30 setembro 2010

Não peço seu voto

por Carlos Eugênio Clemente Deputado Federal RJ PSB 4019

Voto é como beijo, ou se dá ou se recebe nunca se pede. É íntimo, deve ser consciente, com empatia, paz de espírito. Há que ter proposta que pressuponha confiança e reciprocidade.

Divulgo novamente o contrato social com o eleitorado:
“Contrato social

Contrato Social estabelecido entre o candidato e seus eleitores, com base no princípio da soberania popular.

Se eleito, eu, Carlos Eugênio Clemente 4019, comprometo-me a selecionar minha assessoria com base nos seguintes critérios:
• Não contratar parentes;
• Não contratar por amizade;
• Exigência de ficha limpa e vida limpa;
• Competência técnica e capacidade política.

Esses princípios têm por objetivo fortalecer o estreitamento do laço de confiança entre representante e representado, a ética na política, e a consolidação da democracia participativa em nosso país.”

Carlos Eugênio Clemente – 4019
Combatente da Guerra e da Paz
Com alma de músico



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Plínio na Carta Capital: A eleição do fim da história

por Plínio Arruda Sampaio na Revista Carta Capital

O velho Samuel Wainer aconselhava: cada artigo refere-se a uma só idéia. Duas idéias: dois artigos. Mas no momento há três temas que não podem passar batidos. Por isso, o leitor considere que está lendo três artigos.

O escândalo Erenice provocou uma alteração na correlação de forças políticas. O que parecia um passeio ganha ares de disputa acirrada nestes dias finais de uma disputa eleitoral murcha, montada para impedir o debate dos problemas do povo brasileiro. Explica-se o aumento da tensão entre os candidatos no último debate eleitoral. O clima de vale tudo, com cada lado procurando “demonizar” o outro, camufla a profunda convergência no projeto político dos três candidatos que representam o status quo.

Nesse contexto, o desafio de desnudar o caráter profundamente injusto da sociedade brasileira fica ainda mais difícil, sobretudo, porque exatamente na reta final, quando a população menos favorecida é convocada para a política, os debates de grande audiência encurtam o tempo de fala dos candidatos e transcorrem em clima conturbado e passional. O debate público não pode se transformar numa gincana sujeita às determinações dos grandes meios de comunicação. A política do espetáculo corrompe o debate público e desinforma a população.

É lastimável o desfecho da cassação de registro do candidato Joaquim Roriz, que pleiteia o governo do Distrito Federal. O primeiro dever do juiz é decidir a questão que lhe for apresentada. Procrastinar a sentença tem todas as marcas de manobra destinada a burlar o espírito da lei. Revela ainda um Tribunal fraco, formado, salvo honrosas exceções, por juízes sem coragem de enfrentar os poderosos. A ambigüidade do Judiciário para separar as condenações por crimes anti-sociais de condenações provocadas pela luta social ameaça “criminalizar” a esfera política. A impotência dos vestais do Supremo para fazer valer o espírito da Ficha Limpa explicitou que a corrupção política é parte orgânica de um sistema econômico e de um regime social que corrompe todas as instituições e todas as regras do jogo para impedir que o povo emerja como sujeito histórico capaz de mudar o seu destino.

Apesar das dificuldades postas pela conjuntura política, a candidatura à Presidência do PSOL cumpriu o papel de fazer o contraponto. Pautamos as necessidades emergenciais do Brasil sem as quais não é possível combater a histórica desigualdade social: reforma agrária radical com limitação da propriedade rural; reforma urbana baseada no enfrentamento à especulação financeira para que todos tenham direito à moradia digna; garantir o investimento de 10% do PIB na educação e mais 10% na saúde públicas para assegurar a universalização sem abastardamento destes dois direitos; a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial e a elevação do salário mínimo em quatro anos para R$ 2 mil, como preconiza o DIEESE. Não aceitamos o fim da história. O fogo da brasa que não se apaga é o mesmo fogo da chama que incendeia.

Plínio Arruda Sampaio

Plínio Arruda Sampaio é formado em Direito pela USP, foi promotor público, deputado federal constituinte e presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária - ABRA.

Veja o artigo: http://www.cartacapital.com.br/politica/a-eleicao-do-fim-da-historia

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"Faria de novo e não tenho receio"

por Marcelo Freixo Deputado Estadual PSOL RJ 50123 

"Eu não posso abrir mão de comprar uma briga que o Rio de Janeiro tem que comprar. Se eu escolher as brigas e for motivado pelo medo é melhor não ter mandato. É melhor ficar em casa. Minha história é marcada pela busca dos Direitos Humanos. Eu faria de novo e não tenho receio, mesmo sendo desagradável. Temos que buscar alternativas para não agravar mais a situação. O enfrentamento da milícia também é obrigação de quem quer ter mandato. Faria tudo de novo", afirmou Marcelo Freixo em entrevista concedida ao Observatório de Favelas.

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Contra o “já ganhou”

Por conta da excelência de seus mandatos, Chico e Freixo têm ouvido nas ruas, a todo momento: “você já ganhou”. A frase traz alegria, mas também desconforto. Em partido novo e pequeno, e com pouco dinheiro de campanha, as dificuldades são imensas. 

Para eleger um deputado federal são necessários 185 mil votos. Para estadual, 125 mil. Os dois precisam dessa votação expressiva para se eleger. 

Os adversários estimulam o “já ganhou”, que os beneficia. Portanto, convença seus amigos.

O Rio e o Brasil precisam de Chico e Freixo eleitos!

fonte : Deputado Chico Alencar PSOL 5050

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29 setembro 2010

Tá chegando a hora

Tá perto o dia 3 de outubro. 

Dia de exercer a cidadania e votar,. Escolher aqueles que melhor irão nos representar na Assembléia Legislativa, Câmara Federal e Senado e também quem ocupará o o Governo do Estado e a Presidência da República pelos próximos 4 anos. 

O voto aqui no Blog já esta decidido
Plinio Arruda Sampaio - Presidente 50 
Jefferson Moura - Governador RJ 50
Milton Temer - Senador 500
Chico Alencar - Deputado Federal 5050
Marcelo Freixo - Deputado Estadual 50123

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Contrato Social

por Carlos Eugênio Clemente Deputado Federal RJ PSB 4019 

Contrato Social estabelecido entre o candidato e seus eleitores, com base no princípio da soberania popular.

Se eleito, eu, Carlos Eugênio Clemente 4019, comprometo-me a selecionar minha assessoria com base nos seguintes critérios:

• Não contratar parentes;
• Não contratar por amizade;
• Exigência de ficha limpa e vida limpa;
• Competência técnica e capacidade política.

Esses princípios têm por objetivo fortalecer o estreitamento do laço de confiança entre representante e representado, a ética na política, e a consolidação da democracia participativa em nosso país.

Calos Eugênio Clemente – 4019
Combatente da Guerra e da Paz
Com alma de músico

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28 setembro 2010

Premio Top Blog 2010...Votação é só até o dia 06/10

Estamos participando do prêmio Top Blog 2010.  Se você já votou ... valeu!!! obrigado!!!

Se ainda não votou, tá esperando o que? É muito fácil Votar,

A 1ª fase termina em 06/10

Vai lá... dá uma força, vote e divulgue... Clique aqui e Vote

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50 motivos para votar no Plínio


Veja que vale a pena votar 50: 


4. Por apostar num processo de aglutinação das forças de esquerda para além do 3 de outubro, respeitando sempre as demais organizações e candidaturas anti-capitalistas ;

5. Por representar o Partido Socialismo e Liberdade, símbolo de integridade ética e combatividade;

6. Pela capacidade pedagógica de diálogo amplo com a população sobre a necessidade de acabar com a desigualdade social brasileira;

7. Por defender, sem titubear, as lutas dos movimentos sociais independentes;

8. Por ser o único candidato à Presidência que prestou contas ao site Ficha Limpa;

9. Pela autenticidade da candidatura que não esconde a verdade atrás de macetes do marketing;

10. Por guiar a campanha entorno dos temas que interessam à classe trabalhadora, sem alimentar as pautas secundárias do oportunismo eleitoreiro;

11. Por fazer uma campanha apenas com militantes e voluntários;

12. Por apoiar integralmente todas as candidaturas do PSOL;

13. Por ter Hamilton Assis como vice, militante baiano do movimento negro;

14. Por não aceitar dinheiro de empresas para a campanha; 

20. Por defender a auditoria da dívida pública, com suspensão do pagamento dos juros e amortizações, controle do fluxo de capitais e do câmbio, com subordinação do Banco Central (BC) ao Estado  e taxação progressiva das grandes fortunas (acima de R$ 2 milhões);

