30 abril 2010

Pesquisa do MCCE mapeia parlamentares favoráveis à Ficha Limpa

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) divulga o resultado de pesquisa feita entre os 513 deputados(a) da Casa.. O objetivo da pesquisa, realizada de 19 de março a 05 de abril, foi mapear o apoio ao projeto na Câmara, a partir de uma demanda da própria sociedade.

15% dos parlamentares responderam à pesquisa. No total, participaram 77 deputados(a). Destes, 73 responderam apoiar o projeto e 4 ainda não se decidiram. Considerando-se todos os 33 subscritores do PLP 518/09, o número de apoiadores subiria para 84 – isso porque destes, 11 não chegaram a responder a pesquisa. Apesar de o MCCE considerar que o apoio dos subscritores ao projeto, para que a participação fosse oficialmente validada na pesquisa, é exigida uma resposta por email.

Pesquisa objetiva
No dia 19/03 a pesquisa, com a seguinte pergunta formulada pelo MCCE: Em relação ao substitutivo do PLP 518/09, Projeto Ficha Limpa, que será levado à Plenário, qual a posição do (a) senhor(a) deputado(a), foi enviada a todos os 513 parlamentares. Havia três opções de resposta: Apóia, Não apóia ou Ainda não se decidiu. Depois do primeiro envio, três pessoas do MCCE ficaram responsáveis de ligar para os gabinetes de todos os deputados(a) para comunicar sobre a realização da pesquisa. Em paralelo com esse trabalhão de ligação, e para ter a certeza que todos receberiam o documento, a pesquisa foi reenviada mais duas vezes, nos dias 22 e 29/03. Os telefonemas do MCCE, informando sobre o fato e convidando os parlamentares a participarem foram feitos até ontem (05/04).

A iniciativa da pesquisa deve-se à necessidade de atender os questionamentos da sociedade civil feitos ao MCCE, divulgando as posições dos parlamentares sobre o projeto. A lista completa, por estado e por partido poderá ser consultada no site do MCCE (www.mcce.org.br). Os parlamentares que ainda quiserem responder à ela poderão fazê-lo entrando em contato com a Secretaria Executiva do Movimento. As novas respostas serão atualizadas no site da rede diariamente.

Veja os resultados em anexo: (arquivos em PDF)



 

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Pré-candidato do PSOL diz que crimes bárbaros não deveriam ser anistiados

Plínio de Arruda Sampaio discorda da decisão do STF pela manutenção total da Lei da Anistia. 

O ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio que permaneceu 12 anos exilado no Chile e nos Estados Unidos durante a ditadura militar (1964-1985), diz acreditar que crimes bárbaros, como sequestros e torturas, não deveriam ser anistiados como decidiu nesta quinta-feira (29) o STF (Supremo Tribunal Federal).  "A Lei da Anistia ocorreu em nome da harmonia política da época e os líderes já entregaram o poder, mas não existe anistia para sequestros e torturas. Os bárbaros crimes cometidos não podem ser anistiados." 

Clique aqui  para ler o restante da matéria publicada pelo Portal R7 


Quer saber o que disseram ou outros pré presidenciáveis?


Juro que tentei achar alguma manifestação dos outros dois pré presidenciáveis mas não consegui. Se alguém souber me diz.

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Editorial do Globo anistia o Globo. Ressurge a democracia !

por Paulo Henrique Amorim em seu site Conversa Afiada 
Ela precisa muito dessa “democracia”. Ela vai mal até no Globope

O Globo fez um desses editoriais memoráveis. 

(Falta ver o que dirão a Folha (*) e o Estadão.) 

Dizem os filhos do Roberto Marinho (eles não tem nome próprio), no editorial de hoje, na pág. 6: 

“STF estabelece marco ao manter a Anistia”. 
“ … foi um daqueles momentos da República em que o Poder Judiciário sai fortalecido e, por isso mesmo, amplia a musculatura (os editorialistas do Roberto Marinho eram melhores – PHA) do estado de direito democrático.” 
“… (a Lei da Anistia foi) uma conciliação para servir de passaporte à democracia”. 

Uma democracia em que o Roberto Marinho deitou e rolou, diga-se de passagem. 

A Lei da Anistia é, de fato, um marco: a ditadura veio para ficar. 

É o que demonstram Vladimir Safatle (clique aqui para ler “Ministros, por favor, lembrem-se de Antígona” ) e Paulo Arantes (clique aqui para ler “O que restou da ditadura. Tudo, menos a ditadura” ). 

Este editorial de hoje não passa de um plágio vil do editorial da primeira página da edição do Globo de dois de abril de 1964: “Ressurge a democracia”. 


Trata-se de uma auto-anistia.
Como a Lei da Anistia.
Viva a Argentina ! 

Paulo Henrique Amorim 

Em tempo: o problema é que a “democracia” da Globo já “ressurgiu” mais. E, hoje, a Globo precisa desesperadamente de uma vitória do herói da democracia brasileira, o José Serra, para não sucumbir: 
É o que demonstra o Stanley Burburinho, esse implacável ombudsman do PiG (**) 
Até o momento, Globo registra a pior audiência da década 

Da Redação 
Prestes a completar 45 anos, a Rede Globo chega ao fim de abril com a pior média diária de audiência da década: 16,8 pontos de Ibope. Porém, ainda faltam oito meses para a emissora tentar reverter o quadro.
Em 2000, a média diária de audiência da Globo foi de 20 pontos. Em 2002, 20,3; e em 2003, 21. Em 2004, o melhor resultado da década: 21,7 pontos. Em 2007 a emissora iniciou o período de perda de audiência, com 18,7 pontos, seguidos por 17,4 e, 2008 e 2009.
Com informações de O Estado de S. Paulo. 

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores. 

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Fotos da erupção do vulcão na Islândia

Fotos da erupção do vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia, em abril deste ano, publicadas pelo Jornal Americano Boston Globe 

Veja estas ampliadas e outras no link acima.


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Os pré candidatos e a reforma agrária

No mesmo dia (29/04) em que os pré canditados do PT e do PSDB, em visita a uma feira do agronegócio, em Ribeirão Preto, criticaram a luta pela reforma agrária, a Comissão Pastoral da Terra fez uma denúncia ao Ministério da Justiça.



Lideranças do movimento estão sendo perseguidos e ameaçados de morte ou sofrem perseguição da Justiça nos estados do Mato Grosso, Bahia, Maranhão e Tocantins.

Foi entregue relatório com dados dos Conflitos no Campo, com informações de assassinatos, que segundo a CPT, chegam a 1500 casos e violência nas reintegrações de posse.

Segundo o bispo Dom Tomás Balduino mais de 13 mil famílias foram retiradas de terras por decisão judicial e foram registrados mais de 1500 assassinatos devidos a conflitos agrários desde 1985.

Agora se você que saber uma opinão diferente daquela dos outros dois lá do início da postagem, leia aqui o que pensa e dis Plínio Arruda Sampaio.

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29 abril 2010

Ficha Limpa já!

Por pressão popular, na terça-feira (04/05) será votado um requerimento de urgência para o projeto conhecido como Ficha Limpa. Se aprovada a urgência, o projeto será votado em seguida, em sessão extraordinária.

No domingo (02/05), no Rio de Janeiro, haverá a caminhada "Ficha Limpa - eu apoio". 

A concentração é às 9h, no Posto 9, Ipanema, saindo às 10h30m em direção ao Leblon.

fonte : http://www.chicoalencar.com.br

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O Ousar Lutar tá de cara nova

Pois bem, o Blog tá de cara nova.  O resultado do trabalho executado, com competência e principalmente paciência, pelo web designer Tico Esteves , ficou excelente.



Espero que todos, que por aqui passarem, gostem também e caso possuam um blog e estão com vontade de dar uma repaginada no mesmo, não tem pessoa melhor para fazer isso do que o Tico.

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Projeto Ficha Limpa pode ser votado na próxima semana

O projeto de inciativa popular, que impede o registro da candidatura de políticos com condenações na Justiça , conhecido com "Ficha Limpa" poderá ser votado, em plenário, na próxima semana, mesmo sem o parecer da CCJ da Câmara.

Isto porque o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que requerimento de urgência para o projeto será colocado em pauta para a próxima terça-feira, conforme acordo de líderes. Caso o requiremento seja aprovado, o projeto deverá ser votado em sessão extraordinária, em turno único, neste mesmo dia.

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Para fazer a alegria de muita gente

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou ontem (28/04) a quebra de patente patente do Viagra, fabricado pela multinacional farmacêutica Pfizer. Com a decisão, o genérico do medicamento poderá ser fabricado já a partir de junho deste ano.


A estimativa é que o genérico do Viagra, custe até 35% menos do que o original, ficando seu preço em torno de R$ 40. Uma caixa do Viagra, custa hoje cerca de R$ 60.

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Os cartazes de Stalin devem decorar as ruas de Moscou?

