada e foi promovido. E parem de rir! Escuta só, com meu poder posso até mandar vir um trator para atropelar todos eles, já pensou? Um por um...ah, ah, ah, ah... – disse isso com um ar de Pol Pot e dirigiu-se ao sofá da sala para ali, sozinho, sentado mefistofelicamente, ver o show do Bozo.
E a tal vez afinal chegou; só que não como dono da firma ou seu gerente, e sim apenas como chefe do lugar onde trabalhava, sem o benefício de um trator à tiracolo. Pelo menos já era alguma coisa. Ignorávamos se a profissão conseguida fora por intermédio da Providência Divina ou dos trambiques de papai.
O fato que importava, dizia ele, era que a conseguira. Várias vezes chegava em casa desolado, reclamando que só havia na repartição um emprego abaixo do seu; o do rapaz, sozinho no mundo e sem família, que atirava as fichas velhas e já sem uso no lixo. Agora sim, tinha um emprego à altura de sua capacidade; era o chefe da repartição! O chefe! O manda-chuva...! Embora nada fizesse. Meu pai apenas sentava-se em sua cadeira, limitava-se a dar ordens a terceiros que por sua vez a davam a outros para serem executadas, assinava contratos na maioria das vezes sem os ler (principalmente quando eram muitos extensos e não tinham o timbre vermelho da companhia, que ele tanto gostava), jogava buraco com os auxiliares, enfim, fazia tudo o que um chefe de repartição faz ou se espera que ele faça.

Mas houve um problema (sempre há um!) que atrapalhou meu pai, fora delatado ao presidente da empresa, acusado injustamente de não cumprir com seus deveres, ser ludibriado por espertinhos ao assinar contratos de compra e venda da empresa sem os haver lido antes, de ser vingativo e guardar rancor dos funcionários fazendo de suas vidas “um verdadeiro inferno” segundo palavras de uma moça bonitinha que servia café, já convenientemente despedida por papai.
Acusavam-no ainda de ser um elefante-branco na empresa, de estar lá, e não saber fazer nada. Mentiras como vêem! Foi isto que naquele dia fatídico meu pai encarregou-se de contar à minha mãe e que eu encarreguei-me de ouvir atrás da porta. Meu pai suspeitava de que fora Rafael quem o denunciara (a denúncia fora enviada por uma eventual carta anônima e comprovada mais tarde quando ao fim da leitura da carta, descobriram que ela não tinha assinatura; uma cópia foi encontrada sobre a escrivaninha do presidente da empresa e a outra num lugar estratégico: a máquina de cafezinho dos funcionários).
- Foi ele sim! Claro que foi !
(“Ele” era o Rafael, lógico).
- Mas por que ele teria inveja de você, Geraldo? Ele é o seu chefe !
- Por isso mesmo, deve ter inveja dos anos de labor que eu, o Osório, todos nós, dispensamos à repartição. Como não? Deve ser isso.
- Ah, é? E você por alguma razão especial que eu desconheça, tem saudades daquele tempo?
- Eu? Eu não. Não sou louco.
- Então? Por que o homem haveria de ter?!
- Sei lá! Ele não gosta de mim. E se não foi ele, foi o Pereira. Pronto !
Sei que, as últimas palavras de meu pai antes de abrir a porta do quarto e eu sair correndo para cama, foram que amanhã haveria uma reunião na empresa, que ele mesmo convocaria, e lá, por sua eloqüente defesa e de seu testemunho dos “verdadeiros” fatos, lhe dariam de volta o emprego ou ao menos uma profissão que estivesse a altura de sua capacidade, capaz de fazer corar de inveja, os Rafaéis do mundo inteiro, “bem melhor que essa promoçãozinha que eu recebi”.
Pela manhã, quando estava torcendo as orelhas do cachorro, vi meu pai chegando em seu fusquinha trazendo o paletó por debaixo do braço, sempre que fazia assim era sinal de que trazia novas, se eram boas ou más ignorávamos. Seu semblante estava sempre impassível; a única mudança que se lhe apresentava não era na carne, era na vestimenta: o paletó jogado por baixo do ombro do lado esquerdo indicava boas notícias; do lado direito, más notícias; no meio das mãos, nem tão boas, nem tão ruins. Quando o paletó e a gravata estavam em suas mãos, era notícia que havia sido demitido e quando os dois mais o cinto estavam em sua mão, era o resultado do meu boletim escolar.
Sei que, naquele dia, devido a uma mordida (bem no olho) que levei do cachorro que se cansara da divertida brincadeira, não pude, de longe, ver em qual dos lados do meu pai estava o paletó. Só quando chegou perto de mim pude vê-lo. Estava no meio, mas com a gravata na mão direita.
- Devolveram-lhe o emprego ? – Perguntei, já sabendo da inútil resposta.
- Bem... quase – respondeu meu pai sem disfarçar um certo embaraço – acabaram me remanejando, me dando um emprego menos estressante, mais de acordo com a minha capacidade.
- Por que está sem gravata, então?
- Por que não preciso mais dela. Tome, vá brincar com ela. Nunca mais a usarei.
- ? !
- Lembra daquele rapaz, o que joga as fichas velhas no lixo?
Não hora não lembrei, mas disse que sim. Não custa nada ser um bom filho em certas ocasiões.
--Pois é... virei assistente dele. Você não imagina a papelada sem valor que se acumula dentro de uma firma. É preciso muita atenção, muita organização, muita fibra mesmo para...para...você entende o que eu quero dizer, não é?
Também não entendi mas fiz ou devo ter feito um gesto de aquiescência. Ele então me estendeu a gravata. Não me lembro se lhe dei os pêsames ou os parabéns, ou nem isso, mas sei que peguei a gravata e fui enforcar o cachorro com ela.

13/12/09

Fonte: ViaPolítica

O autor
Silvio Fernando é jornalista e psicólogo formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Formou-se também em roteiro e dramaturgia pelo Núcleo do Teatro de Arena paulista.
Entre outros veículos, foi colunista e crítico de cinema do site Bibliaworldnet, repórter da rádio baiana Brasil FM e atualmente é redator e roteirista das rádios Terra AM e Musical FM.
No teatro, integrou as companhias Quarteto em Rir Maior e Os Terroristas do Riso.
Escreveu e dirigiu peças de cunho educativo encenadas por populações em desvantagem social e jovens em situação de risco.

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