21. Por defender da reestatização da Vale; contra as privatizações, em especial a dos Correios (não à transformação da EBCT em Correios do Brasil S/A);

22. Por defender a soberania nacional;

23. Por defender o fim da privatização das florestas, a revogação da MP 458, que legaliza a grilagem no campo; o desmatamento zero e o ecossocialismo;

24. Por dar apoio aos povos indígenas, ribeirinhos e das populações tradicionais, e ser contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte;

25. Por defender a revitalização e contra a transposição das águas do Rio São Francisco; contra obras que inviabilizam a permanência das comunidades tradicionais da região; a revitalização e implantação de projetos para combater os efeitos da seca;

26. Por defender a Petrobrás 100% estatal; com monopólio estatal da produção e exploração de petróleo; controle estatal e social sobre o pré-sal, com transição para fontes de energia renováveis;

27. Por defender a reforma agrária, os movimentos sociais sem-terra e suas ocupações; a limitação do tamanho da propriedade rural em mil hectares;

28. Por defender o fim do trabalho escravo e infantil;

29. Por defender a segurança alimentar da população, contra os alimentos transgênicos; 

30. Pela proposta de reforma urbana; a defesa dos movimentos sociais de sem-tetos e das ocupações; pelo direito à moradia digna; contras as remoções forçadas e por um plano de utilização de imóveis vazios que hoje servem à especulação imobiliária como ponto de apoio fundamental em uma política de habitação popular;

31. Pela defesa do fim da criminalização dos movimentos sociais e da pobreza; anistia a todos os militantes e dirigentes dos movimentos perseguidos com mandatos de prisão, condenações e processo judiciais;

32. Por defender a legalização das drogas culturais e o fim do extermínio da juventude negra e pobre;

33. Por defender a manutenção do direito de greve e fim dos interditos proibitórios; contra o arrocho salarial e o congelamento de salários do funcionalismo; contras as medidas e projetos que visam precarizar, privatizar e destruir os direitos dos servidores e os serviços públicos;

34. Pela defesa do fim do fator previdenciário e defesa da previdência pública; 

35. Pelo apoio à demarcação, homologação, titulação e garantia de inviolabilidade dos territórios indígenas, quilombolas e os territórios de matriz africana; combate ao racismo ambiental;

36. Por defender a redução da jornada de trabalho de 40 horas, sem redução de salários; fim da flexibilização da jornada e dos direitos trabalhistas, fim dos bancos de horas;

37. Por defender o salário mínimo proposto pelo Dieese, no valor aproximado de 2 mil reais.

38. Por defender o Plano Nacional de Educação da Sociedade Brasileira e destinação de 10% do PIB para garantir educação pública em todos os níveis;

39. Por defender o fim do modelo de gestão por Organizações Sociais na Saúde e extinção das Fundações privadas na gestão pública; defesa da saúde pública universal, integral e com controle social;

40. Por ter defendido a auditoria da dívida ecológica decorrente dos passivos ambientais provocados pelas grandes indústrias e o agronegócio; utilização do dinheiro do resgate dessa dívida para pesquisa e transição para matrizes energéticas limpas e renováveis;

41. Por defender a reforma política com participação popular, baseada no financiamento público exclusivo de campanha;

42. Por defender a legalização do aborto, pelo fim da criminalização das mulheres;

43. Pela defesa contra o racismo , a homofobia e o machismo;

44. Por ter defendido a democratização dos meios de comunicação; auditoria de todas as concessões das emissoras de rádio e TV; fim da criminalização das rádios comunitárias; anistia aos comunicadores populares; proibição da propriedade cruzada dos meios de comunicação; banda larga universal operada em regime público; criação do Conselho Nacional de Comunicação como instância deliberativa de definição das políticas de comunicação com participação popular; políticas públicas de incentivo à implementação de softwares públicos e livres, ampliando o acesso e a democratização;

45. Por apoiar as experiências em novas iniciativas de economia solidária, cooperativas e associativas;

46. Por defender a retirada das tropas militares do Haiti e sua substituição por contingentes de médicos, técnicos e professores;

47. Por ter defendido a política externa referenciada na soberania brasileira, no combate ao imperialismo e no apoio às lutas e à autodeterminação dos povos;

48. Pelo combate sem tréguas à corrupção institucionalizada no Brasil - defendendo a punição de todos os envolvidos em denúncias de desvios de verbas, cassação de mandatos de parlamentares corruptos, financiamento público exclusivo de campanha.

49. Por ter certeza que os melhores anos de sua vida serão aqueles que estão por vir.

50. Por sua opção pela igualdade.

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27 setembro 2010

O cavaleiro da triste figura


No debate da próxima quinta-feira, 1º de outubro, ele entrará nos estúdios da Tv Globo montado em seu cavalo Psol, com sua lança em riste, como se estivesse vivendo no tempo da cavalaria. No final da história original, Dom Quixote morre como um piedoso cristão, mas nos deixa de herança o direito de sonhar, apesar de nossas fraquezas. E Dom Plinio Del Tieté, o que fará depois das eleições de 3 de outubro? E nós?

Por José Ribamar Bessa Freire (*)


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A música me reconstruiu

por Carlos Eugênio Clemente Dep Federal PSB RJ 

Minha ligação com a música vem desde que era menino e deitava no chão da sala de nossa casa em Maceió para ouvir Zequinha de Abreu com meu pai.

Geralmente ao cair das tardes de domingos calorentos, depois da partida dos parentes queridos que viessem compartilhar conosco, Carlos, meu pai, montava a eletrola e ouvíamos de tudo um pouco: o Bolero de Ravel, o Rei da Voz Francisco Alves, Chopin, Chiquinha Gonzaga e muitos outros. O repertório era variado, porém Zequinha de Abreu não podia faltar. Nossa preferida era a valsa brasileira Branca. Até hoje quando a ouço as lágrimas escorrem de felicidade.

Outro rei que me fazia arrepiar era Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

“... Vai boiadeiro que a noite já vem...

Guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem...”

Quando queimei o corpo com a água fervente que escaldava a chupeta, só parava de chorar ouvindo Branca e a voz potente e bem-humorada de Gonzagão anunciando a noite de amor depois do dia de labuta no campo.

Fui crescendo e a paixão pela música foi aumentando. Aos oito anos comecei a aprender piano com a professora Luiza, aos doze fui a São Paulo com meu pai para comprar um violão na fábrica da Del Vecchio. 

Escolhemos um que me acompanhou até que minha casa foi invadida pelo Exército Brasileiro em 1969. Ainda bem que consegui tirá-lo de casa a tempo e dar de presente ao César, filho de Marlete, empregada, amiga, mãe postiça e solidária nas lutas da família contra a ditadura.

Entrei na clandestinidade e tive que abandonar os instrumentos. Não a música. Em todos os carros da ALN eu ligava o rádio e deixava o som entrar. Mesmo durante as ações armadas, lá estava o rádio ligado. Era Paulo Diniz, Sérgio Sampaio, Shocking Blue, Beatles, Mutantes, Elis Regina, Edu Lobo...

Anos depois, a ALN exterminada fisicamente, alquebrado pelas perdas e pela dureza da guerra, em Paris, cidade de exílio, com vinte e três anos e uma vida pela frente, tinha uma decisão a tomar. O que eu ia ser quando crescesse? Mergulhei na música. Fui tomar aulas de violão com Murilo Alencar e de Harmonia com Pierre Doury, saí pelos bares e bailes da vida, ganhando o pão e reconstruindo as emoções.

Muito mais do que profissão, a música foi o reencontro com a felicidade. Mais tarde descobri-me professor de música. Um bom professor. Melhor do que músico. Durante vinte anos dei aulas e nem tenho idéia de quantos alunos ajudei a formar. Pois acabei de receber uma lição de um deles, ao abrir minha caixa de mensagens.

“Continuo te dizendo, vamos falar de cultura, você não pode jogar fora todos os anos em que viveu e militou pela cultura deste país.”

“Porra Dom, eu tenho intimidade contigo pra te dizer que espero uma postura mais moderna da tua campanha, meu amigo. A democratização dos meios de comunicação, a democratização do acesso à Cultura.”

“Então pensa nisso, Dom. E mostra o artista dentro de você, não só o cara da Guerrilha, que tanto nos orgulha, mas também o grande professor de arte, de música e enfim, o grande professor de humanidade que você sempre foi e tenho certeza que sempre será. Quero ver esse teu lado exaltado, pois no momento em que ele aparecer tenho certeza que muitos haverão de se juntar a essa corrente também.”