Por Breno Altman*

O prefeito da capital russa, Iuri Lujkov, tomou uma decisão que está dividindo o país, às vésperas das comemorações, no dia 9 de maio, do 65º. aniversário da vitória sobre o exército nazista. O administrador, integrante do partido situacionista Rússia Unida, resolveu colocar como parte das ilustrações da marcha que celebrará a data histórica dez grandes painéis com imagens de Stalin, dirigente do país quando os alemães foram batidos. (Leia mais sobre o assunto).

Ao atender, com sua polêmica iniciativa, à insistente reivindicação da associação dos veteranos de guerra, provocou duras reações. Tanto setores políticos hostis à experiência soviética quanto organizações de direitos humanos protestaram, denunciando desrespeito às vítimas do período staliniano. Lujkov, ele próprio ácido em suas opiniões sobre o antigo líder comunista, rechaçou as críticas: “Pretende-se livrar a história de um importante nome, ligado à etapa que foi, provavelmente, a mais dramática na história do país. Sou contra isso.”

O tema é delicado por vários motivos. Talvez a mais destacada dessas razões seja porque o papel de Stalin na Segunda Guerra Mundial (ou Grande Guerra Patriótica, como a chamam os russos, preservando denominação reinante na velha URSS) se constitua no calcanhar de Aquiles da longa política de demonização do chefe soviético. Afinal, se continuasse a receber votos de respeito e admiração pelo protagonismo no combate ao nazismo, seu retrato como vilão dos povos não ficaria de pé. No mínimo, as apreciações acerca de sua trajetória teriam que ser mais equilibradas e contextualizadas.

Seu enorme prestígio no imediato pós-guerra, dentro e fora da União Soviética, irradiava-se até pelos meios de comunicação dos países capitalistas. Naquele então, era patente que as forças hitleristas tinham sido derrotadas fundamentalmente pelo Exército Vermelho, sob o comando estrito do georgiano que sucedera Lenin. A deflagração da Guerra Fria, porém, exigia que esse registro no imaginário social fosse destruído, transformando o herói comunista em um bandido sórdido, cuja participação no conflito mundial teria sido errática e coadjuvante.

Ao campo norte-americano e suas agências diretas ou disfarçadas interessava alimentar a teoria dos dois demônios. O sinal de equivalência entre o dirigente soviético e o ditador alemão, afinal de contas, favorecia a falsificação destinada a apresentar as nações sob democracia liberal como o esteio da vitória contra o nazismo e, portanto, legitimadas para continuar o combate contra o autoritarismo de esquerda.

O indispensável livro Stalin, a construção de um mito negro, do italiano Domenico Losurdo, que será publicado pela Editora Revan este ano, apresenta uma preciosa pesquisa de como se articulou a máquina propagandística destinada a reescrever páginas da guerra na lógica do combate ao “império do mal” e seu líder máximo. E de como amplos setores de esquerda, às voltas com disputas internas ou intimidados pela ofensiva conservadora, também acabaram intoxicados pelo mesmo revisionismo histórico e viraram seus co-patrocinadores.

O problema orgânico desse discurso, no entanto, nunca foi solucionado. Como seria possível, de forma consistente, apresentar Stalin como um tirano que a tudo e a todos controlava, mas que no momento mais decisivo teria se transformado em um joguete dos militares? Aliás, dos mesmos oficiais que são descritos em inúmeros livros não-comunistas como eternamente amedrontados pelas atitudes do secretário-geral comunista, que teria liquidado fisicamente o núcleo duro do Exército Vermelho, às vésperas da guerra, para poder exercer a regência inconteste sobre as forças armadas soviéticas.

Faz tanto sentido essa argumentação, que defende a submissão de Stalin a seus oficiais, quanto qualquer abordagem sobre as guerras napoleônicas que anulasse a participação de seu eponímico. Ou sobre as batalhas de independência da América Hispânica que eludisse o papel de Bolívar. Ou sobre as guerras púnicas que escapasse de dar devida importância à intervenção de Cipião na destruição de Cartago.

As memórias de Roosevelt e Churchill, além das investigações realizadas nos arquivos russos após o colapso soviético, para ficarmos apenas em algumas fontes, são claras ao afirmar que Stálin exercia a liderança absoluta, tirânica, sobre os movimentos de suas tropas, muitas vezes contra a opinião dos generais de seu estado-maior.

O ex-presidente norte-americano chegou a revelar sua estupefação com o fato do líder comunista participar das conferências mundiais durante a guerra ao lado de apenas dois ou três assessores, com controle irreparável dos dados de combate, enquanto a delegação dos Estados Unidos e a inglesa eram compostas por dezenas de integrantes, de sorte a permitir que seus chefes políticos tivessem informações competitivas sobre o teatro de operações.

O mais importante, porém, é a memória social dos acontecimentos – também resgatada em numerosos documentos e estudos. Os guerrilheiros e soldados aprisionados pelos nazistas, às vésperas de seu fuzilamento, escreviam cartas às famílias brindando seu próprio sacrifício e enaltecendo a liderança de Stalin. Milhares e milhares de depoimentos relembram o efeito moral de o chefe soviético ter decidido manter, em 1941, o tradicional desfile do 7 de novembro, aniversário da revolução bolchevique, mesmo em meio ao bombardeio da artilharia alemã às portas de Moscou. São registros de uma guerra de caráter popular, que mobilizou todas as energias, civis e militares, sob uma clara voz de comando.

A onda revisionista, no entanto, chegou ao ponto de trocar o nome da cidade na qual se travou a mais importante e heróica batalha contra o nazismo: Stalingrado, ainda nos anos 1960, passou a se chamar Volgogrado. No curso da restauração capitalista dos anos 1990, os últimos símbolos e homenagens também foram eliminados. Mas a pressão dos veteranos e outras camadas sociais sobre a administração moscovita, nesses último meses, parece revelar o relativo fracassso de se combater Stalin por meio de métodos outrora classificados como... stalinistas.

Não é o caso de se contrapor a violação da verdade histórica com uma imagem cândida e igualmente falsa sobre o homem que governou o primeiro Estado socialista durante 30 anos. Seria tão absurdo como aceitar que o contraponto ao culto à personalidade pudesse ser a vilanização de um líder dessa envergadura.

Stalin foi ator em uma época de extrema polarização. Seu período de liderança foi exercido praticamente o tempo todo em situação de guerra, civil ou externa, quando a violência era instrumento inalienável de todas as forças políticas, que se jogavam em batalhas de vida ou morte, triunfo ou aniquilamento. No curso de sua estratégia para modernizar o país, derrotar as antigas classes dirigentes, consolidar a hegemonia interna e romper o cerco montado pelos governos capitalistas, muitos crimes foram cometidos e vítimas inocentes, incluindo provados dirigentes bolcheviques, perderam sua vida e honra.

Stalin representava o projeto de uma ditadura revolucionária, com seus feitos e inegáveis deformações. Seu grande legado, porém, segundo o insuspeito historiador trotskista Isaac Deutscher, foi ter herdado um país que vivia na era do arado de madeira e tê-lo entregue às gerações futuras, em menos de trinta anos, como uma potência atômica. Seu sistema autocrático de governo, que tampouco foi sempre o mesmo e passou por tentativas aberturistas, construiu também o doloroso caminho para gerar e controlar os recursos que permitiram a mais rápida e ampla expansão de direitos sociais da qual se tem notícia.

Esse artigo, de toda forma, não se presta a um balanço do que foi a trajetória do controvertido líder soviético. A questão é repor um fato histórico, apenas isso. Se a algum dirigente em particular a humanidade deve a liquidação do nazismo, esse homem atende pelo nome de Iossef Stalin. A ele coube, a despeito de seus erros e sangrentos delitos, o comando do exército e da pátria que quebraram a coluna vertebral das tropas de Hitler.

*Breno Altman é jornalista e diretor do site Opera Mundi. 

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28 abril 2010

STF mantém para anistia a torturadores




A maioria dos Ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram hoje (29/04), por 7 votos a 2, a ação impretada pela OAB e pela Associação do Juízes pela Democracia e mativeram o entendimento que a Lei  da Anistia também se aplica aos agentes públicos, militares ou civis, acusados de homicídio, desaparecimento forçado, abuso de autoridade, totura, lesões corporais, estupro e atentado violento ao pudor, contra aqueles que ousaram lutar contra a ditadura militar instalada no país, nas décadas de 60 e 70..

No final a decisão não chega a surpreender, já que como bem disse Celso Lungaretti, essa decisão seria muito mais política do que jurídica. Leia aqui o artigo de Celso publicado em seu blog Náufrago da Utopia.

Termino esta postagem com as palavras da amiga Claudia Pavan Lamarca "Muito além da consciência existe, o que o homem não pode controlar, as suas memórias. Uns se beneficiam com boas lembranças, outros, são mortificados por elas. Não existe lei ditada pelo homem, que consiga aniquilar, os seus demônios, quando eles foram criados dentro de si."