“Um abraço enorme deste teu amigo e eleitor incondicional, mas que como você mesmo sempre me ensinou nunca vai abaixar a cabeça e deixar de contestar algo que tá no meu modo de ver errado, ou ultrapassado...

Quebra tudo, DOM!!!!!!!”

Você tem razão, Pedro Quental. Valeu a bronca, estava mesmo me esquecendo da música, da poesia, dos versos, dos sons. Não vinha falando de como são fundamentais a cultura e a arte. Importante para o florescimento dos seres humanos, para torná-los melhores, mais íntegros, conscientes, solidários e felizes.

Não há como ser feliz sem a arte, e o acesso a ela é essencial para a libertação de nosso povo. Assumo a tarefa que você me dá nessa mensagem sincera como podem ser sinceras as relações entre dois músicos. Que foram professor e aluno, depois colegas, e sempre amigos.

Solte a voz nos palcos, Pedrão, que eu soltarei nas minhas tribunas de hoje, em defesa da cultura e da arte, lutando pelo acesso ao aprendizado e ao exercício da profissão.

E uma hora dessas vamos nos sentar em frente ao outro para tocarmos As Vitrines do Chico. Só não se esqueça de trazer aquela harmonização de anos atrás, que não a tenho mais na memória.

• Pela valorização do músico;
• Direitos autorais a quem de direito;
• Contra o lucro excessivo e indevido das sociedades arrecadadoras;
• Aulas de música nos currículos das escolas públicas, com remuneração justa para os professores.

Convido meus companheiros músicos a enriquecerem o debate e a agregarem reivindicações ao meu programa de mandato.

Carlos Eugênio Clemente é candidato a Deputado Federal no Rio de Janeiro pelo PSB – 4019


Combatente da Guerra e da Paz

Com alma de músico

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26 setembro 2010

16º Curso NPC homenageia os 100 anos da Revolta da Chibata!

Esse ano o curso do NPC homenageará os 100 anos da Revolta da Chibata. 

De 22 a 27 de novembro de 1910, no Rio de Janeiro, mais de dois mil marinheiros da Marinha do Brasil liderados por João Cândido Felisberto se rebelaram contra a aplicação de castigos físicos, ameaçando bombardear a cidade. 

Durante os seis dias de rebelião, seis oficiais foram mortos. 

A repressão contra os revoltosos foi muito violenta, com prisões, mortes e fuzilamentos. João Cândido foi preso na Ilha das Cobras e internado em um hospital psiquiátrico. 

Em junho de 2008 lhe foi concedida anistia post mortem.

Para maiores informações sobre o 16º Curso de NPC acesse http://blogdonpc.wordpress.com/

fonte : NPC


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25 setembro 2010

"Enfrentar as milícias é defender a democracia"

por Assessoria Marcelo Freixo Dep Estadual PSOL 50123 

Poucos no país entendem tanto de segurança pública e de direitos humanos como o cientista político e antropólogo Luiz Eduardo Soares. Não à toa, volta e meia, governantes das mais diversas esferas o reivindicam para ocupar postos estratégicos ou para construir os programas de governo voltados para tão explosiva área. Luiz Eduardo aceita os desafios, mas nunca abre mão do que acredita. Muito do que vivenciou na gestão pública inspirou o autor de livros como Meu casaco de general, Cabeça de Porco e Elite da Tropa. Pois Luiz Eduardo assina agora, com André Batista, Cláudio Ferraz e Rodrigo Pimentel, Elite da Tropa 2, cujo tema central são as milícias. Luiz Eduardo explica aqui o porquê de Marcelo Freixo ser o primeiro nome entre os poucos escolhidos para compor as dedicatórias do novo livro.

Como situa o mandato Marcelo Freixo na história da Alerj?
 
É um dos dos mais importantes, senão o mais importante mandato das últimas décadas. O tempo vai permitir uma avaliação melhor, mas se teve algum mandato mais importante eu não me lembro.

E por quê?  
Marcelo Freixo foi o único que enfrentou o maior problema emergencial do Rio de Janeiro, que são as milícias. Enfrentou um problema que extrapola o terreno partidário, que é suprapartidário porque diz respeito à defesa da democracia.

Como avalia a gravidade da ação das milícias?  
Essa máfia, que controla territórios para a exploração de atividades econômicas, impede o próprio desenvolvimento do estado e gera uma crise democrática que vai muito além do âmbito de atuação da polícia. É a maior ameaça e a mais perigosa contra o Estado democrático de direito. E Marcelo Freixo enfrentou essa ameaça dentro das possibilidades de seu papel parlamentar. Só por isso, ele já merece respeito.

Antes da CPI, não havia toda essa compreensão de gravidade...  
Não havia um entendimento de que a milícia era o nosso principal problema. E havia setores que até aplaudiam a milícia como algo "do bem". E autoridades como Cesar Maia, que a defendiam, ou Eduardo Paes, que assumiu como prefeito vacilante, sem um discurso claro, em relação a essa questão. Houve autoridades que se associaram às milícias, aproveitando-se delas do ponto de vista político, numa aliança perversa. Éramos poucos os que antes da CPI das Milícias já entendiámos a gravidade do problema. E pedir a CPI foi a primeira ação parlamentar do Marcelo, assim que tomou posse em fevereiro de 2007. Mas só foi possível mesmo a mudança da opinião pública e a abertura da CPI depois do sequestro de tortura de jornalistas na favela do Batan, controlada por milicianos, na Zona Oeste, em 2008.

No seu livro, como no filme, tem um personagem inspirado no Marcelo Freixo?
 
Tem sim. Mas se no filme o nome do personagem é Fraga, no livro o militante dos direitos humanos que vira deputado e enfrenta as milícias se chama Marcelo Freitas. Misturei algo de mim ao Freitas do livro, mas está claro em quem o personagem é inspirado. E não por acaso Marcelo Freixo é o primeiro nome na pequena lista de nomes que nós, os autores, escolhemos por unanimidade para incluir nas dedicatórias do livro, por terem arriscado as suas vidas em nome do enfrentamento das milícias.

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24 setembro 2010

O que a veja enxerga?

por Chico Alencar Deputado Federal PSOL 5050

A revista Veja Rio publicou longa matéria revelando que cerca de metade dos deputados federais fluminenses têm processos sérios na Justiça, no Fisco ou seu patrimônio cresceu mais de 1000%.

Entretanto, fiel à sua linha editorial direitista, encontrou um jeito de criticar o PSOL.

Chico foi considerado “autor de iniciativas importantes, mas também de projetos irrelevantes”.

Eleito, em 2009 e 2010, o melhor deputado do Brasil, Chico enviou carta à revista. Esperamos que seja publicada.


Sr. Diretor

Parabenizo VEJA RIO pela alentada matéria “Não Jogue Seu Voto No Lixo” (22/9). Ao elencar parlamentares processados, faltosos ou com impressionante evolução patrimonial, ela auxilia no exercício da escolha eleitoral consciente. Questiono, porém, a menção de projetos meus, como os do Dia do Sociólogo e do Teatro do Oprimido, fundado pelo saudoso Augusto Boal, como “irrelevantes”. Todos esses assim considerados - 15 das 59 proposições que apresentei - resultaram de demandas coletivas de segmentos vinculados à educação e à cultura, com os quais meu mandato tem estreita relação. A sociedade também se move por símbolos, e instituir, com critério, datas comemorativas, ou fazer justas homenagens – o que, por óbvio, não é o centro do mandato que exerço - não é inutilidade, pela função pedagógica e cidadã que poderão cumprir.

Atenciosamente,
Chico Alencar, deputado federal PSOL/RJ e professor

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Postal da reta final Chico 5050

Mensagem de Chico Alencar Deputado Federal PSOL 5050. Espalhe, reenvie...



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Rede Democrática nº 2

por Carlos Eugênio Clemente Deputado Federal PSB 4019

Hoje eu ia escrever sobre o Véio Cambraia, músico, baixista, amigo, companheiro, mas guardo para amanhã porque tenho que anunciar o lançamento do jornal Rede Democrática nº 2.

Saiu hoje e dessa vez faremos diferente. Ao invés do Severyna, lançaremos o jornal nas ruas, panfletando. Já temos agendadas as seguintes panfletagens:

• Amanhã, sábado 25 de setembro, a partir de 14h00min na Maré com o companheiro Rossino Diniz, que é candidato a deputado estadual pelo PT e com o Renato da Farmácia, companheiro do PSB; encontro às 11h00min no escritório e é só ligar e aparecer;

• Domingo 26 de setembro a partir das 09h00min no Largo do Machado e adjacências; encontro no chafariz do Largo, do lado das mesinhas de jogo.