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Aquilo que a imprensa não viu e nem quis que o povo visse

O Governo Aécio chega ao fim de mandato, com rompantes na imprensa sobre metas alcançadas, austeridade fiscal, obras de infraestrutura por todo o Estado e os propalados 80% de popularidade.
Por Fábio Bezerra*

Porém essa peça do teatro da política é talvez o maior exemplo nos últimos anos, de como o uso da mídia associado a fragilidade da oposição, sedimentaram na opinião pública o sucesso entorno da gestão do PSDB.
Afastada do Palácio do Planalto desde o governo patético governo Itamar e de uma proeminência no cenário nacional há anos, a elite conservadora das Gerais não poupou esforços para construir a imagem de um estadista eficiente, postulando a possível candidatura de oposição de direita, à presidência nesse ano.
Todos os que ousaram denunciar as contradições e desvios na gestão Aécio, ou meramente teceram críticas ao funcionamento das políticas públicas, foram perseguidos e banidos de suas funções na imprensa.
Anestesiados e enganados por uma massiva propaganda midiática, a população em geral se encontra a mercê das manipulações e da idolatria que cercam o período de Aécio a frente do Governo do Estado. Nesse sentido poucos sabem do verdadeiro caráter do chamado : “choque de gestão” na máquina pública, que afetou o funcionamento de diversas áreas através da suspensão de direitos, achatamento salarial dos servidores, diminuição de investimentos em alguns setores e criminalização do funcionalismo público, através da implementação da chamada avaliação de desempenho, que pune aqueles que não conseguem atingir as metas estipuladas pelas chefias, mesmo não havendo condições objetivas para se conseguir tal alcance.
Sob o Governo Aécio, a ampla maioria do funcionalismo teve perdas significativas, diversos postos de trabalho foram fechados e o endividamento real dos cofres públicos aumentou; exemplo mais recente foi o faraônico projeto da cidade administrativa, inaugurada às pressas antes da entrega do cargo devido ao calendário eleitoral.
Só essa obra custou aos cofres públicos mais de UM BILHÃO DE REAIS, dinheiro que poderia ser investido na construção demais de 100.000 moradias populares, ou desapropriada dezenas de latifúndios em prol da reforma agrária, ou investido no reajuste justo do conjunto do funcionalismo.
Enquanto famílias vivem em condições inumanas, sem um teto e sem emprego, como é o caso da ocupação Camilo Torres e Dandára, ambas em Belo Horizonte, acuadas e hostilizadas pelos aparelhos de repressão do Estado, enquanto o IPSEMG – o maior patrimônio do funcionalismo teve durante o mês de Março metade dos leitos fechados e reduzidos, em mais da metade, os atendimentos ao público, enquanto servidores da educação, saúde, polícia civil, justiça, administrativo e até mesmo a PM, fizeram protestos contra anos de congelamento salarial e consecutivo sucateamento, Aécio esteve insensível às demandas sociais, procurando investir naquilo que desse maior visibilidade e gerasse recursos volumosos para as grandes empreiteiras que sempre financiam as campanhas eleitorais dos candidatos da burguesia.
Durante o período do auge da crise econômica, em agosto de 2008 a setembro de 2009, o Governo suspendeu a cobrança de empréstimos do BDMG às grandes minerados, perdoou dívidas tributárias, alem de conceder mais empréstimos a juros baixíssimos a empresas que não hesitaram em demitir ou aumentar a carga de exploração sobre os trabalhadores(as).
É importante destacar que durante esse período, PT e PC do B, partidos da base do governo Lula e que possuem forte presença junto as entidades do funcionalismo, não investiram decididamente em organizar a resistência aos ataques neoliberais do PSDB. Quando se ensejava alguma resistência, esta se via presa ao joguete eleitoreiro ou a acordos de boa vizinhança com o Governo Federal, que não passavam de um “morder e assoprar” para “inglês ver”.

Apesar de todo a espetacular indústria de MARKETING entorno da figura de Aécio Neves e da maior onda de manipulação e cerceamento que a imprensa mineira já presenciou desde o golpe militar em 1964, aos poucos a população vai sentindo o gosto amargo da farra faraônica do PSDB em Minas nesses últimos oito anos, com serviços públicos sucateados e o funcionamento da máquina pública estrangulada e comprometida.
Os comunistas sabem que a luta contra a alienação política talvez seja a mais difícil e desgastante, pois esse processo atinge o âmago da consciência dos trabalhadores(as) e consecutivamente a sua visão de mundo e a sua atitude política; mas estamos certos de que o custo do (des) compromisso falará mais alto e novas crises sociais e contradições revelaram a necessidade de se construir um novo patamar de luta e consciência.
Luta não apenas contra os ataques da elite representada na Assembléia Legislativa e no Governo do Estado, mas também contra aqueles que se abnegaram de cumprir o papel de lideranças sindicais e populares, no sentido de organizar e conscientizar o povo para a luta por um Estado que aplicasse de fato seus recursos na resolução das mazelas que o capitalismo vem acentuando a cada ano que passa sobre o proletariado.

*Fábio Bezerra - Secretário Político do PCB-Minas Gerais

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Supertramp - Roger Hodgson Live Montreal 2006

Breakfast In America




Take The Long Way Home




It´s Raining Again



Easy Does It & Sister Moonshine



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Supertramp - Último concerto com Roger Hodgson (1983)

The Logical Song




Goodbye Stranger



Hide In Your Shell



Dreamer


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27 abril 2010

O que seria dos golpistas sem aqueles a quem atacam?

A capa dos sonhos da Veja

Ou o que seria de Lacerda sem Vargas?

Por Ana Helena Tavares 

O que era o jornalismo político na época de FHC? Era a política como jornalismo ou o jornalismo como política? Sei que era chocho, sem graça, recatado. Tímido mesmo. Hoje? Ano eleitoral, com uma ex-guerrilheira na disputa? Ah, a coisa anda bem diferente. Saíram das tocas aos montes.

Eliane Cantanhêde, por exemplo, gravou um vídeo para a Folha toda buliçosa, se achando a tal porque contava ao mundo uma "novidade": a direita não suporta cheirar o povo. De acordo com a grande revelação, tucanos e demos se aproximam, sim, da massa, quem diria, mas só da "massa cheirosa". Descobriu a pólvora. É um crânio. Pelo raciocínio apresentado, perfume francês, do tipo que usam os doutores da Sorbonne, é o suprassumo do agradável. Mas há uns bem mal-cheirosos. Tanto que nem seus colegas de partido o admitem ter por perto.

A direita não tem o candidato que gostaria, mas a única opção dos direitistas, que fogem de FHC como o diabo da cruz, é José Serra e é a ele que se agarrarão até a última gota de veneno. E não é preciso ser nenhum crânio para assistir ao veneno sendo destilado em pleno horário nobre. Recentemente, a "Vênus platinada", apelido mais íntimo do que plim-plim, não se acanhou em veicular mensagem subliminar de apoio a José Serra, em vídeo comemorativo dos seus 45 anos de defesa daquilo que Dr. Roberto chamava de democracia. Mas já lá se vão os tempos do empresário midiático que se julgava no poder de jogar pôquer com a sociedade. Numa incrível demonstração de que sabe que já não consegue manipular como antes, a emissora passou recibo e tirou o vídeo do ar. Mas, a direita não há de se sentir órfão, o Jornal Nacional perde audiência, mas, enquanto tiver a quem atacar, não perderá a pose.

O maior câncer que pode haver para a imprensa é o jornalismo/empresa e o pior mesmo é saber que essa doença já é antiga e já virou metástase. Com uma oposição que só pensa em cheirar seu próprio umbigo, mas nem por isso o lava, e uma grande imprensa que ganhou o pertinente nome de PIG (Partido da Imprensa Golpista, expressão imortalizada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim e criada pelo deputado Fernando Ferro, do PT, em "homenagem" ao jornalista Ali Kamel), fica difícil pensar no Brasil como um país de todos.

Talento de menos

Enquanto não houver uma real democratização da imprensa brasileira, com a quebra de concessões que privilegiam a poucos, a Folha, por exemplo, não terá pudor em brincar a seu bel-prazer distorcendo a todo momento declarações de quem, para eles, será eternamente uma "terrorista". Sabem o que é "liberdade de expressão" para a família Frias, Marinho, Civita e companhia limitada (põe limitada nisso!), cujos editorias já têm candidato há muito tempo? É mentir em manchete, fazer mea-culpa de pé de página, e ficar tudo por isso mesmo. Venderam jornal com a mentira, depois o desmentido ninguém lê. É muito mau-cheiro.