• Niterói no fim-de-semana; para a programação, falem com o Colombo.

A partir de agora, o jornal, e vários tipos de santinhos e um cartão, estão à disposição lá no escritório, com a Melanie e o Dourado. Os telefones: 2215-4252 e 2524-0112. Fica bem no Centro do Rio de Janeiro, a Cinelândia. Dependendo, podemos até entregar em algum lugar.

Nessa reta final, vamos panfletar todos os dias. Irei anunciando pela rede virtual, mas acho importante ligar para o escritório e se informar. É hora de campanha nas ruas, do contato físico.

Amanhã a gente continua falando de música, arte e libertação. E do Véio Cambraia.
Carlos Eugênio Clemente – 4019
Combatente da Guerra e da Paz

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PSOL em Copacabana no Domingo 26/09

No domingo (26/09), as candidaturas do PSOL, Chico Alencar, Marcelo Freixo, Milton Temer, Jefferson Moura e militantes farão uma caminhada de Copacabana até o Leblon. 
 
O encontro está marcado para 9h, em frente ao antigo hotel Meridian (Esquina com Av Princesa Isabel).  
 
Compareça

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23 setembro 2010

Ex-guerriheiro (?), ex-socialista, o ex-Gabeira ecoa falácias direitistas

por Celso Lungaretti* 

Num debate entre candidatos ao governo do RJ, Fernando Gabeira (PV) assim reagiu à ironia do adversário Jefferson Moura, do PSOL, que o qualificou de "ex-Gabeira"

“Mudei mesmo, sou um ex-Gabeira. Se perguntarem se hoje faria luta armada, digo que não. Considero hoje deplorável. Jamais participaria de sequestro, acho uma forma de luta repugnante. Isso é uma coisa muito clara. Sou ex mesmo e espero continuar sendo ex muitas vezes”.

Segundo notícia do portal O Dia OnLine, ele também afirmou considerar o socialismo "um fracasso" e repetiu uma das falácias favoritas da extrema-direita troglodita: a de que a luta armada objetaria apenas substituir uma ditadura por outra.

Tendo os companheiros responsáveis pelo sequestro do embaixador estadunidense Charles Elbrick cansado de repetir que Gabeira era figura das mais secundárias no movimento e só foi convocado à última hora para atuar como uma espécie de RP daquela ação, é bem provável que desconheça mesmo a diversidade de objetivos da miríade de grupos e tendências que enfrentavam a ditadura em 1969.

Isto não o impediu, segundo eles, de realizar um verdadeiro tour de force de marketing pessoal, relatando sua participação no sequestro de forma extremamente exagerada, no livro O que é isso, companheiro?.

Da mesma forma, foi o símbolo do gay power quando lhe convinha, exibindo-se nas praias cariocas com uma sunga; o porta-voz da liberação da maconha, quando isto ainda era in; e até pegou uma carona na rejeição generalizada ao ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, dando jeito de aparecer em destaque na malhação do Judas .

As bandeiras antigas vão sendo jogadas fora à medida que perdem sua serventia, daí ele nem sequer estar mencionando no seu site o sequestro de Elbrick. Isto, decerto, afugentaria financiadores de sua campanha.

Por último: a luta armada é mesmo deplorável, mas nos foi imposta pelo inimigo, quando, com o AI-5, inviabilizou qualquer forma de resistência pacífica que surtisse o mínimo efeito contra o terrorismo de estado instaurado no País; e o sequestro é mesmo repugnante, mas, para salvar companheiros da morte e da tortura sob um regime de exceção, eu não hesitaria em agir, quantas vezes fossem necessárias, em nome da solidariedade.

Que, para quem continua revolucionário, é um dos valores supremos.

Torço para nunca mais ser obrigado a tomar decisões em circunstâncias tão dramáticas.

*Jornalista, Escritor, Combatente da Ditadura e ex Preso Político

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22 setembro 2010

Debate - Ditadura e Anistia: história e ficção


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25 anos - Grupo Tortura Nunca Mais/RJ


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Abin gasta mais de R$ 400 mil com medalhas, hotéis e sapatos

Aline Scarso da Radioagência NP 

O destaque do “Carrinho de Compras – do site Contas Abertas desta semana – é o gasto de R$ 208 mil com a compra de mais de 8 mil placas e medalhas encomendadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A Agência ainda gastou mais R$ 171 mil com a compra de outras peças no formato do mapa do Brasil. 


Também por conta da Abin ficou o gasto de R$ 51 mil reais para o pagamento de reservas em hotéis, estacionamentos e restaurantes. Outros R$ 8,5 mil para a compra inusitada de 190 pares de sapatos masculinos.

Já o Superior Tribunal de Justiça (STJ) gastou mais de R$ 80 mil com a compra de 30 poltronas giratórias.

Uma dessas poltronas foi adquirida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no valor de R$ 6 mil. Outros R$ 3 mil foram gastos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) com a aquisição de 300 fones de ouvido.
O Senado Federal também utilizou R$ 50 mil para comprar quatro gravadores blu-ray. Já a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, comprou mais de mil monitores LCD de vídeo pelo custo de R$ 368 mil.

Conheça documento que comprova os gastos com recursos públicos na última semana:

http://contasabertas.uol.com.br/website/noticias/arquivos/260_NEs%20-%2012-09-2010.pdf

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Apoiamos também a candidatura de Alex Lombello Amaral 2121 do PCB - MG

Além de candidatos do PSOL do Rio de Janeiro, o blog Ousar lutar Ousar Vencer abre espaço para apoiar outros candidatos. Dias atrás, já tínhamos anunciado através de um texto de nosso editor chefe o apoio a Carlos Eugenio Clemente do PSB que concorre a um cargo na câmara dos deputados, também pelo estado do Rio.

Agora resolvemos aprofundar e dar apoio a outras candidaturas, inclusive de outros estados. Esse texto trata-se de anunciar apoio a candidatura á câmara dos deputados (ver o banner ao lado) do professor, historiador e comunista, como gosta de ser chamado, Alex Lombello Amaral de Minas Gerais.

Mas a candidatura desse revolucionário, como algumas outras, entre elas muitas dos partidos do campo da esquerda socialista, não tem como objetivo principal chegar ao poder. Até pode ter, mas em segundo plano e jamais praticar o jogo de cartas marcadas do sistema dominante e das ditaduras do capital e do mercado. O objetivo principal dessa é fortalecer a idéia de que é o cidadão que deve decidir a partir dos seus espaços de atuação.

Em primeiro lugar a campanha tinha e está tendo a intenção, junto com os programas de seu partido (PCB), de jogar na sociedade brasileira, aproveitando o foco e o espaço das eleições, uma series de problemas e proposta com intuito de que essa sociedade possa refletir sobre quais alternativas temos e quais podemos e queremos seguir.

Em segundo lugar tentar através de idéias e propostas, sem usar as armas dos capitalistas, fazer a revolução. Em outras palavras fazer política além das eleições enquanto todos outros (como ressalva a uma minoria) fazem apenas política eleitoreira.

Mas votando em Alex, os eleitores jamais estarão jogando o voto fora ou anulando-o, como muitos vão pensar. Caso Alex for eleito ele levará para congresso todas as suas propostas e ideias que ele defende. Pois não são ideias eleitoreiras, mas sim ideias construídas durante toda sua vida. Enfrentará os reacionários, como faz, por exemplo, Ivan valente (PSOL), sem corromper-se ao sistema. 
 
E continuará a lutar dentro do poder, usando-o para construir outro poder, que deve ser feito fora desse. Ou seja, construir o poder popular também a partir do poder que temos atualmente. Poder esse que os comunistas estão chamando de democracia direita, vertente política do socialismo. Essa será com certeza a opção que Alex, caso eleito, tomará.

Quem quiser conhecer mais Alex Lombello Amaral pode acessar o seu blog perfil ou conversar com ele via twitter
 
Ou procurar-lo em sua cidade natal, São João Del Rei, zona central, do estado das Minas Gerais.

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21 setembro 2010

ONU cobra do Brasil julgamento de crimes durante a Ditadura

"Em todas as sociedades, para que haja uma paz sustentável, tem que fazer Justiça ao que ocorreu", disse secretário

A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que o próximo governo brasileiro terá de lidar com o passado e os crimes da ditadura se quiser avançar em sua paz social. O recado foi da Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, que manteve hoje uma reunião, em Genebra, com o chanceler Celso Amorim. Na agenda, um dos temas foi exatamente a manutenção da lei de anistia no Brasil.