E o que dizer da menina dos olhos da família Civita, também conhecida nos bastidores da imprensa como "a sujíssima"? Uma certa revista semanal que seria capaz de malabarismos para provar por A mais B que o Tietê é limpo se disso dependesse a derrubada da candidatura Dilma. É claro que o mau cheiro exalado pela high society não interessa à Veja. Interessa colocar um quilo de maquiagem no candidato escolhido, moldar nele um sorriso à la Obama, fazer uma capa colorida neon e decretar que ele é o "pós-Lula". Há panfletos publicitários mais imparciais.

O maior pecado do jornalismo não é ser parcial, já que a imparcialidade total nenhum ser humano é capaz de alcançar. O maior pecado, portanto, é a arte da cara-de-pau. A daqueles que se vendem como imparciais sem ser. Que sorriem para o povo e o apunhalam pelas costas. É isso o que o PIG faz, por isso é PIG. Inclusive, ultimamente, também é isso o que os EUA têm tentado fazer com o mundo. Só que não há império que dure pra sempre.

De que vivem golpistas senão daqueles a quem atacam? O que seria de Boris Casoy sem "os mais baixos na escala do trabalho"? Ou o que seria de Carlos Lacerda sem Getúlio Vargas? Quando Vargas se suicidou, aquele a quem os golpistas de hoje tentam imitar com bem menos talento há de ter batido no peito: "Foi por minha causa". Mas não foi. E, nos anos JK, um presidente "bossa nova", muito mais preocupado com a construção de Brasília do que com a enxurrada de porradas que levava diariamente da imprensa, Lacerda nunca mais foi o mesmo.

Trincheiras opostas

Um país que dê certo é o que, do alto de sua hipocrisia, todos os golpistas sempre dizem querer. Mas o que é "dar certo" para eles? É seguir eternamente os passos do Tio Sam? Uma real independência não é feita de um grito em cima de um cavalo. Requer longos e dolorosos processos históricos para ser concretizada. A nossa, sem dúvida, está até hoje em construção. Avançou muito nos últimos oito anos e, ao mesmo tempo em que isso fere aos amantes da submissão, é essa ferida que os move.

O filósofo romano Sêneca definiu a raiva como "loucura temporária". É grande a raiva da mídia conservadora contra um presidente que saiu do Nordeste num pau-de-arara. É igualmente grande esta a raiva contra uma candidata que na ditadura estava em trincheiras opostas as deles. E se ela não ganhar? A loucura acaba por quatro anos e, convenhamos, a sanidade não vende jornal nem, muito menos, "dá Ibope".

Derrubem a Dilma e cairá o Jornal Nacional.

Ana Helena Tavares, jornalista por paixão, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-administradora do blog “Quem tem medo do Lula?”.

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Rede pública de televisão começa a funcionar na próxima segunda-feira

por Carolina Gonçalves - Agência Brasil 

A partir da próxima segunda-feira, dia 3 de maio, mais de 100 milhões de brasileiros passam a contar com uma rede pública de televisão que vai levar a programação da TV Brasil para as residências de 23 estados. Mais de 700 emissoras de diversos municípios, incluindo afiliadas e retransmissoras, estão envolvidas nessa transmissão.

A Rede Nacional de Comunicação Pública é formada pelos quatro canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), por sete emissoras universitárias e por 15 emissoras públicas estaduais. As negociações para a formação desse sistema começaram há dois anos.

Hoje (27), foi instalado no Rio de Janeiro, o comitê que vai se reunir duas vezes ao ano para discutir a programação e os assuntos jurídicos e comerciais da rede. Durante a formalização do grupo, a presidente da EBC, Tereza Cruvinel, lembrou que o Estado nunca tinha apresentado interesse real em ter um sistema público de comunicação. Ela lembrou que a rede é resultado de um trabalho que começou há apenas 2 anos e meio e que, agora, tornou real a negociação que, à época, era considerada utopia.

“Com a criação da EBC existe um sistema público federal que está se articulando com as emissoras estaduais para avançar tanto em tecnologia, em cobertura, quanto em oferta da programação diferenciada, porém de qualidade, focada em cultura, educação, ciência, arte e formação da cidadania de forma atraente. Isso que as televisões nunca puderam oferecer: uma programação boa, diferente, complementar, mas que atraísse o telespectador", disse a presidente da EBC.

"Hoje, nossas pesquisas indicam que a televisão pública está se tornando referência de programação para o cidadão brasileiro. Quando ele não quer assistir o que está no canal comercial ele tem alternativa de boa qualidade na televisão pública”, garantiu.

Tereza Cruvinel destacou que esse processo é parte de grande um sistema público de comunicação que está sendo construído por etapas. “Como o primeiro desafio foi implantar a TV pública, estamos fazendo a rede de televisão. Vamos avançar com a rede de rádio e com o portal de notícias, congregando também, no futuro, os sistemas estaduais”, acrescentou.

Na visão do diretor presidente do Instituto Zumbi dos Palmares, responsável pela Rádio e TV Educativa de Alagoas, Marcelo Sandes, agora terá início a fase de debates sobre novos conteúdos. Segundo ele, a emissora alagoana já tem um programa infantil para oferecer para a grade nacional.

Sandes aposta na rede como uma iniciativa inédita na implantação de um sistema público de comunicação no Brasil. “A proposta da TV Brasil é generosa porque é inclusiva. Ela contempla a produção regional e vai garantir que o Brasil assista o Brasil, assista a diversidade, a produção, a cultura. Isso é um ganho imenso”, garante.

O presidente da emissora parceira do Paraná, Marcos Batista, também já vislumbra a veiculação de duas produções do seu grupo na programação simultânea das emissoras públicas. Para Marcos Batista, a rede pode inverter o cenário apresentado por números do Ibope que mostram que, em alguns momentos do dia, 55% dos aparelhos de televisão estão desligados. Segundo ele, a população vai contar com mais alternativas.

Mesmo em clima de comemoração, Batista faz um alerta: “Uma ou outra emissora tem preparo, tem equipamento, tem agilidade, mas a maioria não tem. É importante que, ao mesmo tempo em que se inicia o processo de formação de uma nova cabeça de jornalismo, e de produção de rede, que também se acentue a preocupação com qualidade de equipamento e treinamento e capacitação de pessoal”.

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Mariana Baltar no Programa Ao Vivo entre amigos

Segue link da resenha do novo CD por Beto Feitosa. 
http://www2.uol.com.br/ziriguidum/1004/100427-01.htm 

E amanhã Mariana Baltar estará ao vivo na Rádio MEC (AM 800 KHz), no Programa Ao Vivo entre amigos.
Transmitido ao vivo temporariamente do Auditório do Arquivo Nacional, o programa traz sempre um grande nome da nossa música e já se tornou referência obrigatória para quem curte a Música Popular Brasileira.

Dia 28/ 04, quarta-feira, às 17h.
*A entrada é franca e as senhas são distribuídas a partir das 16h.
End: Auditório do Arquivo Nacional (Praça da República, 173, Centro - Rio de Janeiro.

http://www.radiomec.com.br/am/aovivoentreamigos.asp

fonte : Mariana Baltar

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Aldo Rebelo, deixe as florestas em paz

Há mais de dez anos, representantes da bancada ruralista deram partida numa ofensiva para mudar o Código Florestal em seu próprio benefício.

A preservaçao das florestas é fundamental não só para a manutenção da biodiversidade, mas para equilibrar o clima no Brasil e no resto do planeta.

Diante das chuvas torrenciais que provocaram deslizamentos e mortes no Rio de Janeiro, e que tendem a se tornar cada vez mais frequentes, a tarefa de resguardar o que resta de nossas matas é cada vez mais urgente.

Aldo Rebelo (PCdoB-SP) apresentará em breve documento propondo reduzir a proteção de nossas florestas. Mande um e-mail para dizer a ele para deixar as árvores em paz.

fonte : Greenpeace

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O alvo é o Código Florestal

Por detrás da guerra da bancada da motosserra contra o Código Florestal, uma lei com 76 anos de história, só há um motivo: ele, finalmente, está deixando de ser letra-morta.

Nunca, neste país, se falou tanto de Código Florestal. O que é de se estranhar, pois a lei nº 4.771 já está entre nós há exatos 45 anos. Isso sem contar sua primeira versão, que data de 1934. Não faz mais de década e meia, no entanto, que o Código virou alvo do agronegócio e de seus representantes no Congresso.

Considerada, no Brasil e no mundo, uma das mais avançadas peças de legislação florestal, o código, a cada ano, sofre ataques mais virulentos por parte dessa turma que acha que árvore só deve ser tratada a dentes de motosserra.

Agora não é diferente. Saiba mais.

Ainda dá tempo de assinar a petição para o Aldo Rebelo deixar as florestas em paz.

fonte :  Greenpeace

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Ivan Valente vai convocar AGU sobre caso de Belo Monte

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) apresentará requerimento convocando o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, para prestar esclarecimentos na Comissão de Direitos Humanos e Minorias acerca da polêmica da construção da usina de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará.

Em declarações à imprensa, Adams afirmou nesta quinta-feira (22/04) que o governo estuda entrar com um pedido de responsabilização na Justiça contra os autores de ações que resultaram em liminares concedidas às vésperas do leilão da usina de Belo Monte. Segundo a AGU, o objetivo é evitar novas interrupções de leilões e de outras obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo o advogado-geral, “houve uma estratégia deliberada para evitar o leilão” tanto por parte de integrantes do Ministério Público do Pará quanto por organizações da sociedade civil. Na avaliação do deputado Ivan Valente, há uma clara intimidação do governo em anunciar uma medida como esta.

“A AGU precisa dar explicações à sociedade brasileira. Iniciativas como esta são intimidadoras tanto contra outros Poderes quanto contra organizações da sociedade civil, que estão cumprindo o seu papel”, afirmou Ivan Valente. “Ao contrário do que acredita o Gilmar Mendes [presidente do Supremo Tribunal Federal], o Artigo 5º da Constituição garante aos cidadãos a possibilidade de recorrer à Justiça para garantir o exercício de seus direitos. A AGU não pode impedir a população de fazer isso. Quando entender que está sendo prejudicada pela ação de qualquer um dos Poderes – algo bastante frequente na história das privatizações do país – é direito e dever da sociedade brasileira ir ao Judiciário”, completou

fonte : http://www.ivanvalente.com.br

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Criancas veem... criancas fazem!




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26 abril 2010

PCB lança candidato à Presidência da República

A candidatura do Partido Comunista Brasileiro à Presidência da República não é para fazer barganha política com os outros partidos. É uma candidatura na perspectiva da construção de uma frente anti-capitalista e anti-imperialista permanente, na luta pelo socialismo.
Essa foi a tônica do discurso de Ivan Pinheiro, secretário-geral do PCB, no lançamento da sua pré-candidatura a presidente. Na ocasião também foi apresentado o livro com as resoluções do XIV Congresso do Partido, realizado em outubro do ano passado.
imagemCrédito: PCB
O auditório da Associação Brasileira de Imprensa, no qual ocorreu o evento, ficou pequeno para os militantes e amigos do Partido que compareceram à cerimônia. Em seu início, os membros da direção do PCB fizeram uma exposição da posição política que norteia as resoluções do XIV Congresso. Estavam na mesa, além de Ivan Pinheiro, Mauro Iasi, Eduardo Serra, José Paulo Neto e Ricardo Costa.
O secretário-geral fez uma avaliação da eleição de 2006 na qual o PCB participou em coligação com o PSOL e o PSTU. Segundo ele, naquela campanha não houve uma verdadeira composição programática entre os partidos, mas sim uma mera coligação eleitoral, o que contraria a política dos comunistas.
imagemCrédito: PCB
Ivan ressaltou a importância da candidatura própria à Presidência. Ele afirmou que a candidatura não fará concessões, mas que pretende mostrar a cara do Partido e explicar à população que existe uma alternativa ao capitalismo, que é o socialismo.
Ao comentar a presença do camarada José Paulo Neto, que voltou ao PCB após 18 anos sem militância partidária, Ivan disse que “o Partido nunca saiu de dentro dele”, ao fazer referência ao afastamento de José Paulo, por conta dos problemas, desvios e divisões que marcaram o PCB nos anos 80 e início dos 90.
Destacou ainda que não existe diferença entre os dois mais fortes candidatos eleitoralmente a presidente, mas sim uma disputa para definir qual será o melhor representante para administrar o capitalismo em nosso país.
Ivan Pinheiro conclamou os militantes e amigos do Partido a fazerem dessa campanha um forte instrumento de denúncia do capitalismo e da construção de um bloco revolucionário do proletariado, rumo ao socialismo.


A TRAJETÓRIA DE IVAN PINHEIRO:

Ivan Pinheiro, advogado, 64 anos, (Rio de Janeiro, 18 de março de 1946), pai de cinco filhas, é o Secretário Geral do PCB - Partido Comunista Brasileiro.
Iniciou sua atividade política ainda na adolescência, no Colégio Pedro II, onde estudou entre 1957 e 1963; foi diretor do Grêmio Estudantil. Participou ativamente do movimento secundarista.
Em 1965, ingressou na ainda Universidade do Estado da Guanabara - UEG (atual Uerj), onde estudou Direito. Nessa época, integrou-se ao Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8). Durante o curso, foi diretor do Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC). Dada a sua trajetória como liderança estudantil, atualmente a sede do Centro Acadêmico chama-se "Sala Ivan Pinheiro".
Após a derrota da luta armada no combate ao regime militar, Ivan passou a considerar importante a participação no movimento de massas. Após desligar-se do MR-8, fez contato com o Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade. Ingressou no PCB em 1976 e dele jamais se afastou.
A partir de 1976, passou a atuar no seu local de trabalho: o Banco do Brasil. Com a convocação das eleições do Sindicato dos Bancários, em 1978, pelos interventores do Ministério do Trabalho, candidatou-se à presidência do sindicato, por decisão do PCB. O pleito durou um ano e dez meses, em função de manobras do Ministério do Trabalho. A vitória final, através de uma votação esmagadora, consagrou Ivan Pinheiro como um dos principais líderes sindicais do país. Sob seu comando, o Sindicato dos Bancários se tornou, na prática, o principal centro de resistência à ditadura no Rio de Janeiro.
Sua trajetória como expoente do PCB teve início em 1982, quando foi realizado o VII Congresso Nacional do Partido. Neste evento, Ivan e os demais participantes foram presos, após invasão do local da reunião pela Polícia Federal. Com esta prisão, foi enquadrado no último processo com base na famigerada “Lei de Segurança Nacional”. No Congresso, que ocorreu depois, na clandestinidade, Ivan foi eleito para o Comitê Central, sendo então seu mais jovem integrante. É hoje o mais antigo membro da Comissão Política do Comitê Central, de que participa há 28 anos ininterruptos.
Em 1986, sua candidatura ao governo do Estado do Rio de Janeiro (lançada por uma Conferência Regional do PCB-RJ) foi retirada pelo Comitê Central, em favor do apoio ao candidato do PMDB, Moreira Franco. Ivan submeteu-se à decisão, de que discordava, e aceitou concorrer a deputado federal constituinte, em uma chapa própria do PCB. Apesar da boa votação obtida, não foi alcançado o coeficiente eleitoral.
No ano seguinte, liderou a esmagadora maioria dos sindicalistas do PCB na Conferência Sindical Nacional do Partido, impondo à sua direção a opção pela CUT, em detrimento da CGT. Desde 1981, Ivan divergia da maioria do Comitê Central, lutando contra o atrelamento do Partido ao PMDB e a conciliação de classe.
No início da década de 1990, com o colapso do socialismo na URSS e no Leste Europeu, uma grave crise emergiu no Partidão, resultando numa grande cisão, em janeiro de 1992, quando foi criado o PPS. Ivan Pinheiro assumiu, juntamente com Horácio Macedo e Zuleide Faria de Melo, a liderança do grupo que manteve-se fiel aos ideais estabelecidos na fundação do PCB, em 1922.
Em 1996, Ivan Pinheiro foi candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, tendo como lema "Uma Revolução no Rio". Apesar do fraco desempenho nas urnas, a campanha foi um marco importante para a reconstrução do PCB.
No XIII Congresso do PCB, em março de 2005, em Belo Horizonte, Ivan foi eleito Secretário Geral do Partido. Este congresso marcou a ruptura do PCB com o governo Lula e apontou um novo rumo para a estratégia partidária.
No XIV Congresso do PCB, em outubro de 2010, no Rio de Janeiro, Ivan Pinheiro foi reeleito para o Comitê Central do PCB, que o reconduziu à Secretaria Geral.

Fonte: PCB

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Ipea constata que desigualdade entre ricos e pobres é maior no Distrito Federal

por Luciana Lima - Agência Brasil 

A ocupação do interior do Brasil e o desenvolvimento econômico das regiões mais longínquas podem ter sido as metas que mais obtiveram sucesso com a transferência da capital para o Centro-Oeste. No entanto, a cidade se desenvolveu de tal forma que exacerbou a desigualdade entre pobres e ricos. Para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, a cidade carece de um projeto de longo prazo. Segundo ele, o Distrito Federal não tem uma estratégia para enfrentar a desigualdade.

“Brasília precisa de um projeto para os próximos 50 anos para que ela recupere aquela perspectiva urbana e industrial de sua criação. A cidade está carente de um projeto de longo prazo. Esse adensamento populacional que temos na cidade foge da perspectiva inicial. O adensamento de pessoas no entorno do Distrito Federal (DF) está a demandar uma ação de estratégia.”, avaliou hoje (20) Pochmann.