"Em todas as sociedades, para que haja uma paz sustentável, tem que fazer Justiça ao que ocorreu", alertou a numero 1 em direitos humanos na ONU. "Este será o desafio do próximo governo", afirmou Pillay, que antes ocupava o cargo de juíza de crime de guerra no Tribunal da ONU para Ruanda.

Segundo ela, quando o tema foi levantado na reunião, Amorim indicou que a perspectiva de ver o tema avançar era sombria. "Discutimos a questão do passado brasileiro e o ministro indicou que ele não acreditava que havia boas perspectivas para avançar no tema (no Brasil)", afirmou.

A ONU vem apontando para a necessidade de o Brasil não ser o único país do Cone Sul a deixar aberto o capitulo das ditaduras dos anos 70 na região. No ano passado, Pillay se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi direto ao ponto. Pessoas que estiveram no encontro naquele momento revelaram à reportagem que a representante da ONU foi direta em suas críticas ao Brasil e que Lula "fechou a cara" desde o inicio do encontro.

A meta da ONU e de impedir que novas leis de anistia façam parte de soluções de conflitos atuais e pressiona para que leis de anistia adotadas nas ultimas décadas sejam abolidas em todo o mundo. Há poucos meses, a entidade recomendou a Espanha que julgasse finalmente os crimes cometidos na Guerra Civil.
 
fonte : Agência Estado
publicado em: 13/09/2010

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Debate entre candidatos a presidente no campo da esquerda


O debate ocorrerá hoje, a partir das 21 horas na ação educativa em são Paulo, sem acesso ao público. Porém será transmitido pelo site do Jornal Brasil de Fato (www.brasildefato.com.br) e demais meios da mídia alternativa. Além é claro dos sites dos próprios partidos presentes. Até o momento estão confirmados as presenças de Ivan Pinheiro (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU).O Psol prometeu mandar representante.


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20 setembro 2010

Crescimento, distribuição e aumento da dependência externa

por Guilherme Delgado* para Radioagência NP 

O crescimento da economia brasileira será vigoroso em 2010, ao que tudo indicam os dados já apurados do primeiro semestre e os indicadores de conjuntura do terceiro trimestre. O ano deverá se encerrar com um crescimento do PIB acima dos 7%.

Por seu turno, esse ciclo de crescimento, que se observa desde 2004, um pouco esmaecido em 2009 pelo efeito da crise financeira externa, espera-se que venha a prosseguir em 2011. Mas a política econômica e a política social do novo governo, aliadas às condições de financiamento do mercado mundial podem manter, arrefecer ou cortar esse experimento ora em curso. No momento não se vislumbra a hipótese de corte abrupto. No entanto é preciso examinar melhor as bases dessa novidade brasileira – crescimento com distribuição, para enxergar os desafios que têm pela frente.

Uma característica peculiar desse crescimento recente têm sido a melhoria na distribuição da renda do trabalho, não tanto pela melhoria dos salários de mercado, mas pela eficaz aplicação de direitos sociais transformados em benefícios monetários e em espécie às famílias. Atualmente esses benefícios correspondem a praticamente um quarto da Renda Interna Bruta e precisariam continuar crescendo para prosseguir o efeito distributivo e de demanda efetivo que exercem no crescimento econômico.

Essa característica do crescimento econômico com distribuição de renda, limitada à renda do trabalho, tem necessariamente implicações sobre a produção do excedente econômico (excesso de bens e serviços produzidos e utilizados internamente relativamente às necessidade de subsistência da população), cujas conseqüências mais diretas aparecerão no sistema tributário e nas contas externas. Mas isto precisa ser melhor explicado.

Para fazer uma exemplificação inteligível ao leitor, vou utilizar uma contabilidade de números redondos, com dimensões nacionais, para chegar a idéia do excedente econômico, que é um conceito chave para se compreender o que está em renhida disputa na sociedade e nos meandros da economia e da política, sem que muitas vezes nos apercebamos.

Imaginemos um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3 trilhões, uma População Economicamente Ativa que o produziu de 100 milhões de brasileiros e uma População de Idosos (60 anos ou mais), forma do mercado do trabalho, de 20 milhões de pessoas. Dadas essas informações, poderíamos definir o excedente econômico em um ano específico (2010), quando deduzíssemos do PIB toda a remuneração “socialmente necessária” para manter a população na condição de subsistência.

Tomando o salário mínimo como noção daquilo que é praticado como socialmente necessário e considerando alternativamente todos os trabalhadores ativos (100 milhões) ou os ativos mais os idosos(120 milhões de pessoas) teríamos um excedente econômico de 79% ou 73,5% do PIB (repectivamente 21% ou 24,5% de remunerações de subsistência).

Observe-se que ao definir o consumo de subsistência, incluindo ou não os idosos, com este ou aquele salário mínimo, definem-se tamanhos muitos distintos do excedente. Recorde-se que o salário mínimo atual de R$ 510, era de R$ 130 em 1998 e de R$ 57 reais na passagem da URV para o real em 1994.

Esses números arredondados expressam a situação econômica e demográfica do Brasil em 2010. Projetados à frente, com crescimento e continuidade desse padrão de distribuição , teríamos as seguintes implicações:

a) Para incluir os que ainda não se encontram no padrão de subsistência e elevar esse padrão com ganhos reais de salário mínimo é preciso obter novos recursos tributários (reforma tributária progressiva);

b) Mantido o excedente econômico nos níveis atuais, sem alteração na tributação do 10% mais ricos da população, detentores de dois terços a três quartos do excedente econômico, essa população recorrerá necessariamente a um padrão de consumo de bens e serviço muito por cima da dinâmica da produção interna, requerendo crescentes importações;

c) O sistema econômico para crescer precisa renovar e incrementar seus estoques de capital, o que necessariamente implica que hajam oportunidades (demanda) e decisões de investir, parte em recursos do excedente econômico interno, parte em recursos oriundos de passivos externos.

Em resumo o experimento atual de crescimento com distribuição para prosseguir precisa considerar a reforma tributária de caráter progressivo como essencial, a menos que abandone seu caráter distributivo.

Mas mesmo que crescimento ocorra, sem distribuição, o perfil distributivo do excedente econômico provocará inevitável gargalo externo, manifesto por elevado déficit em conta corrente para financiar consumo de alta renda e parte dos investimentos. Será mais um vôo de galinha, abortado pela próxima crise cambial.

Como se pode ver, não haverá como escapar dos temas reforma tributária e reforma da seguridade social para apoiar um modelo distributivo de crescimento; ou inversamente para estancá-lo ou invertê-lo de vez. Isto precisaria virar tema eleitoral, devidamente traduzido a linguagem do público geral.

*Economista e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

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19 setembro 2010

75º aniversário do POUM e a Revolução Espanhola

por Andy Durgan  
 
O POUM foi fundado a partir da fusão entre o Bloque Obrero y Campesino (BOC) e a Izquierda Comunista de España (ICE).

O BOC tinha suas origens em duas tendências comunistas: um grupo de militantes da Confederación Nacional del Trabajo (CNT) no início dos anos 20 liderado por um professor nascido na província espanhola de Aragão, Joaquín Maurín, e um grupo de jovens ativistas atraídos pelo comunismo por sua posição sobre a questão nacional que formaram o Partit Comunista Català em 1928. Ambas rechaçavam a burocratização e o ultraesquerdismo do "comunismo oficial" e unificaram-se em 1931.

Ainda que o BOC defendeu a necessidade de um partido revolucionário em nível nacional, estava limitado quase exclusivamente à Catalunha. Era minoritário em comparação com a CNT e, no resto da Espanha, com o Partido Socialista Obrero Español (PSOE), mas teve um papel central na criação das Alianzas Obreras em 1934 e no movimento sindical catalão não-anarquista.

Ainda que a ICE (antiga oposição trotskista) apenas contava com algumas centenas de militantes, teve em suas fileiras ativistas experientes e capazes como Andreu Nin, Juan Andrade, José Luis Arenillas etc., Nin viveu na União Soviética entre 1921 e 1930, onde foi dirigente da Internacional Sindical Vermelha (seção sindical da Internacional Comunista).

No início, o BOC e a ICE mantiveram relações bastante conflituosas. Diante da crescente ameaça fascista e a pressão a favor da unidade dentro do movimento operário, o BOC e a ICE aproximaram-se tanto na prática (na experiência das Alianzas Obreras) como no terreno programático. A ruptura da ICE com o movimento trotskista depois de uma série de divergências (sobretudo, sua rejeição ao "entrismo" no PSOE) contribuiu para esta aproximação.

Apesar da maior força relativa do BOC, o novo partido foi o resultado de uma fusão e não uma absorção. Segundo a ICE: "A fusão foi realizada sobre a base de um programa escrito em comum, como resultado de uma discussão que durou meses e que contém todos os nossos princípios fundamentais: afirmação do caráter internacional da revolução proletária, crítica à teoria do socialismo em um só país (…) defesa da União Soviética, com o absoluto direito de criticar todos os erros da direção soviética, afirmação da falência das II e III Internacionais e da necessidade de restabelecer a unidade do movimento operário internacional sobre uma nova base".

A Frente Popular

O aparente apoio do POUM à Frente Popular foi freqüentemente mal-entendido. Na realidade, o POUM denunciou em seguida, quando foi apresentada em 1935, a nova política comunista a favor de alianças antifascistas com setores das classes médias em defesa da democracia burguesa. Maurín descreveu a posição stalinista como a prova de uma "incompreensão total" da natureza do fascismo, que unicamente representava um freio à classe operária. Ao manter a luta dentro de um marco burguês, dava-se tempo para que fosse preparada a contra-revolução. Repetia "o que os mencheviques desejavam na Rússia em 1917", igual à posição do socialismo reformista que levou a Itália, a Alemanha e Áustria ao desastre. Ao invés da colaboração de classe que este novo giro representou, Nin argumentou em março de 1936 que era necessário criar a curto prazo as condições para a conquista do poder e que isto significava "forjar as armas necessárias para a vitória: a Alianza Obrera e o partido revolucionário". O POUM não descartou alianças com os partidos pequeno-burgueses, mas com a condição de que o movimento operário mantivesse sua completa independência ideológica e organizativa.

Com a convocatória de eleições no início de 1936, o POUM propôs formar uma Frente Operária com os demais partidos operários que alcançasse um acordo tático com os republicanos. Mas tanto os socialistas como o PCE aceitaram uma aliança direta com os republicanos de esquerda, sobre a base de um programa de viés liberal. O resultado foi um pacto eleitoral assinado tanto pelos partidos republicanos como pelas organizações operárias, como o POUM.

Juan Andrade justificaria mais tarde argumentando que o partido se viu forçado a reconhecer a "existência material de uma lei eleitoral", assim como obrigado a realizar "acordos provisórios" com a esquerda republicana "para evitar a vitória da burguesia".

Mais determinante foi a posição da CNT. O apoio massivo entre a classe operária a alguma forma de unidade eleitoral, ainda que fosse apenas para alcançar a anistia, conduziria os anarquistas a abandonar seu abstencionismo e mobilizar efetivamente seus filiados a votarem. Diante desta situação, o POUM temeu ficar isolado.

O POUM encarou a vitória eleitoral da esquerda como um grande triunfo para os trabalhadores e camponeses e uma importante derrota para a contra-revolução. Não era uma vitória da democracia burguesa, nem tampouco representava o apoio das massas ao republicanismo pequeno-burguês. O POUM advertiu que, considerando a profundidade da crise econômica e social em 1936, qualquer tentativa de realizar inclusive os aspectos mais suaves do programa eleitoral da esquerda provocaria a violenta resistência da classe dominante.

Durante os meses seguintes, o POUM denunciou constantemente as tentativas tanto dos social-democratas como dos stalinistas de subordinar o movimento operário ao republicanismo pequeno-burguês. Diante desta crise, Nin havia declarado pouco depois das eleições que era "um crime e uma traição" exigir que a classe operária renunciasse à destruição do Estado burguês e à tomada do poder – suas máximas aspirações – "em nome da necessidade de "consolidar" a República". Maurín escreveu em maio de 1936 que a revolução que se avizinhava na Espanha não seria "democrático-burguesa, mas sim democrático-socialista ou, para ser exato, socialista".

Revolução

Na véspera da guerra civil, o POUM ainda era uma organização bastante pequena se comparada não apenas com o PSOE, mas também com o Partido Comunista da Espanha (PCE). A maioria de seus 6 mil membros ainda estava concentrada na Catalunha. O POUM cresceu rapidamente nos primeiros meses da guerra e no fim de 1936 já tinha 30 mil filiados. Editava 5 jornais diários e vários jornais semanais e controlava emissoras de rádio em Barcelona e Madrid. Para o POUM, a guerra e a revolução eram inseparáveis: a dupla tarefa imediata dos trabalhadores e camponeses era a derrota das forças fascistas e a construção do socialismo.

Um passo importante para a restauração da "ordem republicana" foi a criação em setembro de 1936 de um novo governo catalão baseado em todas as organizações antifascistas, incluindo o POUM.

Antes da formação deste novo governo da Generalitat, o poder na Catalunha estava nas mãos de um conjunto de comitês antifascistas que organizavam o abastecimento, garantiam a segurança na retaguarda, coordenavam as milícias e faziam funcionar as fábricas e terras coletivizadas. O comitê mais importante. O comitê mais importante e, possivelmente, o embrião de um governo revolucionário, era o Comitê Central de Milícias Antifascistas. O POUM ficou sozinho na defesa da transformação destes comitês na base de um novo Estado revolucionário.

O POUM justificou sua participação na Generalitat que as organizações operárias estavam em maioria, o novo governo catalão tinha um "programa socialista" e os partidos da pequena burguesia catalã tinham radicalizado. Em um nível menos público, o POUM temia ser mal-interpretado pelas massas, isolado e, portanto, ficar privado de provisões para suas milícias e inclusive abrir o caminho para ser colocado na ilegalidade, como já defendiam os stalinistas. Ao fazê-lo, o partido acreditou que entrando no governo catalão evitaria que a CNT fosse arrastada para o recém-formado partido stalinista catalão, o Partit Socialista Unificat de Catalunya (PSUC), e os republicanos.

Apesar de "legalizar" muitas conquistas da revolução – sobretudo no terreno da coletivização – o novo governo catalão estava subordinado à política frentepopulista da Esquerra Republicana de Catalunya (ERC) e do PSUC. Conseqüentemente, a formação deste governo representava um passo importante, apesar das intenções da CNT e do POUM, para o desmantelamento da revolução. Os comitês locais foram dissolvidos, as forças foram reconstruídas e as milícias convertidas em unidades do novo exército regular.

Em dezembro de 1936, foi expulso o representante do POUM, Nin, da Generalitat, como conseqüência das pressões diretas do governo soviético sobre as autoridades republicanas.

Enric Adroher, um dirigente do partido, escreveria mais tarde que o novo governo da Generalitat havia desempenhado "uma missão histórica (…) a liquidação dos comitês", que o POUM havia se encarregado "de convencer as forças revolucionárias dos limites da necessidade de aceitar aquele sacrifício, que devia ser mais um passo no retrocesso revolucionário", e que uma vez concluído este "serviço inestimável", o POUM foi tirado do governo.

O POUM e a CNT

Em setembro de 1936, Nin declarava que "todo o futuro da Revolução Espanhola depende, em grande parte, da atitude que adotarão a CNT e a Federación Anarquista Ibérica (FAI)". Assim, o principal problema do POUM durante a guerra civil era como ganhar ao menos uma parte da CNT para suas posições.

Em fevereiro de 1937, foi fundada a Frente de la Juventud Trabajadora Revolucionaria (FJTR), com base na juventude poumista (a Juventud Comunista Ibérica) e seus homólogos libertários. A FJTR foi, sem dúvida, o mais próximo que o POUM esteve de formar uma frente única com os anarcossindicalistas, porém os setores mais apolíticos da direção da CNT estavam não apenas contra tomar o poder, mas também de qualquer colaboração com partidos políticos. No entanto, o apoliticismo dos anarcossindicalistas não se estendeu às relações sindicais e, durante a guerra, a CNT fez vários pactos com a Unión General de Trabajadores (UGT) catalã, central dominada pelos stalinistas.

Dada a importância de se ganhar as bases anarcossindicalistas, possivelmente o maior problema enfrentado pelo POUM durante a guerra consistiu em ter filiado os sindicatos sob sua direção à UGT ao invés da CNT. Com o decreto de sindicalização obrigatória do governo catalão, tanto os sindicatos anarquistas como os socialistas cresceram bastante. O POUM não teve outra opção senão entrar em uma das duas centrais sindicais.

Os líderes do POUM justificaram sua decisão de entrar na UGT baseando-se na convicção de que na Catalunha poderiam ganhar a direção da débil central socialista. Quando isso acontecesse, o POUM afirmava que seria possível pautar a questão da unidade sindical com a CNT. Não demoraria muito para que o POUM visse o erro que havia feito em seus cálculos.