Um estudo desenvolvido pelo Ipea constatou que, em 1978, a distribuição de renda era melhor no DF do que no resto do país (0,55 contra 0,60). No entanto, a situação se inverteu dramaticamente ao longo dos últimos 30 anos. Em 2008, o grau de desigualdade no DF era consideravelmente maior que no restante do país (0,63 contra 0,55). Para medir a desigualdade, o instituto usa o índice de Gini. Quanto mais próximo de 1, mais desigual.

“A evolução da distribuição de renda no Distrito Federal acompanhou o agravamento da desigualdade nas décadas de 80 e 90. Entretanto, apesar de a desigualdade de renda ter melhorado no Brasil a partir de 2001, a distribuição da renda permaneceu inalterada no Distrito Federal em níveis muito elevados de desigualdade”, constata o estudo.

Outro ponto de destaque é que enquanto as transferências de renda do governo contribuem para reduzir o grau de desigualdade no país, no DF, as transferências governamentais praticamente não afetam a distribuição. “Inclusive, as transferências aumentaram a desigualdade em 1998”, afirmou o coordenador do estudo, Milko Matijascic.

“Sem dúvida, essas diferenças da distribuição de renda entre o Distrito Federal e o Brasil podem ser explicadas pelas diferenças na estrutura ocupacional, especialmente a alta concentração de funcionários públicos federais no Distrito Federal. O crescimento da renda do trabalho a partir de 2001 foi bem maior para os mais pobres do que para os trabalhadores de maior renda. Porém, entre os trabalhadores de alta renda, os funcionários públicos estão entre aqueles que apresentaram maiores aumentos salariais”, destaca o Ipea. “Dessa forma, enquanto a desigualdade caía no país, estagnava no Distrito Federal.”

Matijascic observa que os dados apontaram a necessidade urgente de retomar a visão empreendedora dos pioneiros da construção da capital como forma de evitar que, nos próximos 50 anos, a capital exacerbe os problemas comuns enfrentados pelos demais conglomerados urbanos brasileiros.

“Se os pioneiros de Brasília tiveram uma visão da importância da cidade para ativar a economia do Centro-Oeste, é necessário agora retomar a lógica do planejamento para que se faça uma cidade mais organizada, menos devastadora para os recursos naturais e ainda menos devastadora do ponto de vista social. Tempos uma sociedade muito heterogênea e com níveis de fragilidade preocupantes. Temos uma criminalidade crescente e uma constante falta planejamento.”

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Candidato do PSOL, Plínio promete combate a Serra e chama Dilma de “técnica”

O portal UOL de notícias publicou hoje (22) entrevista com Plínio de Arruda Sampaio, onde são explicadas as divergências no PSOL, apresentadas algumas diretrizes de sua pré-campanha à Presidência da República e as tentativas de conformação da Frente de Esquerda com o PSTU e PCB. Leia a entrevista completa a seguir:

por Guilherme Balza - UOL Notícias

Fundador do PT e um dos principais ícones da esquerda brasileira, Plínio de Arruda Sampaio, 79, foi eleito pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) para disputar a sucessão presidencial em meio à maior crise vivida pelo partido em seus cinco anos e meio de história. Uma parcela significativa da legenda, liderada pela presidente do partido, Heloísa Helena, defendia a formação de uma coligação encabeçada por Marina Silva, candidata à presidência pelo PV.

A Executiva Nacional do PSOL foi contra esta opção, argumentando que o programa político do PV e as suas alianças nos Estados –sobretudo com o PSDB– divergiam das posições centrais da sigla. Diante da decisão, o grupo da alagoana e da deputada federal Luciana Genro (RS) lançou o nome do goiano Martiniano Cavalcante nas eleições internas.

No início deste mês, a alguns dias do Congresso do partido que definiria o candidato, a página principal do PSOL foi assumidamente “sequestrada” e tirada do ar pelo grupo de Heloísa, sob a alegação que os controladores do site estariam fazendo campanha antecipada para Plínio. O paulista acabou eleito, mas a alagoana, que disputará uma vaga no Senado, já sinalizou que não apoiará o correligionário, se confirmada a sua candidatura.

Em entrevista ao UOL Notícias, Plínio disse que não há qualquer possibilidade de o PSOL escolher outro candidato. O ex-deputado constituinte, cuja candidatura tem apoio de intelectuais como Paulo Arantes, Fábio Konder Comparato, Aziz Ab’Saber e Chico de Oliveira, afirmou que defenderá um programa socialista para o país e que “combaterá fortemente” as candidaturas de Dilma Rousseff e de José Serra.

UOL Notícias – A sua candidatura foi lançada em meio a uma grande crise no PSOL. A Heloísa Helena disse na semana passada, em entrevista ao UOL Notícias, que trabalhará internamente pra aprovar a abertura de um congresso extraordinário que redefinirá a candidatura do partido. O senhor realmente será o candidato do PSOL ou existe a possibilidade de isso mudar?

Plínio de Arruda Sampaio - Nenhuma. Juridicamente e politicamente nenhuma. O PSOL já tem candidato. Inclusive vários dos meus adversários [internos] já declararam apoio.
UOL Notícias – Como o senhor vê essa crise no PSOL, um partido que nasceu para retomar algumas bandeiras históricas do PT, mas em apenas cinco anos de existência tem um futuro incerto?
Plínio –
Todo partido de esquerda tem muita briga. É normal isso. O partido de esquerda é composto por pessoas com ideias programáticas, valores. Nos partidos de direita o conflito político é conduzido de outra maneira, por baixo dos panos. Eles têm interesses, que são mais fáceis de conciliar. Agora, quando o assunto é definir uma linha programática, é mais difícil do que unir interesses.

UOL Notícias – Pela força do nome e o desempenho em 2006, a escolha de Heloísa Helena para a disputa presidencial era a opção favorita das principais lideranças do PSOL e também de outros partidos. Se ela voltar atrás e resolver se candidatar, o senhor retiraria sua candidatura?
Plínio –
Nessas alturas isso é impossível. Ela quer se eleger senadora. Teve todas as chances de se candidatar à presidência, mas ela não quis.

UOL Notícias – Qual a sua expectativa para as eleições nos Estados. Acredita que o PSOL elegerá senadores e deputados?
Plínio -
Somos um partido pequeno. Eu, que fundei o PT, sei o que são os primeiros anos de uma sigla. Nos primeiros cinco anos do PT não elegemos ninguém. Colocamos candidatos para serem vistos, mas não elegemos ninguém, isso numa época em que o movimento de massas era muito grande. Isso [o movimento de massas] está anestesiado, mas se fizermos uma boa campanha, já é um avanço político.

UOL Notícias – Em 2006, o senhor conquistou uma boa parte do eleitorado na reta final, obtendo uma votação razoável para um partido pequeno, eleitoralmente falando. Quais as pretensões e os objetivos de sua candidatura nesse ano?
Plínio –
Vou fazer a mesma coisa. Sou cavalo de chegada. Devagarinho no começo e com chegada forte no final.

UOL Notícias – O senhor já disse que sua candidatura é uma espécie de “anticandidatura” para apontar um caminho aos que não concordam com os programas do PT e do PSDB e não tem a ambição de se eleger. Mas, se acontecer o improvável e o senhor for eleito, quais os rumos tentará dar ao país?
Plínio – Todo mundo sabe que eu sou um socialista. Se eu for eleito o socialismo irá avançar no país.

UOL Notícias – Neste ano dificilmente haverá uma frente de esquerda, com PSOL, PCB e PSTU, como ocorreu em 2008. O senhor trabalhará para compor a frente?
Plínio –
Já estou trabalhando fortemente. Seria extremamente importante nos unir, inclusive para diminuir essa ideia de que a esquerda é dividida. Não perdi as esperanças. Vamos tentar unir os socialistas.

UOL Notícias – O senhor é amigo pessoal de Serra e foi um dos principais ícones da história do PT, o partido de Dilma. Como o senhor avalia os programas das duas candidaturas e a atuação de ambos nos últimos cargos que ocuparam?
Plínio –
Eu sempre separei amizade de política. Eu sou amigo do Serra, mas vou combatê-lo. Ele está errado, fazendo uma política de direita, contra o povo, e eu vou enfrentá-lo fortemente.

UOL Notícias – E com relação à Dilma?
Plínio –
Eu não conheço essa senhora. Nunca a vi. Ela não é uma figura clássica da política. Ela se tornou uma técnica, fez um trabalho técnico, e voltou pra política. Se ela for defender o governo Lula, e é óbvio que ela o fará, vou combatê-la fortemente. Ele [o Lula] é um desastre para o povo brasileiro. Veja o que aconteceu hoje (anteontem, quando a entrevista foi feita, foi realizado o leilão para a instalação da usina de Belo Monte, no sul do Pará). Essa usina vai ser construída em um lugar que não tem demanda. Vai ser necessária uma linha de transmissão de mais de 1.000 km para chegar no primeiro centro consumidor, sendo que há no vale do rio São Francisco muita energia para ser explorada. Belo Monte vai demorar 10 anos para ser construída e vai custar R$ 30 bilhões do dinheiro do povo brasileiro. Além disso, será um desastre para os povos locais e para o meio ambiente.

UOL Notícias – O senhor apoiaria o Serra ou a Dilma no segundo turno?
Plínio -
Não. Um candidato de esquerda não pode votar numa candidatura de direita. Se Serra e Dilma forem ao segundo turno não teremos opção. Eu proporei ao partido que votemos nulo. O partido que vai decidir, mas acredito que nós temos que marcar uma posição de protesto contra os dois.

UOL Notícias – Como o senhor enxerga a candidatura de Marina Silva, à qual o seu partido cogitou dar apoio?
Plínio –
A Marina é ecologista, mas não se posiciona como socialista. Ela defende a ecologia até o ponto que o capitalismo deixa. Quando o capitalismo não deixa, ela cede. No caso dos transgênicos, na transposição do rio São Francisco e na destruição da floresta Amazônica foi assim. Esse é o problema do “ecocapitalismo”: quando mexe no lucro, ele não enfrenta o capitalismo. E a Marina não tem uma posição frontal quanto a isso. E é por isso que as bases do nosso partido escolheram não apoiar a candidatura dela.

UOL Notícias – O senhor aceitará dinheiro de empresas privadas para o financiamento da sua campanha, como ocorreu com a sua companheira de partido Luciana Genro, que recebeu R$ 100 mil da Gerdau em 2008, na disputa pela prefeitura de Porto Alegre?
Plínio -
Não. Temos uma decisão do partido que diz que não se pode receber dinheiro da empresa privada. Não vamos receber dinheiro de empresa privada. Vamos receber contribuições de pessoas físicas. Se um empresário fisicamente quiser contribuir, poderá, mas com pouco dinheiro. Mas não acho que isso vai acontecer. Vamos financiar a campanha com o dinheiro dos nossos militantes.

UOL Notícias – Na sua visão, o financiamento das campanhas eleitorais deve obedecer quais regras?
Plínio -
Se vivêssemos em uma democracia, o financiamento de campanha seria público, com o Estado pagando a mesma coisa para cada candidato. Se todos tivéssemos o mesmo financiamento e o mesmo tempo de televisão, aí eu queria ver se o Serra e a Dilma teriam 30% das intenções de voto e nós estaríamos lá embaixo.

fonte : http://pliniopresidente.com/

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Sonho Meu

por Roberto Menezes de Menezes

Como Dom Bosco, o santo,
Que profetizou a construção de Brasília
Eu fui arrebatado em sonho
Mas ao contrário do Dom
O meu dom não foi o futuro
Foi voltar 51 anos atrás
Pro lugar em que Dom Bosco apontou

Vi um acampamento de operários
E em frente das lonas onde se amontoavam
Eles ,que trabalhavam noite e dia,
Jogavam fora o almoço deles
E erguiam os braços
Anunciando greve
Gritavam quer a comida
Estava estragada
Que tinha até tapurus boiando
E queriam mais respeito
Pois estavam construindo
A nova capital do Brasil

O capataz da obra
Avisou pros engenhos
Que avisaram pros donos,
Os empresários que haviam ganho
Aquela licitação
E os empresários avisaram pra polícia
Que queriam uma pronta ação
“Os operários vieram aqui trabalhar
Fazer greve...Não!
Chegam do Nordeste passando fome
E ainda acham ruim a ração ?

Eu no sonho me transportava
Pra lá e pra cá
Vi no chão a comida
E os operários calados
Vi porcos cheirando
O almoço dos peões
E os porcos recusaram
A comida dos peões

Hora vê meia depois eu em sonho vi chegar
Policiais bem armados para atender aos empresários
Chegaram metralhando
Quem corria e quem ficava
Entraram em cada lona
E os que estavam deitados
Ali mesmo ficavam
Com bala de revólver na testa
Até um , de sono mais pesado
Nem com o barulho dos tiros despertou
O soldado não hesitou
Bala na cabeça do homem que sonhava
Que ali mesmo ficou
Junto com o sonho dele
Que não acabou,continuou

E eu vi que nele sonhava
Com goiabada e queijo coalho
Com macaxeira e carne de sol
Junto com sua família
Que estava bem longa de Brasília

Trezentos mortos!
E eu via que os peões tinham a cara
De Marighela, Lamarca,
De Toledo, Mário Alves,
De Stuart Angel nas torturas do Galeão,
De Vladimir Herzog enforcado,
De Miguel Filho, de José Maria Araújo,
De Odijas e muitos outros homens e mulheres
Que só 13 anos depois
Começariam a morrer
Torturados, metralhados, fuzilados
Ou então jogados no mar

Um trator abriu a vala
E os corpos foram jogados
Alguns ainda gemendo
Mas logo silenciavam
Depois coberta de terra
A vala comum serviu
De alicerce pra um dos prédios
Da nova capital:

Um ministério sisudo
Uma Super Quadrabacana
Ou a própria Catedral ?
(Brasília tem muitos mistérios)

Sonho meu, sonho meu
Acordei lembrando tudo
Não era sonho somente
Tudo assim aconteceu
Em 1959, no silêncio do Planalto
Que por mais que se gritasse alto
Ninguém ouvia
Nem acudia
Pra eles, os mortos, este arremedo de poema.

Recife, 21 de abril de 2010. 50 anos de Brasília.
Sonhador, lembrador e escrevinhador : Roberto Menezes de Menezes.
O referido é verdade, e dou fé

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25 abril 2010

Eleições cubanas, neste domingo, dia 25/04


Hoje, mais de oito milhões de cubanos irão às urnas para eleger os delegados de base do Poder Popular que integrarão as Assembléias Municipais em todo o país. O processo é mais uma amostra da democracia participativa vigente em Cuba.
Neste 25 de abril, a população expressará, com seu voto, o respaldo à Revolução, reafirmando os princípios e valores defendidos ao longo dos últimos 50 anos.
No domingo passado, realizou-se nos centros de votação um teste dinâmico, que mostrou a disposição e disciplina dos que participam diretamente da organização e funcionamento do sistema. Cerca de 200 mil pessoas estão envolvidas nesse processo.
Rubén Pérez, vice-presidente da Comissão Eleitoral Nacional, elogiou o trabalho sério e responsável das autoridades e do pessoal de apoio, que tornou possível detectar eventuais falhas e dificuldades que poderiam dificultar a votação.
No pleito do próximo domingo serão eleitos 15.093 delegados do Poder Popular, posto semelhante ao de vereador noutros países. Cabe recordar que eles foram indicados nas assembléias de bairro, pelos moradores de cada localidade. As reuniões se caracterizaram pela transparência e a participação maciça.
Mais de 87% dos indicados tem nível educacional superior ou médio-superior. Do total, 9.190 exercem o cargo atualmente e poderão ser reeleitos pela massa.
Aliás, a capacidade, méritos pessoais e disposição de trabalhar em benefício da população são características comuns de todos os candidatos, que foram indicados pelo povo e não por partidos políticos.
Em Cuba, todos os cidadãos têm o direito de eleger e de serem eleitos, em contraste com outras nações onde os partidos e a maquinaria eleitoral fazem fraudes, falsificam dados e promovem os que podem garantir melhor seus interesses políticos.
A contagem é pública e transparente, sendo realizada logo depois do fechamento do centro de votação, cujas urnas são custodiadas por crianças e adolescentes. Quem quiser pode assistir ao processo. Nas circunscrições em que for necessário, será disputado um 2º turno em dois de maio.
O presidente da Assembléia Nacional do Poder Popular, Ricardo Alarcón, ressaltou o caráter democrático das eleições em Cuba depois da vitória da Revolução em 1959. Essa é uma das principais conquistas do povo, indicou.
Por isso, a jornada eleitoral deste domingo será uma demonstração de rechaço às campanhas anticubanas na mídia, impulsionadas pelos EUA e seus aliados, e de rejeição às mentiras, às pressões e à chantagem.

Fonte: Rádio Havana CubaMais informações sobre as eleições no blog Solidários ou cobertura ao vivo na Rádio Havana.

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Pela liberdade, muito mais do que tardia

por Marcelo Freixo 

"Elas bem que tentaram.
As usinas sucroalcooleiras de Campos dos Goytacazes coagiram os trabalhadores a não comparecer à audiência pública da última sexta-feira (16), sobre trabalho escravo, convocada pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Alerj).
A cortadores de cana acostumados a trabalhar na clandestinidade, prometeram atender a seu sonho maior: carteira assinada. Não adiantou. Embora tenham desmobilizado boa parte do contingente inicial, mais de 300 trabalhadores lotaram a Câmara de Vereadores, onde se deu a audiência, presidida pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) fato raro na cidade, recordista brasileira em casos de escravidão no campo.
Com as cadeiras completamente tomadas de gente simples, em busca de direitos básicos garantidos por lei há mais de cem anos, as intervenções foram marcadas ! pelas denúncias veementes dos ativistas locais, e pelo notório despreparo das autoridades" .