Muitos destes novos filiados vinham dos setores menos combativos da classe trabalhadora. Com a ajuda de seus aliados na direção nacional da UGT, os stalinistas não tiveram grandes problemas para ganhar estes novos e inexperientes filiados e então ter relativa facilidade para acabar com a influência do POUM dentro dos sindicatos. Em poucos meses, o partido viu-se desprovido de suas próprias bases sindicais.

Contra-revolução

No início de 1937, a contra-revolução estava ganhando terreno na zona republicana. Na imprensa stalinista aumentavam os ataques caluniosos contra os "fascistas" do POUM, assim como as exigências de sua proibição. Os chamados do POUM a favor de uma revolução socialista e suas denúncias de perseguição dos velhos bolcheviques na União Soviética feriam particularmente os stalinistas, tanto dentro como fora da Espanha. Em Madrid, a repressão contra o POUM já havia começado. Foi apenas uma questão de tempo para que se adotassem medidas similares na Catalunha, mas o poder da revolução na zona republicana, ainda forte, dificultava.

Os ataques contra a revolução culminaram quando, em 3 de maio, forças de segurança da Generalitat atacaram a Telefônica de Barcelona, controlada pela CNT, o que provocou uma greve geral e um levante armado.

O POUM imediatamente se colocou ao lado dos trabalhadores e propôs a criação de Comitês de Defesa em cada bairro, baseados em todas as organizações revolucionárias. O partido acreditava que era possível tomar Barcelona e posteriormente forçar as autoridades a negociar com os revolucionários. No entanto, mesmo que tenha sido relativamente fácil a tomada do controle total da cidade pelas organizações revolucionárias, o movimento foi eventualmente sabotado pela direção da CNT, que temia causar danos à "unidade antifascista". A maioria dos trabalhadores armados, que eram principalmente da CNT, desorientados e frustrados, aceitaram as de largar as armas. A ordem republicana foi então restaurada e o equilíbrio de poder inclinou-se decisivamente a favor da contra-revolução.

O POUM reconhecia que a CNT havia traído a luta, mas dizia: "A tática nos impõe fazer esta crítica com precaução para não nos isolarmos. Se a direção da CNT fosse atacada frontalmente, a base da CNT se levantaria de forma unânime em sua defesa". Como não estava preparado para romper publicamente com os dirigentes da CNT, o POUM teve pouco o que escolher e viu-se obrigado a abandonar as barricadas para evitar uma "repressão sangrenta".

Adroher concluiu alguns meses depois do final da guerra que seu partido falhou na hora de compreender o curso dos acontecimentos até maio, porque não tinha se preparado para a luta e não sabia como tirar vantagem da "grande traição do anarquismo". "Ao invés de tratar" a situação "como era: uma luta violenta pelo poder", escreveu, o POUM "encarou como uma pequena provocação contra-revolucionária". Não foi apenas uma provocação, mas sim "a solução definitiva" da contradição que surgiu em julho de 1936 "a favor da contra-revolução".

Foi executada uma nova onda de repressão contra os setores mais combativos do movimento operário durante as semanas posteriores, acompanhada de uma campanha de propaganda massiva desenvolvida pelos comunistas contra os "trotskistas", que foram acusados de instigar a insurreição. Em Valência, um novo governo central, liderado pelo socialista moderado Juan Negrín, rapidamente cedeu às pressões stalinistas e declarou a ilegalidade do POUM em 16 de junho. Muitos membros do POUM e anarquistas radicais foram detidos e outros desapareceram. Dezenas de anarquistas e militantes do POUM foram assassinados, o caso mais notório foi o de Andreu Nin.

A história do POUM transcorreu desde então na perseguição, na clandestinidade e nos vários anos de exílio.

Tradução: Henrique Sanchez

fonte: En Lucha e Revolutas

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18 setembro 2010

Vote pela grande política

por Asessoria Deputado Chico Alencar PSOL RJ 5050 

Semana passada, Chico foi eleito, pelo segundo ano consecutivo, o melhor deputado do Brasil (Prêmio Congresso em Foco). Apenas 11 parlamentares estiveram em todas as listas, desde 2006 - e Chico é um deles!

Durante essa legislatura (desde 2007), toda a bancada do PSOL foi sempre indicada. A votação do prêmio pela internet ainda está acontecendo. 

Clique aqui para votar. 

A mídia comercial não considerou o fato importante. Preferem veicular escândalos, reforçando o negativo sentimento popular de que, na política, são todos iguais.

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Em alerta contra o crime na política

"Não tenho dúvidas de que a milícia vai eleger deputados estaduais", alertou Marcelo Freixo, Deputado Estadual PSOL RJ 50123, em entrevista veiculada no jornal O Dia, de domingo (5/9). Confira aqui

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17 setembro 2010

Entrevista via Twitter com Plínio de Arruda Sampaio

Acompanhe via twitter a entrevista do site Jornalístico "Revista o Viés" com o candidato à Presidência, pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio pelo PSOL, em 22/09/2010.  

A Revista o Viés é uma publicação on-line mantida por dez estudantes de graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria. Está no ar desde o dia sete de novembro de 2009 e, desde então, já teve mais de 44.000 acessos e textos publicados em outros veículos, como Observatório de Imprensa, Observatório do Direito à Comunicação , Sul 21, Whiplash, Revista do Cinema Brasileiro e Companhia das Letras.

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Plínio assina compromisso com infância e adoslecência

por Assessoria Plínio Presidente 50 

O candidato à presidência da República pelo PSOL, Plínio Arruda Sampaio, visitou a sede da Fundação Abrinq - Save the Children, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira (09/9), por volta das 16 horas, onde assumiu compromisso com a infância e adolescência.

O documento exige que o presidente eleito coloque como prioridade, em seu mandato, a implantação de políticas públicas que resultem em melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes.

Plínio ressaltou a importância do compromisso assumido. “Fui constituinte e há muito tempo acompanho o trabalho louvável da Fundação Abrinq, tenham certeza de que vamos cumprir e dedicar de fato àquilo que a infância precisa." Entre os compromissos assumidos estão: reduzir as taxas de mortalidade infantil e materna, melhorar o ensino público, proteger as crianças de todas as formas de abuso, negligência, exploração e violência, e também desenvolver ações de prevenção para reduzir a prevalência do HIV/AIDS entre a população infanto-juvenil.

Plínio criticou os candidatos do PT, PSDB e PV por não assumirem o compromisso de elevar os gastos do PIB a 10% para a educação.

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16 setembro 2010

Em três semestres, bancos demitem 48 mil


por Jorge Américo para Radioagência NP  
Mais de 48 mil trabalhadores de empresas bancárias perderam o emprego em ujm período de três semestres. Uma análise feita entre janeiro de 2009 e junho de 2010 demonstrou que isso representa mais de 10% da categoria. Nesse período, pouco mais de nove mil postos de trabalho foram criados.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego estimam que mais de 471 mil pessoas trabalhem no setor bancário. As entidades sindicais denunciam que muitas demissões estão relacionadas ao não cumprimento das metas abusivas estabelecidas pelas empresas.

Há ainda diversos casos de funcionários que pediram dispensa por não suportarem o assédio moral e as condições precárias de trabalho oferecidas pelos empregadores. Nesta semana, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) discutem um reajuste salarial de 11%, além da proteção contra demissões imotivadas.

Os cinco maiores bancos que operam no Brasil apresentaram lucro líquido de R$ 9,5 bilhões somente no primeiro trimestre de 2010. No entanto, os novos empregados são remunerados com um valor 40% menor em relação aos vencimentos dos ex-funcionários.

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15 setembro 2010

No MT agrotóxico está presente na água, no ar e no sangue

por Jorge Américo para Radioagência NP  

O agrotóxico está presente na terra, na água, no ar e até mesmo no sangue e na urina dos moradores de dois municípios produtores de grãos, no Mato Grosso. A Constatação foi feita pela Fundação Oswaldo Cruz e pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que mediram os efeitos do uso de agrotóxicos em Campo Verde e Lucas do Rio Verde.

O estudo monitorou a água dos poços artesianos e identificou a existência de resíduos de agrotóxicos em 32% das amostras analisadas. Em 40% dos testes com a água da chuva também foi identificada a presença de defensores agrícolas. Nos testes com o ar, 11% das amostras continham substâncias tóxicas, como o endossulfam, proibido pelo potencial cancerígeno. O médico e professor da UFMT, Wanderlei Pignati, relata como se dá o processo de contaminação.