Leia na íntegra matéria de Leandro Uchoas em marcelofreixo.com.br/site/

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Declaração de voto

por Frei Betto

Voto este ano, para presidente da República, no candidato decidido a implementar reformas estruturais tão prometidas e jamais efetivadas: agrária, tributária, política, judiciária. E que a previdenciária e a trabalhista não sejam um engodo para punir ainda mais os trabalhadores e aposentados e beneficiar grandes empresas.

Voto em quem se dispõe a revolucionar a saúde e a educação. É uma vergonha o sucateamento do SUS e do ensino público. Segundo o MEC, há 4,1 milhões de brasileiros, entre 4 e 17 anos de idade, fora da escola. Portanto, virtualmente dentro do crime.

Voto no candidato disposto ao controle rigoroso de emissão de gás carbônico das indústrias, dos pastos e das áreas de preservação ambiental, como a Amazônia.

Voto no candidato disposto a mudar a atual política econômica que, em 2008, canalizou R$ 282 bilhões para amortizar dívidas interna e externa e apenas R$ 44,5 bilhões para a saúde. Em termos percentuais, foram 30% do orçamento para o mercado financeiro e apenas 5% para a saúde, 3% para educação e 12% a toda a área social.

Voto na legalização e preservação das áreas indígenas, de quilombolas e ribeirinhos, no diálogo permanente com os movimentos sociais e no repúdio a qualquer tentativa de criminalizá-los.

Voto no candidato que seja contrário à construção de termoelétricas e hidrelétricas nocivas ao meio ambiente. E que dê continuidade à atual política externa, de fortalecimento da soberania e independência do Brasil.

Voto, sobretudo, em quem apresentar um programa convincente de redução significativa da maior chaga do Brasil, que é a desigualdade social.

Este é o meu voto. Só resta achar o candidato.

fonte : Jornal O Dia

Nota do Blog
Concordo com as colocações de Frei Betto e é tudo isso que espero para o Brasil também.
E essa candidatura já existe. Plínio Arruda Sampaio.
Dá só uma olhada nas   Diretrizes do Programa de Governo proposto pelo PSOL  aprovadas na III Conferência Nacional Eleitoral... tá tudo isso lá.

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24 abril 2010

Intolerância na USP

Atualização das 19:23 h
Seguem links de outras matérias do Portal G1 com o psocionamento dos alunos, dos organizadores da tal festa e do centro acadêmico da Faculdade de Farmácia da USP repudiando o que foi vinculado no tal do Parasita

 Farmácia da USP chama gays à 'Festa Brega' após jornal hostilizá-los

Estudantes repudiam jornal feito por colegas da USP que incita a homofobia

Postagem das 12:21 h
A imagem abaixo é de um "lixo" que se intitula "jornal" e é publicado por alunos da Faculdade de Farmácia da USP e atende pelo nome de "O Parasita". Na publicação oferecem um convite para uma "festa brega" (nem imagino o que seria "uma festa brega" se alguém souber me conta) aos estudantes do curso que jogarem fezes em um gay.


Esta notícia foi publicada ontem no  Porta G1  e reproduzida hoje no  Jornal O Globo

Segundo a matéria, este "lixo" não é ligado a nunhum diretório ou centro acadêmico da Universidade. O centro acadêmico de Farmácia da USP divulgou nota ontem repudiando a publicação e o ministério público irá oferecer denúncia com base em uma lei estadual contra homofobia.

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Senado diz que Estado tem responsabilidade na destruição da UNE

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou na tarde desta terça-feira um projeto de lei que reconhece a responsabilidade do Estado Brasileiro pela destruição em 1964 da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Praia do Flamengo, no Rio. O projeto abre caminho para a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reconstruir na sede da UNE no mesmo local.

Para tanto, já está reservado no Orçamento da União deste ano o recursos na ordem de R$ 30 milhões. A proposta estabelece que o valor de indenização à UNE não poderá ultrapassar o limite de seis vezes o valor de mercado do terreno na Praia do Flamengo. Uma comissão do governo fará a avaliação posteriormente.

A matéria segue agora para a apreciação da Comissão de Constituição e Justiça em decisão terminativa. Se aprovado sem alterações, vai à sanção presidencial.

fonte : Jornal O Dia

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VEJA muda posição, defende Serra e... Dilma

por Hamilton Octavio de Souza

No editorial da última edição (21.04.10), a publicação semanal da Editora Abril, porta-voz da direita mais raivosa, elogia o governo e deixa claro que tanto faz Dilma ou Serra na presidência

A capa da revista é a cara do José Serra, recém lançado candidato do PSDB, DEM e PPS para a Presidência da República. Mas o editorial da revista faz questão de explicar que, da mesma forma, quando o Congresso Nacional do PT sacramentou Dilma Rousseff como candidata, a Veja a colocou na capa e fez matéria com ela.

A tentativa de demonstrar uma "cobertura equilibrada" para os dois candidatos (Dilma e Serra) causa, evidentemente, algum estranhamento. Não tem sido do feitio da publicação enfatizar ponderação sobre os assuntos pautados. Menos ainda dar satisfação aos seus leitores de que procura agir sem partidarismos.

Ao contrário, quem acompanha a revista, mesmo superficialmente, sabe que há anos se tornou porta-voz do que há de mais atrasado, reacionário e truculento na política brasileira. Jogou no lixo os postulados mínimos do próprio jornalismo liberal e comercial, e adotou o formato de panfleto editorializado para atacar movimentos sociais populares, partidos de esquerda, personalidades, lideranças políticas e propostas do campo democrático e progressista.

No editorial desta semana, no entanto, a revista adota uma nova postura em relação ao governo, à candidata do PT e ao processo eleitoral. Já se sabia que a revista - por sua posição histórica e afinação com a grande mídia corporativa - apoiaria o candidato do PSDB-DEM-PPS de qualquer maneira. O que é novidade é colocar a candidata Dilma no mesmo nível de igualdade e tratamento. Junto com o editorial, a foto mostra Serra e Dilma juntos, abraçados e sorridentes. Abaixo, a seguinte legenda: "Um deles vai ser presidente em 2011, herdando um Brasil democrático e de economia exuberante". No final, o editorial conclui: "Dilma ou Serra, como se vê, terá a partir de 2011 doses igualmente inebriantes de oportunidades e desafios". Leia editorial na íntegra abaixo.

Essa mudança na linha política da revista tem relevância no cenário eleitoral e precisa ser analisada e entendida. Alguns podem interpretar que a Veja se rendeu ao reconhecimento de que mais de 70% da população aprovam o governo Lula. Outros podem interpretar que a Veja decidiu retomar o caminho do jornalismo ético - perdido em algum momento de sua história. É possível interpretar também que a Veja, que faz parte de uma empresa que se articula e é sustentada por outras empresas, segue orientação de setores do capital, para os quais Dilma e lulismo não representam qualquer ameaça e temor.

Assim, pode-se conjecturar que a direita ideológica, que faz a disputa política com base na visão de mundo, se rendeu à direita econômica, constituída pelo empresariado que tem posição muito pragmática sobre os governos petistas. Esse empresariado, diferentemente dos cães de guarda que povoam a mídia do sistema, sabe que o governo da Dilma, a exemplo do governo Lula, não vai regatear no atendimento das demandas concretas das elites econômicas.

Tudo indica que a Veja incorporou o discurso dos marqueteiros de Serra sobre o pós-Lula. Afinal, o que é o pós-Lula? Só pode ser, na visão da direita, a síntese dos oito anos de FHC e dos oito anos de Lula, a consolidação do modelo econômico (neoliberal com forte estímulo do Estado e compensações sociais) que tem proporcionado a "exuberância" do capital. O pós-Lula, segundo a Veja, pode ser tocado por Dilma ou Serra, tanto faz - desde, é claro, que os setores e as propostas da esquerda sejam devidamente combatidos e isolados.

Tanto é verdade, que na própria edição de aceitação da Dilma, em outra matéria, a revista bate pesado no assessor presidencial Marco Aurélio Garcia, considerado (na boca de uma fonte) representante da "extrema esquerda do PT".

A se confirmar, na prática, a nova postura da Veja, é possível prever alguns desdobramentos: parte do lulismo vai comemorar esse reforço da direita na campanha eleitoral e provavelmente vai reduzir a artilharia contra a revista e a mídia monopolista; as correntes de esquerda e os movimentos sociais combativos devem ser mais bombardeados do que já são e correm o risco de maior isolamento, perda de apoio e de solidariedade.

Finalmente, duas indagações cruciais: Até que ponto essa nova postura da Veja enfraquece a campanha de Serra e fortalece a campanha de Dilma? Vai ter alguma influência no futuro governo?

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor da PUC-SP

fonte : Caros Amigos e http://pliniopresidente.com/

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