“Os reflexos negativos do agrotóxico ocorrem no trabalhador, que aplica diretamente, na família, que muitas vezes mora dentro das plantações de soja, e na periferia das cidades. Não só aqui no Mato Grosso, as pessoas plantam e pulverizam quase que em cima das casas. Teremos um impacto no ambiente e isso faraz com que a população absorva esses agrotóxicos, resultando em intoxicações crônicas.”

No ano de 2009, foram despejadas um milhão de toneladas de agrotóxicos nas lavouras brasileiras. Somente o Mato Grosso utilizou 11% dessa quantidade. Pignati revela que os dados das Secretarias e Ministério da Saúde sobre intoxicação coincidem com os índices de produção no campo.

“No Mato Grosso, nas regiões que mais produzem soja, milho e algodão, tem uma incidência três vezes maior de intoxicação aguda. Diarréia, vômito, desmaio. Alguns até morrem. [As substâncias] dão distúrbios cardíacos, pulmonares e até distúrbios psiquiátricos.”

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14 setembro 2010

Gripe Suína: A epidemia era realmente mau jornalismo


por Celso Lungaretti (*) 

Despacho da Agência France Presse nos revela que "a infecção pela cepa pandêmica H1N1 da gripe, em 2009, apresentou um risco de complicações graves menor do que outros vírus recentes de gripe, segundo pesquisa realizada nos Estados Unidos" e publicada nesta terça-feira (7). 

Comparando os casos de contaminação pela gripe suína em 2009 e por vírus remanescentes de 2007 e 2008, o estudo constatou: 

As internações nos trinta dias que se seguiram à infecção por gripe atingiram 1,5% das crianças infectadas pela cepa pandêmica H1N1 de 2009,  3,7% das crianças que sofreram de gripe sazonal causada por outra cepa H1N1 e 3,1% das crianças que sofriam de gripe sazonal da cepa H3N2 de 2007 e 2008; e entre os adultos, os hospitalizados com estas três variedades foram, respectivamente, 4%, 2,3% e 4,5%. 

Ou seja, cada uma das modalidades anteriores provocou mais que o dobro de hospitalizações de crianças; e, no caso dos adultos, a gripe suína causou menos internações do que a H3N2 de 2007/2008. 

A conclusão a que os doutos chegaram com rigor científico foi a mesma publicada neste blogue... no calor dos acontecimentos. 

Guiado apenas por minha intuição e experiência jornalística, escrevi e postei em 26/07/2009 o artigo Uma epidemia mais grave que a gripe suína: a de mau jornalismo, cujos primeiros parágrafos foram estes: 
  • "Uma epidemia muito pior que a gripe suína está grassando: a do alarmismo jornalístico. 
  • "A nova modalidade de influenza é uma moléstia que ainda não atingiu contingentes mais significativos da população brasileira, além de bem pouco letal. 
  • "Mas, trombeteando dia após dia a mórbida contagem de cadáveres, o noticiário causa, em leitores pouco afeitos a estatísticas, a impressão de que estejam diante de uma terrível ameaça. 
  • "Longe disto. Em comparação com as grandes pestes do passado, a gripe suína é refresco. 
  • "Vale lembrar, p. ex., que a gripe espanhola matou quase 2% da população brasileira, no final da década de 1920: aproximadamente 300 mil pessoas."
  • "Pior ainda é se compararmos os dados da gripe suína com outras causas de mortandade. Aí o que fica evidenciado é a má fé da imprensa. 
  • "Vejam o caso da cidade de São Paulo: o número de óbitos ainda não chega a oito. 
  • "Pois bem, em maio eu alertei que a concentração criminosamente elevada de enxofre no diesel mata, somente em São Paulo, capital, 3 mil pessoas ao ano -- ou seja, oito por dia! 
  • "Mas, como há interesses econômicos de grande monta envolvidos, o assunto é praticamente banido do noticiário. 
  • "Já o terrorismo midiático em torno da gripe suína tem sinal verde porque não afetou negócios importantes..."

Evidentemente, tais acertos não me recolocarão na grande imprensa, da qual estou banido por um macartismo que não ousa dizer o seu nome, mas é bem real e provavelmente até mais incontornável do que as listas negras da década de 1950. 

Resta-me a satisfação de, a cada momento, estar provando aos jornalões e revistonas que, como lobo solitário e contando apenas com os recursos de qualquer internauta, consigo fazer jornalismo muito melhor que o deles.

* Jornalista e escritor. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

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13 setembro 2010

Lançado o 'Movimento Popular Plínio Presidente' em MG

Militantes de Mina Gerais lançaram o 'Movimento Popular Plínio Presidente'. Na carta, explicam os motivos de apoio à candidatura do PSOL e elencam bandeiras que serão levantadas nessas eleições. 
 
 
 
O documento é assinado por apoiadores sem filiação partidária, Brigadas Populares - BP, Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes - CCLP, Partido Socialismo e Liberdade - PSOL e Refundação Comunista RC. 
 

 Por que Plínio Presidente

As forças populares e progressistas, que têm consciência de seus interesses e de seu projeto de sociedade, precisam se posicionar frente ao atual quadro eleitoral do país. As eleições, em grande parte devido ao modo com que agem os grandes meios de comunicação, estão gravitando em torno de três candidaturas. Todas as três deixam de abordar temas programáticos que poderiam mudar efetivamente a vida das classes trabalhadoras e pretendem que tudo fique limitado à luta entre facções de poderosos para ver quem vai mandar em Brasília e determinar as prioridades do próximo governo.

Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva se prestam a esse papel. Mesmo com um passado ligado às lutas das classes populares, renegaram essa herança, tornaram-se neoconservadores e se vincularam a grandes grupos industriais-financeiros privados, nacionais e internacionais, ao latifúndio e a oligarquias políticas tradicionais, fazendo o seu jogo e hostilizando ou engavetando as necessidades fundamentais da população. Por isso, enquanto os poderosos se enriquecem ainda mais, permanecem as graves carências no que se refere aos direitos trabalhistas fundamentais, às condições de trabalho do povo e à situação da saúde, da educação e da segurança. 
 
A coligação comandada pelo PT-PMDB, situacionista, não fez e nem pretende fazer as transformações sociais demandadas pelo povo. Já a coligação dirigida pelo PSDB-DEM, por não ter efetivamente a que se opor, no essencial, ao projeto do atual governo, faz uma campanha ultradireitista. É preciso, pois, uma alternativa nova, que reacenda a esperança e a unidade em torno da luta por mudanças amplas e profundas. O primeiro turno é o momento de afirmá-la. O nome que melhor expressa esse movimento é o de Plínio de Arruda Sampaio. 
 
Candidato pelo PSOL e apoiado por diferentes partidos, correntes, militantes sociais e cidadãos progressistas, Plínio tem qualidades raras. A dignidade e a dedicação de uma vida inteira o credenciam para expressar os interesses dos brasileiros trabalhadores, injustiçados e marginalizados. É o momento de cerrar fileiras em torno de um voto consciente para:

- expandir as liberdades e os direitos democráticos, especialmente dos setores oprimidos; 
- mudar as instituições e serviços públicos, em benefício da ampla maioria da população; 
- eliminar os monopólios para o desenvolvimento com soberania e distribuição de renda; 
- defender as conquistas trabalhistas, o pleno emprego e a Previdência Pública universal; 
- realizar a reforma urbana, com moradia, saneamento básico, transporte público e segurança; 
- construir serviços de saúde de boa qualidade e para todos; 
- reformar a educação pública e promover a cultura nacional-popular com caráter universal; 
- acabar com o latifúndio e fazer a reforma agrária; 
- implantar novas relações da sociedade com o meio-ambiente, 
- efetivar uma política externa de autodeterminação e solidariedade aos povos.

Nem o passado como foi, nem como está o presente: 
 
pra avançar agora, é Plínio Presidente! 
 
Belo Horizonte, setembro de 2010. 
Movimento Popular Plínio Presidente Minas Gerais

Apoiadores sem filiação partidária 
Brigadas Populares - BP 
Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes - CCLP 
Partido Socialismo e Liberdade - PSOL 
Refundação Comunista RC

Participe do Movimento Popular Plínio Presidente! Somos uma articulação unitária, de caráter democrático e popular com a participação de pessoas, movimentos e organizações, em apoio a candidatura de Plínio Arruda Sampaio. Nossa finalidade primordial é de contribuir para o fortalecimento de sua campanha em Minas Gerais mas com a perspectiva em aberto de tornar-se um instrumento de intervenção política e desenvolvimento de atividades comuns ao campo democrático, nacional e popular, após as eleições.

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